
23.01.26
Às 21.30h
Apresentação do livro Nina – uma história entre a Praia e o Porto, de Vanda Azuaga
Sinopse
Nina é uma jovem inteligente e curiosa que decidiu partir em busca de um futuro melhor junto do pai, que vive numa cidade grande e distante.
Esta é uma das histórias da vida da Nina, uma adolescente cabo-verdiana.
Vai ser contada por ela, pela mãe, pelo pai, pela tia e pela diretora de turma.
Cada uma destas personagens teve um papel importante na vida da Nina e cada uma explica as situações do seu ponto de vista. Não está certo nem errado — cada uma sabe as emoções que sentiu, aquilo que pensou, aquilo que experienciou.
No final, poderás avaliar melhor o que aqui se relata, entendendo as diferentes versões da mesma história.
Vencedor da primeira edição do Prémio Infantojuvenil Manuel Lopes, em 2024, atribuído pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda e pelo Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde
Chamo me Vanda, sou um bocado transmontana, outro tripeira e outro do mundo. Gosto de fazer muitas coisas, entre elas escrever, jardinar, conversar e conhecer pessoas. Há dois anos trabalhei em Cabo Verde e das experiências que vivi resultou a história da Nina. A história está relatada por cinco pessoas para que o leitor possa entender o ponto de vista de cada personagem. Num mundo em que cada vez mais, cada um sente que a sua verdade é absoluta, a minha intenção foi apelar à empatia.

17.01.26
Às 20.30h
CARVALHOSKI – Quase, quase, um monólogo, com Juan Carballo
O artista “portugalego” Juan Carballo iniciará no início de 2026 uma nova tour para celebrar o seu XX ANIVERSÁRIO com uma nova sessão. Pretende assim continuar o seu percurso por Portugal e pela Galiza, passando pelas principais vilas e cidades.
É quase como um monólogo, entre a performance e a declamação encenada, que nos conduz numa viagem dos seus últimos 20 anos recheados de anedotas e versos.
Link: Juancarballo.es

11.01.26
Às 17.00h
Cinema: Homenagem a Bahram Beyzaie, apresentada pela Mithra Iranian Association

8.01.26
Às 18.00h
BLOCO SONORO (Free Jazz Sexy) em Ensaio Aberto.
O Paulo vive agora em Maputo. Veio passar a quadra natalícia. Não sabe do saxofone nem encontra as palhetas. O João vai a banhos em Vila Chã – depois queixa-se que lhe doem as articulações e, principalmente, a alma. O Ulisses está pior da surdez, o que lhe dá uma certa calma e lhe confere uma profunda paz. O Zé é o único baterista no mundo que não tem bateria. A Clara não é música mas é sexy e vai tentar aturar tudo isto. É assim a amizade forte que os une. O Concerto é um Ensaio. O Ensaio promete. A promessa é a de matar saudades. Venham! Venham daí para um final de tarde de Free Jazz Sexy!

14.12.25
Às 21.30h
Concerto: Báyãn ao Vivo
SINOPSE / DESCRIÇÃO DO EVENTO
Báyãn é um encontro entre a profundidade rítmica da música persa e a intensidade expressiva do flamenco. O guitarrista e multi-instrumentista Sina Elahi Shirazi e o percussionista Roham Torabi conduzem um diálogo sonoro entre guitarra microtonal, ney-anbã, daf e tombak, atravessando paisagens que vão do ancestral ao contemporâneo.
Entre tradição, improvisação e influências mediterrânicas, Báyãn cria um concerto íntimo, emotivo e cheio de movimento — uma viagem musical que celebra o encontro entre culturas e a liberdade criativa.
NOTA BIOGRÁFICA – SINA SHIRAZI
Sina Shirazi é um notável guitarrista de flamenco, cuja linguagem musical resulta de mais de 15 anos de carreira profissional no Irão, Espanha e Chile. A sua expressão artística tece influências do flamenco, jazz, folclore sul-americano e das sonoridades do Médio Oriente. Atualmente baseado em Portugal, trabalha com guitarra microtonal, charango e ney-anbã, abrindo novas fronteiras de colaboração e criação. Encontra-se também dedicado a projetos a solo, desenvolvendo uma estética musical que transcende fronteiras geográficas e estilísticas.
NOTA BIOGRÁFICA – ROHAM TORABI
Roham Torabi é um percussionista persa residente em Portugal desde 2012. Especialista em daf e tombak, dedica-se à exploração de pontes entre tradição e fusão musical, integrando ritmos clássicos persas em diálogos contemporâneos. O seu trabalho reflete uma abordagem profunda e sensível à percussão como linguagem intercultural. Em conjunto com Sina, forma Báyãn, um projeto que celebra encontros, raízes e novas possibilidades musicais.
Gostaríamos de saber a que horas devemos chegar à Macaréu no dia do evento para realizar a passagem de som e as preparações. Também gostaríamos de saber se a Macaréu fornece algum jantar para os artistas, uma vez que o concerto está marcado para a noite. Ficamos a aguardar confirmação de receção e estamos totalmente disponíveis caso necessitem de alguma adaptação adicional.

13.12.25
Às 21.30h
Exibição do filme experimental Alma
Filme Experimental de Miguel Ângelo Rebelo, um cinéfilo português e natural do Porto, que tem vindo a realizar curtas-metragens de índole experimental.
Em 2025 desafia Ricardo Dias dos Santos, guitarrista fundador e compositor da banda portuense Heavenwood, para conceber e realizar um filme experimental inspirado em “Alma”, o álbum de estreia do seu projecto a solo intitulado de 4 by Ricardo Dias dos Santos.
Em “Alma – O Filme”, pouco mais há a dizer além da viagem sensorial a realizar
Ambos intervenientes exploram essa demanda através do recurso a metáforas músicais e visuais, compassadas e particularizadas por momentos que originaram o conceito e elaboração do disco de estreia a solo de Ricardo Dias dos Santos.
Carregado de simbolismo e baseado numa história verídica, este filme experimental promete ser uma descoberta para uns e uma confirmação para outros.
Nota Biográfica
4 de Ricardo Dias dos Santos
Ricardo Dias dos Santos nasceu na cidade do Porto, a 13 de Outubro de 1977.
Músico, Compositor, Letrista e Produtor
Fundador e guitarrista/vocalista/compositor/letrista da banda portuguesa de Gothic Metal Heavenwood desde 1992, foi desde sempre o principal motor e alma da banda portuense. Trabalhando, desde 1996, com produtores e editoras internacionais e respetivos lançamentos 1996 “Diva”, 1998 “Swallow”, 2008 “Redemption”, 2011 “Abyss Masterpiece” pela editora francesa Listenable Records e em 2016 “The Tarot of The Bohemians – Part I”, novamente pela editora germânica Massacre Records.
Os Heavenwood atingiram o seu espaço na cena musical portuguesa e internacional, fruto da sua personalidade musical e jogo de cintura entre as sonoridades erosivas do Heavy Metal e as sonoridades emotivas do Gótico, entrando no rol de bandas internacionais que identificam o género musical classificado de Gothic Metal.
Em Janeiro de 2024, Ricardo Dias dos Santos cria o seu primeiro projeto a solo, o multiverso musical intitulado de 4.
4 é uma viagem musical e sensorial, que apela e promove de forma abstrata as coisas simples da vida, presentes (mas muitas das vezes esquecidas) no quotidiano mental e emocional do ser humano e a sua relação com a vida
Em Maio de 2024, Ricardo Dias dos Santos assina acordo de Edição, Distribuição Mundial e Publishing Exclusivo com a americana SUGO MUSIC GROUP.
4 “Alma” album
O conceito e álbum de apresentação “Alma” foi escrito, produzido e gravado por Ricardo Dias dos Santos entre Fevereiro e Maio de 2024.
“Alma”, o primeiro álbum de estreia do 4, foi oficialmente lançado ao público no Bandcamp oficial do projeto a 03.06.2024.
29.06.2024 foi a data eleita para a edição mundial de “Alma” nas principais plataformas digitais, através da americana SUGO MUSIC GROUP.
O tema “Chovem Lágrimas do Céu” é uma colaboração do autor com o Poeta e Escritor português José Louro, autor da obra poética “O Silêncio dos Dias”, que dá vida e voz às suas palavras da sua autoria. 21h30 Apresentação com a participação de Ricardo Dias dos Santos, Miguel Ângelo Rebelo e José Manuel Monteiro Louro
22h Exibição / Estreia da Curta Metragem Animada “Letters in Grey” de Miguel Ângelo Rebelo, recentemente selecionada para Festivais Europeus de Curta Metragem Animada
22h15 Exibição / Estreia do filme experimental & musical “Alma – O Filme” de Miguel Ângelo Rebelo
23h Fim

12.12.25
Às 21.30h
Concerto: Álvaro Azevedo toca com cogumelos
A música torna-se uma conversa viva através de paisagens invisíveis de som, emoção criada através de plantas e seres humanos existentes juntos num espaço compartilhado.
É uma experiência única em que o público pode participar…..e sentira natureza noutra dimensão.

