
Macaréu – Associação Cultural é uma associação independente, sem fins lucrativos, sem subsídios, sem empregados nem empregadores, que se pretende auto-sustentável, aberta a todos que queiram nela apresentar os seus projectos.
O retorno é obtido através das quotas dos associados, da pequena percentagem doada sobre iniciativas externas que sejam remuneradas, de donativos solidários e das receitas do bar/petiscaria
Macaréu é uma onda poderosa, contra a corrente, transformante…assim se identifica e assume este espaço de expressão cultural e de afirmação de cidadania responsável e activa, criado na Primavera de 2019.
Uma casa do final do séc. XIX, no centro do Porto, que resiste à tendência de gentrificação urbana, um grupo de pessoas desassossegadas numa aventura que se quer vivida em associativismo e orientada por princípios éticos fundamentais (liberdade, dignidade, equidade, respeito pela diferença).
Um Lugar urbano aberto, diverso e inclusivo – uma comunidade de acolhimento, encontro, integração, consciencialização e transformação, coesa, atenta às múltiplas formas de expressão cultural, procurando valorizar, promover e cruzar saberes, em liberdade de pensamento, palavra e acção individual ou colectiva.
As actividades da Macaréu – associação cultural repartem-se por várias vertentes, das quais destacamos a realização de exposições, conversas/debates, artes cénicas, oficinas, concertos e outras expressões lúdicas/artísticas, documentários/filmes, leituras encenadas, apresentação de livros, etc. A associação estimula a parceria com congéneres e acolhe acções de voluntariado e solidariedade social.
A Macaréu tem as suas próprias actividades regulares (apenas para associados) como o Clube de Teatro da Macaréu (CTM), Sinestesias (uma tertúia quinzenal sobre livros), Poesia ao fim da tarde, Aprendendo tango argentino, além de outras mais irregulares. No passado (antes da pandemia) teve também Tai chi , meditação e um coro.
Aberta ao exterior como se pretende, a associação recebe muitas propostas provenientes de diferentes áreas culturais. Algumas oficinas, propostas pelo exterior, têm carácter regular, tais como a Orquestra Comunitária do Mundo (OCM) e um curso de italiano. Já houve oficinas de yoga para estrangeiros, teatro para estrangeiros, dança, as quais, entretanto, foram concluídas. Novas oficinas começam a surgir tais como Corpo Movimento, Interpretação de Poesia, Dança terapêutica. A Cicloficina está, também, sediada em espaço da Macaréu.
A Macaréu também tem cedido espaço para ensaios a artistas, apoiando projectos culturais. A associação está envolvida com outras organizações independentes, em acções de carácter cultural e social, tais como BioPorto, MUBI, A Soalheira, Ruído, CAVI, AJA-Norte, Uksim.
Para a Macaréu manter sempre a auto-sustentabilidade e independência, é fundamental: a angariação de mais associados, cujas quotas são imprescindíveis; a realização de actividades externas no seu espaço físico (oficinas, ensaios artísticos, reuniões de trabalho de congéneres, etc.) das quais advenham donativos conscientes; a manutenção do bar/petiscaria com a individualidade e qualidade que o caracterizam.