6.12.25
Às 18.00h
Concerto Metáfora com os Dente de Leão
Grupo – Dente de Leão
Para a realização deste trabalho designado por METÁFORA, reuniram-se a música, a poesia, a voz e a arte de dizer a palavra, personificadas em Frederico D’Almeida, na guitarra, José A Batista, na viola braguesa, Verónica Lameiras, no canto e Tina Bastos, no canto e percussão.
A composição musical e os poemas que servem de letra à música, são da autoria de Frederico D’Almeida.
Metáfora, ergueu-se do comportamento humano, tão actual e tão ancestral em simultâneo, pois as questões que ora transparecem são as mesmas já contempladas pelos filósofos e poetas da nossa antiguidade.
Deste trabalho poético e musical, que resulta de figuras inspiradas na teimosia, no egocentrismo ou na indiferença, pretende-se contribuir para a construção de um despertador da consciência humana, e, promover a atenção que devemos uns aos outros e a todo o ser vivo, bem como à nossa Terra mâe.
Frederico D’Almeida

29.11.25
Às 20.00h
Noite Multicultural de Poesia
Multicultural Poetry Night at Macaréu
An evening where languages intertwine and poetry connects hearts.
Join us for a night of shared voices, where poets and poetry lovers from different cultures come together to celebrate words, rhythm, and emotion.
Each participant is invited to bring a poem they love — first read or recited in their own language, and then shared in English translation or explained in English.
Whether you wish to read, listen, or simply feel the atmosphere, this night is for everyone who believes that poetry can unite us beyond borders.
Free entry | Multilingual | Indoor setting
Noite Multicultural de Poesia no Macaréu
Uma noite em que as línguas se entrelaçam e a poesia aproxima corações.
Junte-se a nós para celebrar as palavras, o ritmo e a emoção. Um encontro entre poetas e amantes da poesia de diferentes culturas.
Cada participante é convidado a trazer um poema que ama — primeiro na sua própria língua, e depois traduzido ou explicado em inglês.
Quer venha para ler, ouvir ou apenas sentir o ambiente, esta noite é para todos os que acreditam que a poesia é uma forma de unir o que há de mais humano em nós.

23.11-1.12
Ver horários abaixo
Teatro: UM LUGAR QUE NÃO É LUGAR. Encenação de Tó Maia, Criação do Teatro Aramá
A partir de poemas de autores/as exilados/as dos cinco continentes e de textos de outros universos literários.
Criação do Teatro Aramá – Núcleo Amatores – sobre o tema “deslocados”.
Datas
Dia 23 de nov. 21h30
Dia 24 de nov – 21h30
Dia 25 de nov – 21h30
Dia 28 de nov – 21h30
Dia 29 de nov – 18h
Dia 30 de nov -18h
Dia 1 de dezembro – 19h
Contactos:
962 657 894 | teatroarama@gmail.com | aramateatro@gmail.com
Sinopse
A ideia para esta criação parte do tema dos “deslocados”. Inevitavelmente, o problema do genocidio na Palestina foi o grande impulsionador para a escolha do tema. A tónica principal, evidencia-se nas problemáticas dos “refugiados”, “migrantes”, exilados, além outras dimensões que o tema abrange, tanto no sentido real, como simbólico.
UM LUGAR QUE NÃO É LUGAR é fortemente marcado pela poesia de autores de diferentes países (Palestina, Angola, Brasil, Costa do Marfim, Timor-Leste, entre outras nacionalidades) na sua maioria exilados, mas não só, pois o recurso a excertos e citações de caráter filosófico e literário de outros autores, refletem, enquadram e aprofundam os conteúdos do tema desta criação. Nesta viagem onde poesia na sua mais simples forma – ou combinada com o teatro, com a música, com a performance – percepcionam-se narrativas de quem vive ou viveu , ou presenciou, violências extremas: sejam pelos horrores da guerra, genocídios, pobreza, prisão, privação da livre expressão, exílio, abandono à condição do estranho, do estrangeiro, do objeto, do alvo fácil aos ódios que proliferam e desumanizam o “outro”.
Esta é uma viagem no tempo: pelo agora, pelo ontem, pelo anteontem, pelas décadas e séculos da história.
É também um olhar sobre os efeitos da (des)esperança, porém, dentro dela, levantam-se vozes, movimentos, ações de quem não se deixa vencer, dos que resistem, acreditam, tal como disse Bertolt Brecht, “…nada deve parecer impossível de mudar.”
UM LUGAR QUE NÃO É UM LUGAR, não é um lugar para se viver, é um lugar para se existir…
Ficha artística
Autores/as – Najwan Darwish, Agnès Agboton, Mahmoud Marwish, Fadwa Tuqan, Tomaz Kim, Khairi Mansur, Thiago de Mello, Salma Jayyusi, Reinaldo Arenas, Jorge Lauten, TawFiq Zayyad, Machado de Assis, Bertolt Brecht, C. S. Lewis, Albert Einstein, Bertrand Russell, Paulo Freire, Zetho Cunha Gonçalves e Tó Maia
Criação, direção, espaço cénico – Tó Maia
Figurinos – Teatro Aramá
Design gráfico – Fernando André e João Coelho Interpretação – Daniel Costa, Bianca Banica, João Coelho, Diogo Múrias, Rafaela Sampaio, Rita Maia, Tomás Fernandes, Cristina Afonso, Elisa Ye, Clarissa Zel Vargas, Miguel Pinheiro, Sandra Fernández, Henrique Sousa e Tamina Reinehr

22.11.25
Às 17.00h
Apresentação do livro Aldeia do Rock
Sinopse:
O festival Quintanilha Rock foi, ao longo de duas décadas, um festival de referência no território nacional – sobretudo transmontano e duriense – e, em Espanha, em Castela e Leão. Nas suas últimas edições, entre 2014 e 2020, um grupo de fotógrafos e artistas visuais foi convidado a acompanhar o seu desenrolar, sediado na aldeia de Quintanilha, no concelho de Bragança, realizando uma ação profunda e continuada sobre o território. Nascia assim ALDEIA DO ROCK, um conjunto de cinco ensaios fotográficos, com autoria de Alexandre Sampaio, Filipe Braga, Helena Granjo, João Fitas e Ricardo Raminhos. Tal corpo de trabalho, amadurecido com o tempo, é agora fixado e aberto ao olhar público. Situar a fotografia contemporânea neste território raiano é, para além de um gesto identitário, um ato de preservação e de revelação: reafirmar a memória coletiva de um evento singular e, ao mesmo tempo, projetar luz sobre uma geografia desertificada e culturalmente frágil, mas ainda plena de energia e potencial.

21.11.25
Às 19.00h
Apresentação da revista Diagonal (N°9, III Série)
Apresentação da revista Diagonal, do Sector Intelectual do Porto do Partido Comunista Português.
Este número (N°9, III Série) inclui uma grande entrevista ao pianista e professor universitário Fausto Neves e a 6 candidatos da CDU no concelho do Porto, artigos obre a Seiva Trupe e a lutas desenvolvidas no Centro Comercial STOP e em Serralves. São também evocados os 500 anos do nascimento de Luís de Camões e os 100 de Carlos Paredes e relembrados os percursos do médico António Graça e do pintor António Fernando.


13 e 14.11.25
Às 21.00h
Teatro: O espelho, baseado na obra homónima de Machado de Assis, adaptado por Paulo Antunes. Com Paulo Antunes e direção de Jitman Vibranovski.
Monólogo, inédito, com 55 minutos de duração, baseado na refinada literatura brasileira de Machado de Assis, O Bruxo do Cosme Velho. Originalmente, O Espelho – Esboço de uma Nova Teoria da Alma Humana é de enorme riqueza histórica e conceitual. Foi publicado em 1882, atravessou o tempo e manteve-se atual e vigoroso. E agora, montado e produzido pela cia. O Teatro Institucional, com 23 anos de estrada. É chegada a hora de mostrar O Espelho.
A concepção geral do espetáculo segue o modelo de enunciar e valorizar a arte e a cultura brasileira. Teatralizar Machado de Assis, expoente da nossa literatura, é ao mesmo tempo impulsionar o teatro e preservar a literatura. Possibilitar à plateia a identificação de conceitos e preconceitos que se estabeleceram na base social e que até hoje tentamos ressignificar. Revelar o processo de individuação do homem a despeito de status ou posição social, o olhar metafísico do ser enquanto ser. Tocar em todos esses preceitos sem precisar mencioná-los, só pode ser obra de um gênio das palavras escritas.
Machado de Assis era preto, filho de mãe branca, o que contrariava a estética social da época. Exerceu ofícios desde Vendedor de bala e aprendiz de Tipógrafo ao de 1º Presidente da Academia Brasileira de Letras. Todas essas atribuições não estão no texto de O Espelho, mas o seu conhecimento sobre a alma humana está. Machado de Assis não se atem a valores que resultam em moral da estória. E isso coaduna com a forma de trabalho do O Teatro Institucional.
Apresentamos espetáculos que levam o público a reflexões através da dramaturgia. Apostamos mais na simbologia de alegorias cênicas, figurinos bem-pensados, trilha sonora e iluminação (caso o local disponha) do que em grandes cenários. O que torna os nossos espetáculos transportáveis e de fácil ocupação e retirada dos teatros. E ao final de cada apresentação entregamos à plateia um debate-papo, 20 a 30 minutos – há 23 anos, levamos esta proposta, nosso 2º ato – que amplificam as questões surgidas no calor do pós-espetáculo.
Jitman Vibranovski
Ator, formado pelo Conservatório Nacional de Teatro (1973). Atuou como diretor na peça “A Ética é uma Comédia” (Espaço SESC Copacabana – 2006). Diretor artístico de O Teatro Institucional (2000 até hoje) e de Os Militantes em Cena (2017 até hoje). Atuou em mais de 40 peças, entre as quais: Bodas de Sangue, Tristão e Isolda, Édipo Rei, Rei Lear, Volpone, A Balada de Zerline, Silêncio, O Violinista no Telhado, etc. De 1978 a 2000 foi “Cristo” no espetáculo “A Paixão de Cristo” encenado nos Arcos da Lapa. Trabalhou na Companhia dos Atores, Mergulho no Trágico e Atores Bailarinos. Foi dirigido por Amir Haddad, Aderbal Freire-Filho, Celso Nunes, Rubens Correa, Regina Miranda, entre outros. Participou de diversas novelas e seriados na Globo, Record, Manchete, SBT e Band. Prêmio Melhor Ator da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra – 2017, pela atuação na peça “Silêncio”. Diretor do monólogo O Espelho, 2023.
Paulo Antunes
Ator e Autor de teatro – DRT 34562. Diretor artístico de O Teatro Institucional desde 2000. Atuou em mais de 15 peças, com diretores como Amir Haddad (Bodas de Sangue 2010); Jitman Vibranovski (Um Deus Chamado Dinheiro e As Nuvens 2005); Caique Botkay (Droga!… Que Pesadelo! 2013); Mauro Marques (Bill W and Dr Bob – online). Novelas da Globo e Record, como Babilônia, Bicho do Mato, dentre outras; programas como A Grande Família. Premiado no curta Natasha- 2001 – Festival de Cinema de Brasília. Autor e ator das peças Droga!…Que Pesadelo!, Positivos, Saideira (temporada por todo Circuito SESC-RJ, 2002, 2003 e 2005, respectivamente; em cartaz no YouTube, link INSTA @oteatroinstitucional); De Repente e Tô Cinza (exibidas nos teatros SESC, SESI, Laura Alvim e outros do RJ e cidades por todo Brasil). Atua no coletivo Militantes em Cena (desde 2019), nas peças “K” e A Classe Média no Espelho – Teatro ASA, RJ. Atua na peça Bill e Bob – Passos para Liberdade, de Samuel Shem e Janet Surrey, no papel de Bill – em cartaz pelo canal do YouTube: Bill e Bob no teatro). Atualmente, ator no monólogo O Espelho – do texto homônimo de Machado de Assis – direção Jitman Vibranovski.

8.11.25
Às 21.00h
Noite de Halloween com o grupo ArriscArt
Na noite de 8 de novembro, o grupo ArriscArt na Macaréu – Associação Cultural convida-te para uma celebração cheia de mistério, gargalhadas e talento!
Entre vampiros, bruxas e outras criaturas da noite, o palco transforma-se num espaço de pura diversão, onde o teatro, o karaoke e ainda um mercado temático se unem num espetáculo participativo e inesquecível.
Vem dar voz à tua personagem interior, soltar o riso e cantar até a lua cheia desaparecer!
Fantasias são bem-vindas — a criatividade é obrigatória.
Reservas: raquel.rafael.atriz@gmail.com/ 915529146

3.11.25
Às 20.00h
UM POUCO MAIS DE SOL, EU ERA ASA – apresentação dos alunos da Oficina de Interpretação da Poesia, dirigida por Emilene Lima
Estarão presentes os versos de:
Francisca Camelo – Fernando Pinto do Amaral – Dana Dajani – Jorge de Sena – Ernesto Sampaio – Rodrigo Costa – Manuel Bandeira – Herberto Helder – Eugénio De Andrade – José Mário Zonta – Ana Luísa Amaral – Rupi Kaur – Mário De Sá Carneiro – Alberto Caeiro – Rui Costa – Marin Sorescu – António Ramos Rosa
Nas vozes dos dizedores:
MADALENA VARELLA – ANTÓNIO AUGUSTO DOMINGOS – HELENA GRANJA – JOSÉ CARLOS AZEVEDO – MARCIA GHELLI GOMES – FERNANDO MOTA – CARLOTA MACEDO – ARISTIDES DE FREITAS E SOUSA – VICTOR NEVES – IDALINDA FITAS – JOÃO VALENTE – ANA PAULA DÓRIA – ALEXANDRA CORDEIRO – VICTOR NEVES – ANA CARVALHO
Venham ️ e tragam um poema no bolso para dividir também! No final, há espaço para todas as palavras que quiserem chegar.
ENTRADA LIVRE, espaço sujeito a lotação.

18.10.25
Às 21.30h
Miguel Braga 77 André Sarbib
O aniversário de Miguel Braga, será festejado com o parceiro de muitas luas
André Sarbib, em delírios musicais, habituais, sempre imprevisíveis “2 Amigos 2 Pianos” convidam-vos!
MIGUEL BRAGA, 60 anos com Música, com músicas do mundo, parcerias com Carlos do Carmo, Paulo de Carvalho, Rão Kyao, Simone de Oliveira, Pedro Abrunhosa, RuinVeloso (Portugal), Ivan Lins, Flora Purim, Airto Moreira, Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Portinho (Brasil), Ernie Watts (USA),Filipe Mukenga (Angola), Tito Paris (Cabo Verde), Jorge Pardo, Carles Benavent (Espanha), Lara Li (Portugal/Moçambique), Fernando Girão (Portugal/Brasil), etc.
Apresentações em todo o tipo de eventos, festivais de Jazz, animação de clubes e
hotéis, eventos privados, etc.
Vasta discografia e concertos, disponíveis nas plataformas digitais.
Próximo’, o mais recente CD, ao dispor presentemente.
ANDRÉ SARBIB, Músico/Compositor. Falar de André Sarbib é falar de um dos músicos mais prestigiados da cena portuguesa, no campo do jazz e de outros géneros! A simples menção de todos os grupos e bandas em que ele fez parte é prova em si mesma.
No entanto, a melhor prova pode ser vista na participação deste artista autodidacta em vários espectáculos e no seu trabalho para músicos como Joe Lovano, Barry Altschul, Ivan Lins, Carles Benavent, Ruben Dantas, Alice Day, Jorge Rossi, Saheb Sarbib, Carlos Carli, Joaquín Chacón, Paulo de Carvalho e Antonio Serrano, entre outros. A esta lista podemos acrescentar a sua contribuição para as actuações e discos de um número infinito de músicos e cantores do mais
alto calibre na cena portuguesa e internacional.
Nos últimos 20 anos, André Sarbib tem sido o pianista convidado na Europa pelo famoso músico e compositor brasileiro, Ivan Lins.
André Sarbib edita atualmente o seu último trabalho discográfico em 2022 “La Joie et Le Tendre”, canções de lvan Lins cantadas em francês, a sua língua paterna.

13 e 14.11.25
Às 21.00h
Teatro: O espelho, baseado na obra homónima de Machado de Assis, adaptado por Paulo Antunes. Com Paulo Antunes e direção de Jitman Vibranovski.
Monólogo, inédito, com 55 minutos de duração, baseado na refinada literatura brasileira de Machado de Assis, O Bruxo do Cosme Velho. Originalmente, O Espelho – Esboço de uma Nova Teoria da Alma Humana é de enorme riqueza histórica e conceitual. Foi publicado em 1882, atravessou o tempo e manteve-se atual e vigoroso. E agora, montado e produzido pela cia. O Teatro Institucional, com 23 anos de estrada. É chegada a hora de mostrar O Espelho.
A concepção geral do espetáculo segue o modelo de enunciar e valorizar a arte e a cultura brasileira. Teatralizar Machado de Assis, expoente da nossa literatura, é ao mesmo tempo impulsionar o teatro e preservar a literatura. Possibilitar à plateia a identificação de conceitos e preconceitos que se estabeleceram na base social e que até hoje tentamos ressignificar. Revelar o processo de individuação do homem a despeito de status ou posição social, o olhar metafísico do ser enquanto ser. Tocar em todos esses preceitos sem precisar mencioná-los, só pode ser obra de um gênio das palavras escritas.
Machado de Assis era preto, filho de mãe branca, o que contrariava a estética social da época. Exerceu ofícios desde Vendedor de bala e aprendiz de Tipógrafo ao de 1º Presidente da Academia Brasileira de Letras. Todas essas atribuições não estão no texto de O Espelho, mas o seu conhecimento sobre a alma humana está. Machado de Assis não se atem a valores que resultam em moral da estória. E isso coaduna com a forma de trabalho do O Teatro Institucional.
Apresentamos espetáculos que levam o público a reflexões através da dramaturgia. Apostamos mais na simbologia de alegorias cênicas, figurinos bem-pensados, trilha sonora e iluminação (caso o local disponha) do que em grandes cenários. O que torna os nossos espetáculos transportáveis e de fácil ocupação e retirada dos teatros. E ao final de cada apresentação entregamos à plateia um debate-papo, 20 a 30 minutos – há 23 anos, levamos esta proposta, nosso 2º ato – que amplificam as questões surgidas no calor do pós-espetáculo.
Jitman Vibranovski
Ator, formado pelo Conservatório Nacional de Teatro (1973). Atuou como diretor na peça “A Ética é uma Comédia” (Espaço SESC Copacabana – 2006). Diretor artístico de O Teatro Institucional (2000 até hoje) e de Os Militantes em Cena (2017 até hoje). Atuou em mais de 40 peças, entre as quais: Bodas de Sangue, Tristão e Isolda, Édipo Rei, Rei Lear, Volpone, A Balada de Zerline, Silêncio, O Violinista no Telhado, etc. De 1978 a 2000 foi “Cristo” no espetáculo “A Paixão de Cristo” encenado nos Arcos da Lapa. Trabalhou na Companhia dos Atores, Mergulho no Trágico e Atores Bailarinos. Foi dirigido por Amir Haddad, Aderbal Freire-Filho, Celso Nunes, Rubens Correa, Regina Miranda, entre outros. Participou de diversas novelas e seriados na Globo, Record, Manchete, SBT e Band. Prêmio Melhor Ator da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra – 2017, pela atuação na peça “Silêncio”. Diretor do monólogo O Espelho, 2023.
Paulo Antunes Ator e Autor de teatro – DRT 34562. Diretor artístico de O Teatro Institucional desde 2000. Atuou em mais de 15 peças, com diretores como Amir Haddad (Bodas de Sangue 2010); Jitman Vibranovski (Um Deus Chamado Dinheiro e As Nuvens 2005); Caique Botkay (Droga!… Que Pesadelo! 2013); Mauro Marques (Bill W and Dr Bob – online). Novelas da Globo e Record, como Babilônia, Bicho do Mato, dentre outras; programas como A Grande Família. Premiado no curta Natasha- 2001 – Festival de Cinema de Brasília. Autor e ator das peças Droga!…Que Pesadelo!, Positivos, Saideira (temporada por todo Circuito SESC-RJ, 2002, 2003 e 2005, respectivamente; em cartaz no YouTube, link INSTA @oteatroinstitucional); De Repente e Tô Cinza (exibidas nos teatros SESC, SESI, Laura Alvim e outros do RJ e cidades por todo Brasil). Atua no coletivo Militantes em Cena (desde 2019), nas peças “K” e A Classe Média no Espelho – Teatro ASA, RJ. Atua na peça Bill e Bob – Passos para Liberdade, de Samuel Shem e Janet Surrey, no papel de Bill – em cartaz pelo canal do YouTube: Bill e Bob no teatro). Atualmente, ator no monólogo O Espelho – do texto homônimo de Machado de Assis – direção Jitman Vibranovski.

8.11.25
Às 21.00h
Noite de Halloween com o grupo ArriscArt
Na noite de 8 de novembro, o grupo ArriscArt na Macaréu – Associação Cultural convida-te para uma celebração cheia de mistério, gargalhadas e talento!
Entre vampiros, bruxas e outras criaturas da noite, o palco transforma-se num espaço de pura diversão, onde o teatro, o karaoke e ainda um mercado temático se unem num espetáculo participativo e inesquecível.
Vem dar voz à tua personagem interior, soltar o riso e cantar até a lua cheia desaparecer!
Fantasias são bem-vindas — a criatividade é obrigatória.
Reservas: raquel.rafael.atriz@gmail.com/ 915529146

4.10.25
Às 21.30h
Tristão de Andrade apresenta Poeta Pop
Um manifesto artístico que dá voz à poesia do quotidiano, ao amor, à emoção da linguagem pop, e à alma do Portugal contemporâneo. O espetáculo eterniza os últimos 30 anos da nossa identidade — os emigrantes, a memória coletiva, a resistência afetiva e o eterno espírito lusitano, sempre com uma estética poética acessível e comovente. Temas e textos originais ditos, cantados e dançados ao som das guitarras.
Tristão de Andrade nasceu em Coimbra, em 1979, e cedo demonstrou uma paixão pela escrita e pela música. É conhecido como um autor da nova geração, escritor, poeta, compositor e cantautor. Apresenta-se como um provocador de consciências e um despertador de sentidos. Autor de vários livros publicados, mais de 100 temas musicais e participações em múltiplos projetos artísticos.

20.09.25
Às 18.00h
Apresentação do livro Luz no princípio de Isabel Yeshua, por Ângelo Vaz
Há palavras que não são apenas som – são semente
No início de tudo, uma voz ecoou no vazio e a luz rasgou as trevas. Desde então, cada ser humano carrega em si a centelha dessa primeira criação, um código invisível capaz de transformar o destino.
Luz no Princípio é um convite para despertar essa força adormecida. Página após página, a autora conduz-te numa viagem íntima e reveladora, onde cada princípio é um mapa para alinhar pensamento. emoção e ação com a ordem primordial que sustenta o universo. E um regresso a harmonia original, onde o caos cede lugar à clareza e a vida reencontra o seu compasso.
Não há fórmulas rápidas nem atalhos – apenas verdades profundas, tecidas com palavras que elevam, curam e despertam.
Se sentes falta de sentido, de direção ou de luz no teu caminho, estas páginas são um farol – não para te mostrar um destino pré-definido, mas para reacender em ti a chama que sempre esteve presente.
Isabel Vergueiro, nasceu na cidade do Porto em 1971.
Divide-se por diversas actividades em que se goza pelo prazer do Teatro, Música, Restauração, Massoterapia e por último pela escrita em que se denomina por Isabel Yeshua.
Sendo a sua primeira obra, tem já em andamento trabalho literário a publicar.

19.09.25
A partir das 18.00h
HUMANIFESTA: celebrar a diversidade no Porto
A HUMANIFESTA, um festival humanista que expressa a diversidade humana através de manifestações culturais e sociais variadas, está de volta ao Porto.
O Festival vai decorrer em dois lugares diferentes e icónicos da cidade, nos dias 19 e 20 de setembro: a Associação Cultural Macaréu e a Escola Secundária Alexandre Herculano.
O programa amplia o conceito de diversidade da edição de 2024, misturando atividades de cariz social e cultural: abre portas às 18H00 do dia 19 na Associação Cultural Macaréu, com uma conversa onde participam membros de várias cooperativas, para partilha de conhecimento e experiências no âmbito do movimento cooperativo, sob o título “DICAS PARA A RESISTÊNCIA: o movimento cooperativo hoje”. Segue-se um CONCERTO pelo CLUBE DE CHORO DO PORTO, a partir das 21.15h.
No segundo dia as atividades irão espalhar-se pelos jardins, salas e auditórios da Escola Secundária Alexandre Herculano, a partir das 15h. O programa inclui: WORKSHOP SOBRE UTILIZAÇÃO DE BICICLETA com a MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta e a FPCUB – Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta; sob o título DESACELERAR PARA CUIDAR, Cristiane Prudenciano orienta um workshop sobre relaxamento; o bar da escola vai receber um SHOWCOOKING DE RAW FOOD com a ecochef Neide Terto; o MOMENTO DE HIP-HOP fica a cargo de Street Flow Br; Francisco Badilla, artista chileno premiado, orienta um WORKSHOP DE DESENHO; o Grupo AquiAgora apresenta TEATRO PLAYBACK, uma forma interativa de teatro de improviso, que resulta da escuta, compreensão e representação de histórias pessoais contadas pelo público; destacamos ainda a estreia nacional do filme POR UM PUNHADO DE DÓLARES – OS NOVOS EMIGRADOS (2014), de Leonardo Dourado, realizador brasileiro que documentou a vida de pessoas que migraram para os EUA, Alemanha e Japão e que contará com a participação do realizador em videoconferência.
O Festival fecha com um CONCERTO DE JAZZ DE MANUEL GUERRA TRIO, no auditório grande da escola.
A HUMANIFESTA resulta do trabalho voluntário de muitas pessoas e organizações.
A entrada no festival implica o donativo mínimo de 10€/pessoa (até aos 16 anos é gratuito), que dá acesso a todas as atividades, em qualquer um dos locais onde as mesmas decorrerão.
Os fundos angariados na HUMANIFESTA destinam-se à construção do Parque Minho, um local de estudo e reflexão situado na Póvoa de Lanhoso que tem o propósito de facilitar a meditação, o encontro consigo mesmo e o desenvolvimento de uma cultura da não-violência. Programa completo e inscrição: www.parqueminho.org

13.09.25
Às 16.30h (início)
Guiné-Bissau: semear uma possibilidade de futuro
Construir uma escola com a comunidade de Sintcham Arafam – Desde 2015, enquanto mediador cultural, estou em contacto direto com o fenómeno migratório em Itália, na região do Alto Adige. Constatei durante estes anos que mais de 90% das pessoas provenientes da África Subsariana chegam analfabetas, condição que dificulta o seu percurso de integração.
Para conheçer de perto este fenômeno, em fevereiro de 2020 percorri durante um mês a Guiné-Bissau em bicicleta. Na aldeia de Sintcham Arafam, situada na proximidade do Parque Nacional Dulombi-Boé, 125 alunos frequentavam uma escola construída com palha. No interior não existiam mesas nem cadeiras. Cada aluno tinha que levar de casa uma cadeira para se sentar. Inclusive o professor Mamadú Mané dizia que, ele próprio, ensinava há 2 anos sem receber salário.
Dois anos depois, com o objectivo de contribuir para que nos países de origem, se promova a instrução básica, nasce uma parceria com o “Centro de Ricerca e Formazione sull’intercultura” (www.centrocultura.net). Procuramos angariar os fundos necessários para a construção de uma escola nesta aldeia. Com a ajuda de muitos amigos desta causa, conseguimos em fevereiro de 2025 concretizar o primeiro passo operativo do projecto.
Para mais informações sobre o desenvolvimento deste projeto consulte:
Neste dia, a partir das 16:30 o músicos Alexandre Centeio e o projeto LeGnAf convidam a uma viagem pelas suas sugestões sonoras.
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Após a apresentação do projeto, vamos ter na Macaréu um jantar com produtos da Guiné-Bissau. Solicitando uma oferta livre para a campanha de angariação de fundos teremos à vossa disposição fotografias, bilhetes-postais, cd duplo com música da Guiné-Bissau, a mascote da escola e bolsas elaboradas com tecidos africanos.
Também vai ser possível contribuir para a campanha de angariação de fundos, adquirindo produtos africanos do projecto “Africa Sacra” tais como farinha e óleo de baobab, hibisco, caju, mel e moringa.
Para conheçer o catálogo de produtos e o “kit Macaréu” consulte:
https://sostegnoguineabissau.weebly.com/prodotti-africa-sacra
Renato Brito (arquitecto)

9.09.25
Às 18.00h
Roda de Choro e Samba com os Trítonos
A Força Musical de Brasília
Com uma sonoridade refinada e vibrante, Os Trítonos é um dos trios mais aclamados da cena musical de Brasília. Formado por talentosíssimos músicos — Nelsinho Serra no cavaquinho, Vinícius Vianna no violão de sete cordas e Júnior Viegas no pandeiro —, o grupo transita com maestria entre o choro, a música instrumental e o samba.
O nome Os Trítonos é uma escolha inteligente, que reflete a essência do grupo. Ele faz referência ao trítono, um intervalo musical que gera tensão e expectativa — elementos cruciais na construção musical. É exatamente nesse espaço de tensão e alívio sonoro que o trio atua com maestria, transformando essa energia em poesia e emoção. Os Trítonos não são apenas um trio de acompanhamento; são uma força musical que pulsa com precisão, paixão e o domínio total da linguagem da música brasileira.
Mais do que acompanhar, o trio se destaca por sua versatilidade e experiência. Seus integrantes, que também atuam como professores na Escola Brasileira de Choro e na Escola de Música de Brasília, garantem uma base sólida e criativa. Essa expertise já os levou a tocar com grandes nomes da música brasileira, como Teresa Lopes, Karla Sangalete, Victor Angeleas, Dudu Maia e muitos outros, consolidando o grupo como uma referência no cenário musical do Distrito Federal.
Júnior Viégas é pandeirista e Professor do Clube do Choro de Brasília, conhecido por sua especialização em música instrumental e em ritmos populares como samba e choro. Ao longo de sua carreira, ele já tocou ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Roberta Sá, Hamilton de Holanda, Mílton Nascimento, Jorge Aragão, Helen Oléria além de ter atuado como pandeirista na Orquestra Sinfônica de Brasília.
Viégas também é o co-criador do projeto “Aprendendo Percussão”. Este portal se tornou a maior plataforma de conteúdo sobre percussão de samba no mundo, com mais de 10 milhões de acessos, 190 mil inscritos e mais de 2.000 alunos.
Possui uma linha de Instrumentos de Percussão em parceria com a GOPE, a maior empresa de instrumentos de percussão do Brasil.
Nelsinho Serra é um renomado cavaquinista, compositor, produtor e arranjador de Brasília. Reconhecido na cena da música instrumental e popular, ele lançou seu álbum de estreia, “Nelsinho Serra: Cavaquinho”, em 2017. O disco, que foi incluído entre os 100 melhores da Música Popular Brasileira daquele ano pelo site Embrulhador, inclui o choro “Dona Laurita”, que venceu o prêmio de melhor música instrumental no Festival de Música Nacional FM – Brasília 2016. Em seu trabalho, Nelsinho presta homenagem a grandes nomes da música brasileira e, ao longo de sua carreira, já se apresentou em palcos internacionais na Alemanha, Argentina e Áustria.
Além de sua carreira solo, Nelsinho Serra atuou como solista por mais de uma década na tradicional roda de choro do Feitiço Mineiro, ao lado de Vinícius Vianna e Augusto Rodrigues. Como músico de apoio, ele já acompanhou grandes nomes do choro e do samba, como Mariana Aydar, Dudu Nobre, Fabiana Cozza e Dona Ivone Lara. Atualmente, ele atua como professor de cavaquinho no Clube do Choro de Brasília e na Escola de Cavaquinho de Brasília.
Vinícius Vianna é um violonista, professor e compositor que começou seus estudos musicais aos 10 anos. Ele aprofundou sua formação na Escola de Música de Brasília (EMB), na Escola de Choro Raphael Rabello e na Universidade de Brasília (UnB), onde se especializou em violão erudito. Durante sua adolescência, teve a oportunidade de conviver e tocar com renomados chorões, o que o ajudou a dominar a linguagem e o acompanhamento do violão de 7 cordas, um instrumento fundamental no choro. Vianna já se apresentou em diversas cidades do Brasil e em outros países como Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Argentina e Paraguai. Além de desenvolver um trabalho solo com suas composições, ele atua como acompanhador em projetos de samba e choro. É co-fundador e diretor musical do coletivo “Estação do Choro” e também integra o duo “Dois Violões”. Atualmente, ele leciona violão erudito na Escola de Música de Brasília (EMB), onde trabalha desde 2017.

6.09.25
Às 21.30h
Concerto Ivan Laranjeiro Trio
“Roterdāo e a sua multiculturalidade reflectem-se neste trio. As tradiçōes afro-cubanas e brasileiras unem-se numa formaçāo que nāo é comum: guitarra acústica, contrabaixo e bateria nāo sāo vistos juntos com muita frequência. Se os últimos dois costumam andar juntos pela cena do jazz, a primeira é o berço de grande parte da música tradicional Latino-Americana. O resultado do casamento é uma mistura introspectiva, melancólica e ritmada de harmonias e timbres. Enquanto audiência, pode-se esperar alguma tensāo entre os grooves que fazem bater o pé e o detalhe que convida à meditaçāo.”

2.09.25
Às 21.00h
Sarau dos Afetos: poesia e música de Tatiana Cobbett
O Sarau dos Afetos é um concerto poético-musical idealizado e interpretado pela multiartista brasileira Tatiana Cobbett, que chega ao Porto para apresentar o seu mais recente livro de poemas, Travesseiro. Publicado pela editora luso-brasileira Urutau, o livro traz orelha assinada pela bailarina Marika Gidali, referência da dança e da cena cultural brasileira, e é fruto do Projeto Lá e Cá, uma residência artística de intercâmbio entre Brasil e Portugal.
No palco, Tatiana entrelaça a leitura de seus poemas com canções autorais, acompanhada pela pianista portuguesa Iris Sarai, criando um espaço de escuta, resgate e partilha. A dinâmica do encontro envolve o público e o convida a cruzar vozes, á vivência poética.
Tatiana Cobbett é poeta, cantora, compositora e bailarina brasileira, radicada entre Brasil e Portugal. Premiada pela Funarte e pelo Prêmio da Música Catarinense, lançou cinco álbuns e nove singles no Projeto Lá e Cá (2018–2024), circulando por festivais e residências artísticas em diversos países. Suas canções foram gravadas por Badi Assad e Cristina Clara, e seus poemas publicados em coletâneas no Brasil e em Portugal.
Iris Sarai é pianista e compositora portuguesa, com sólida formação clássica e atuação em projetos contemporâneos que exploram a fusão de estilos e linguagens. No Sarau dos Afetos, assina arranjos originais que dialogam com a poesia e o canto de Tatiana, criando uma atmosfera em que partitura e improviso se encontram.

31.08.25
Às 21.30h
Concerto com o IL Harmonica Trio
“Fundado na Argentina por Crispy Aguirre (harmónica de acordes, cromática e harmonetta), IL Harmonica Trio conta com Andrés Chorny no baixo e, para a sua primeira tour na Europa, Ricardo Silva (PT) em harmónica cromática e diatónica. Com uma abordagem clássica e original, que combina harmónicas orquestrais, piano e voz, o projecto apresenta ao público europeu a riqueza da música sul-americana. Tango e milonga, ritmos folclóricos da Argentina e do Uruguai, elementos e energia do choro brasileiro, a elegância da valsa peruana e o groove do som caribenho aqui se fundem, enriquecidos pelo espírito improvisador do jazz — presente tanto na abordagem do trio quanto na execução de standards de jazz e fusion. O repertório inclui composições originais e obras de outros compositores, arranjadas pelo grupo com sonoridade e sensibilidade distintas.”

24.08.25
Às 18.00h
Concerto com os Faz de Tonta
Os “Faz de Tonta” é um projeto eclético de originais que apresenta um repertório diversificado que compreende temas de Blues, Jazz, Bossa Nova, Pop alternativo, com letras em português, inglês e francês, composto por músicos que têm em comum o terem frequentado a Escola de Jazz do Porto. Os elementos que compõem este grupo são: Jorge Urbano (teclado e voz), Filipe Nobre (bateria e voz), Pedro Carneiro (Guitarra), Newton Santos (Baixo elétrico).

22.08.25
Às 21.00h
O piano brasileiro: do Choro ao Frevo, com Verónica Fernandes
O espetáculo Piano Brasileiro: do Choro ao Frevo é uma celebração da riqueza e diversidade da música brasileira de matriz africana, traduzida para o piano por Verónica Fernandes. Originado de sua pesquisa de mestrado na UNIRIO, concluída em março de 2023, o projeto busca transcrever para o piano a sonoridade dos tambores e palmas do Jongo da Serrinha, uma manifestação cultural afro-brasileira reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Este concerto instrumental propõe uma fusão entre a tradição da música erudita europeia e a percussividade da música popular brasileira. Através de arranjos inéditos, Verónica interpreta obras de compositores renomados como Leandro Braga, César Camargo Mariano, Egberto Gismonti e Radamés Gnattali, além de adaptar para o piano gêneros que tradicionalmente não o utilizam, como o Jongo da Serrinha, o baião de Sivuca, ou frevo de Senô.
A performance vai além da música, incorporando a corporeidade como elemento Piano Brasileiro: do Choro ao Frevo é mais que um concerto; é um tributo à resistência, à memória e à celebração da cultura negra e periférica brasileira, oferecendo ao público uma imersão profunda na alma musical do país.
Verónica Fernandes é pianista, acordeonista, arranjadora, pesquisadora e professora de música portuguesa. Iniciou seus estudos de piano clássico aos 8 anos no Conservatório de Música do Porto e possui Mestrado Integrado em Psicologia pela Universidade do Porto (2006–2011). Em 2012, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje. Ingressou na UNIRIO, onde obteve bacharelado em piano e, em 2023, concluiu seu mestrado com uma pesquisa onde se aprofundou sobre música popular brasileira de matriz africana. Desde 2016, Verónica atua como pianista, arranjadora e assistente de direção no grupo de música instrumental PianOrquestra, indicado ao Prêmio da Música Brasileira em 2023 na categoria “Melhor Grupo Instrumental”. Com o grupo, se apresentou em importantes palcos nacionais e internacionais, como a Sala Cecília Meireles (RJ), Tallinn International Piano Festival (Estônia), Elbphilharmonie (Alemanha), Konzerthaus (Berlim) e Casa da Música (Porto). Em 2024, dirigiu musicalmente o espetáculo infantil Amazônia-Urihi, do PianOrquestra. Desde 2022, é integrante da Orquestra Sanfônica do Rio de Janeiro e atua em teatro musical desde 2012, tendo recentemente integrado o espetáculo Viva o Povo Brasileiro, dirigido por André Paes Leme.

6.08.25
Às 21.30h
Concerto com o Esteban Maxera Trio
O “Esteban Maxera Trio” propõe um jazz moderno com influências sul-americanas: poderoso, ritmicamente complexo e repleto de profundidade sonora. O foco está no baixista e compositor argentino Esteban Maxera, cujas obras constituem o repertório completo do trio.
As suas músicas combinam influências folk sul-americanas com improvisação e linguagem jazzística contemporânea. Apresentam-se numa formação desafiadora, sem piano ou violão.
Esteban Maxera (baixo elétrico, compositor)
Andres Tarrab (bateria)
Kimey Gomez (sax tenor)
O trio realiza tours regulares pela Europa. As suas atuações levaram-nos ao Festival de Jazz de Veneza, ao Out Jazz em Lisboa, ao Anagni Jazz Fest (Itália), a Cádis, Paris, Berlim e Oslo, entre muitos outros.
Os seus concertos caracterizam-se pela precisão, expressão e profundo entendimento mútuo: música que conta uma história, que comove, respira e surpreende.
Neste tour de verão de 2025, vão atuar no Copenhagen Jazz Festival e no Aarhus Jazz Festival (Dinamarca), para além do Arco Azzurro Jazz Festival, na Sicília (Itália). O tour inclui ainda concertos na Noruega, Alemanha, Dinamarca, Itália, Portugal e Espanha.
https://linktr.ee/estebanmaxeratrio

3.08.25 (Cancelado)
Às 21.30h
O piano brasileiro: do Choro ao Frevo, com Verónica Fernandes
O espetáculo Piano Brasileiro: do Choro ao Frevo é uma celebração da riqueza e diversidade da música brasileira de matriz africana, traduzida para o piano por Verónica Fernandes. Originado de sua pesquisa de mestrado na UNIRIO, concluída em março de 2023, o projeto busca transcrever para o piano a sonoridade dos tambores e palmas do Jongo da Serrinha, uma manifestação cultural afro-brasileira reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
Este concerto instrumental propõe uma fusão entre a tradição da música erudita europeia e a percussividade da música popular brasileira. Através de arranjos inéditos, Verónica interpreta obras de compositores renomados como Leandro Braga, César Camargo Mariano, Egberto Gismonti e Radamés Gnattali, além de adaptar para o piano gêneros que tradicionalmente não o utilizam, como o Jongo da Serrinha, o baião de Sivuca, ou frevo de Senô.
A performance vai além da música, incorporando a corporeidade como elemento Piano Brasileiro: do Choro ao Frevo é mais que um concerto; é um tributo à resistência, à memória e à celebração da cultura negra e periférica brasileira, oferecendo ao público uma imersão profunda na alma musical do país.
Verónica Fernandes é pianista, acordeonista, arranjadora, pesquisadora e professora de música portuguesa. Iniciou seus estudos de piano clássico aos 8 anos no Conservatório de Música do Porto e possui Mestrado Integrado em Psicologia pela Universidade do Porto (2006–2011). Em 2012, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje. Ingressou na UNIRIO, onde obteve bacharelado em piano e, em 2023, concluiu seu mestrado com uma pesquisa onde se aprofundou sobre música popular brasileira de matriz africana. Desde 2016, Verónica atua como pianista, arranjadora e assistente de direção no grupo de música instrumental PianOrquestra, indicado ao Prêmio da Música Brasileira em 2023 na categoria “Melhor Grupo Instrumental”. Com o grupo, se apresentou em importantes palcos nacionais e internacionais, como a Sala Cecília Meireles (RJ), Tallinn International Piano Festival (Estônia), Elbphilharmonie (Alemanha), Konzerthaus (Berlim) e Casa da Música (Porto). Em 2024, dirigiu musicalmente o espetáculo infantil Amazônia-Urihi, do PianOrquestra. Desde 2022, é integrante da Orquestra Sanfônica do Rio de Janeiro e atua em teatro musical desde 2012, tendo recentemente integrado o espetáculo Viva o Povo Brasileiro, dirigido por André Paes Leme.

2.08.25
Às 21.30h
Concerto Entrecordas, com o Duo Bevilacqua Assumpção
Toda cidade tem ou teve um coreto, por definição um espaço erigido em praças ou espaços públicos com a finalidade de apresentações musicais/artísticas de caráter popular mas antes de tudo um lugar de encontro. Sinestésico por natureza, o coreto em sua finalidade propõe uma experiência onde sons, paisagens, conversas e o próprio movimento da cidade se convergem em um momento que se cristaliza na memória de um povo. Decerto se consegue ouvir de nossos avitos histórias de um tempo no qual dos coretos se ouviam serestas e músicas ligeiras de bandas sinfônicas passando também por circos, poetas, mambembes e toda sorte de coisas mágicas.
Concerto de Música Instrumental de aproximadamente 1 hora e 10 minutos com caráter educativo, composto por peças brasileiras autorais e arranjos de músicas de compositores brasileiros, passeando por suas histórias e características visando uma nova forma de escuta e interação com o som instrumental.
O Duo Bevilacqua Assumpção em sua essência busca o resgate de práticas instrumentais no limiar entre o clássico e o popular, trazendo repertório autoral e arranjos de composições de grandes mestres da nossa música como Heitor Villa Lobos, Egberto Gismonti, Waltel Branco, Heloísa Fernandes entre outros.
A formação de violoncelo e piano, clássico formato de câmara clássico se reestrutura com novas cores se aproveitando do caráter altamente melódico do violoncelo em contraste com o percussivo do piano, algo que na música brasileira é uma combinação de muito sucesso, passando por Aboios, serestas e Baiões.
A pianista e compositora Inês Assumpção e o violoncelista e também compositor Miguel Bevilacqua se conheceram em 2015, quando ambos cursavam bacharelado em seus respectivos instrumentos na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Durante o período universitário, descobriram interesses comuns em práticas de música de câmara, com foco na música erudita.
Na pandemia, Inês e Miguel se dedicaram ao estudo das sonatas de L.V.Beethoven e outras peças de câmara para violoncelo e piano, fortalecendo sua afinidade musical. Assim que tiveram a oportunidade, encontraram-se para gravar uma das sonatas e formalizaram assim sua colaboração, dando início ao Duo Bevilacqua-Assumpção. Ainda na pandemia, compuseram a trilha sonora para o balé “Outrar”, apresentado na Bélgica e coordenado pela coreógrafa Lia Rodrigues.
Desde 2022, o Duo vem refinando sua conexão musical, ressaltando sua paixão compartilhada pela música e ritmos brasileiros e enaltecendo figuras importantes como Villa-Lobos, Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, entre outros mestres.
Comprometidos em integrar a linguagem erudita e camerística à música brasileira, dedicam-se a construir arranjos inovadores que enriquecem a tradição musical no país. Desde a sua formação, o Duo se apresentou em diversos festivais e palcos brasileiros, aproximando o público da linguagem camerística brasileira.
Entre seus feitos, destacam-se a estreia mundial de obras de Waltel Branco e Jesus Ferreira, generosamente cedidas pelo grande violoncelista Márcio Malard, além de uma partitura oferecida por Wagner Tiso em homenagem ao cellista.
Inês e Miguel também colocam em foco suas composições autorais em arranjos que combinam a versatilidade do piano com o idiomatismo do violoncelo, oferecendo performances que transmitem emoção e técnica refinada aliadas a um repertório inovador e criativo.
Miguel Bevilacqua, natural de Nova Friburgo, começou seus estudos em violoncelo aos 14 anos sob orientação de Márcio Malard.
Em 2013, ingressou no bacharelado pela UniRio sob orientação de Hugo Pilger. Participou de diversas masterclasses ao longo do curso com Márcio Carneiro, Natasha Farny, Antônio Meneses e outros.
Após a graduação, participou de projetos de música de rua e circo, bem como gravações e trabalhos de arranjo e edição de partituras. Nesse período gravou com Cristovão Bastos, Zeca Assumpção e Gilson Peranzzetta.
Durante a pandemia trabalhou intensamente com gravações e concertos online, um deles pela UniRio musical ao lado de Henrique Rabelo ao piano. Em 2022, foi convidado para integrar o quarteto de cellos no show de 60 anos de carreira de Wagner Tiso, realizado no dia 22 de dezembro na Sala Cecília Meireles. Atualmente, desenvolve seu trabalho com o Duo Bevilacqua-Assumpção e integra a orquestra Feso-Proarte em Teresópolis, onde também é professor no projeto social Música para a Juventude. Participou em 2024 de gravações com Nabiyah Be e Eveline Hecker, e do primeiro disco da sua parceira de Duo, Inês Assumpção.

26-27.07.25
Às 21.30h e 16.00, respectivamente
Concerto intimista, com ECSE Norte
ECSE NORTE. Banda Portuense de música original em português.
– Composta pelo Pedro Costa (vocalista, guitarrista e letrista), Vítor Gouveia (baterista, 2a voz e letrista), Rui Pinto (baixista e 2a voz), Luís Pedro Silva (guitarrista e solista) e Vasco Venade (Teclas e 2a voz).
– Com raízes nos anos 90, os ECSE NORTE são os sucessores dos Vento Norte.
– Na formação atual mantém-se dois dos membros fundadores, o Vítor e o Pedro.
– Dedicamo-nos a compor temas originais, procurando relatar através das letras e das melodias, as nossas vivencias e experiências bem como as de com quem nos relacionamos e observamos, mas também tendo sentido critico sobre a sociedade em geral.
– A banda adotou a denominação de ECSE NORTE, que deriva de “ex-vento norte” (eis vento norte) sendo ECSE (équesse) é a sonoridade inglesa da palavra EX.
– Em 2018 lançamos o 1o álbum de originais da banda, intitulado de “5a às 8”.
5a por ser o dia semanal de ensaio da banda, às 8, por ser a hora início do mesmo.
– Desde então temos procurado dar a conhecer o nosso trabalho, em bares, vários tipos de eventos, associações culturais, passamos já pela RTP 1 – programa Somos Portugal, Porto Canal – programa Porto Beats e pelas rádios, Metropolitana do Porto, Matosinhos Online, Portuense e Regional Arouca.
– Continuamos a compor com o objetivo a medio prazo, lançarmos o 2o álbum de originais.

20.07.25
Às 17.00h
FADOS(…) suave como pássaro, voando
Concerto monográfico comentado por Paulo Bastos (4 obras em estreia)
Intérpretes: Gileno Santana, Daniela Anjo, Sónia Amaral
Gileno Santana, trompetista luso-brasileiro nascido em Salvador, é reconhecido internacionalmente por sua versatilidade musical e domínio técnico em diversos estilos. Formado e professor no Conservatório de Música do Porto, foi elogiado por Hermeto Pascoal e premiado por instituições no Brasil, Suíça e Estados Unidos, incluindo a medalha de mérito da ordem dos músicos de São Paulo e o prêmio Transnational BeJazz. Único luso-brasileiro a palestrar sobre improvisação na Harvard University e na Juilliard School, e a tocar na prestigiosa Mingus Big Band, foi considerado pela revista Time Out Lisboa como um dos melhores trompetistas portugueses de todos os tempos.
Daniela Anjo iniciou os seus estudos musicais em contexto familiar, frequentou o Conservatório de Música do Porto e concluiu a sua formação na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Actualmente integra a banda Sinfónica Portuguesa e é professora no Conservatório de Música do Porto.
Sónia Amaral iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música do Porto, na classe do Prof. Constantin Sandu e concluiu a sua formação na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo. Integra diversas formações de música de câmara, coma as quais mantém uma actividade concertística regular em Portugal e no estrangeiro. Exerce actividade pedagógica como professora da classe de piano e pianista acompanhadora no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga.
Paulo Bastos é um dos compositores portugueses com maior relevância no panorama nacional, quer ao nível da criação musical, quer ao nível pedagógico.
Mantém uma actividade criativa constante, com grande produção que se centra de música de câmara, música infanto-juvenil, obras orquestrais, para instrumento solo e electrónica. Algumas estreias, gravações, assim como dedicatórias e encomendas da sua música, têm sido destinadas a agrupamentos e músicos de reputada qualidade tais como Coro de Pequenos Cantores de Esposende, Coro Voximini, Duo Jost Costa, Duo Pianísimo, Doppio Ensemble, Grupo Música Nova, Jovens Cantores de Guimarães, Jovem Orquestra do Porto, Kinetix Duo, Kla-Vier Duo, L’Effetto Ensemble, Nomad Duo, Orquestra de Cordas Dedilhadas do Minho, Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, Quad Quartet, Síntese – Grupo de Música Contemporânea, Anne Mercier, Carlos Guilherme, Domingos Costa, Dora Rodrigues, Elsa Silva, Fernando Ramos, João Tiago Magalhães, Jonathan Silva, Justin DeHart, Mário João Alves, Ricardo Antão, Ricardo Pereira, Romeu Costa, Rui Gama, Rui Lopes, Sébastien Paul, assim como outros. Teve obras estreadas e apresentadas em Portugal e no estrangeiro, em salas e eventos como os 18ºs Encontros de Música Contemporânea da Gulbenkian, Culturgest Fundação Caixa Geral de Depósitos, Fundação Calouste Gulbenkian, 3ªs Jornadas de Arte Contemporânea do Porto, Casa da Música, Theatro Circo, Centro Cultural de Belém, Vorstadttheater Tübingen, SaxOpen – Strasbourg, Festival São Roque 27ª Temporada, SaxoPorto, Cité Internationale Universitaire de Paris, Casa de Portugal André de Gouveia, Robert Bosch Saal – Stuttgart, University of Pretoria, Kulturraum “Die Flora” – Gelsenkirchen, Auditório do MASP – São Paulo, Institut Français Stuttgart, Festival Le Printemps de l’Europe – Dijon, Festival Camino de Genere – Camino Al Tagliamento, Udine, ISCM World New Music Days – Auckland, New Zealand, II Encuentro Internacional de Saxofón de La Palma, UC Arts Centre City Location Recital Room, in Christchurch, New Zealand, Deutsch-Französisches Kulturinstitut, Tübingen, Festival Guitar’Essonne 2023, 17º Festival Síntese, Festival delle Due Città, Treviso, Itália, 17ème Festival 2023 Guitares en Picardie – Église de Any Martin Rieux; St Brides Church
– London, Festival Internacional de Música y Artes Escénicas, Fundación Casa Museo Andrés Segovia, Espanha, Festival Internacional de Música CIMa, Manizales, Colômbia, XXII Festival Internazionale di Chitarra – Sardenha, Itália, Tanto Mar – Sociedad José Martí, Habana, Cuba, Real Conservatório de Música de Madrid, Espanha, Sport Clube Português – Newark, EUA.
Tem obras publicadas em partitura e em cd pela APEM, Artway, Arpejo Editora, Association Bar&Co, AVA Musical Editions, MIC.PT, Porto Editora, Revista Salicus, Scherzo Editions, Sonoscopia, e Universidade do Minho.
Com pedagogo, tem leccionado as disciplinas de Introdução e Técnicas de Composição, ATC, Composição e Música Electrónica no Conservatório de música Calouste Gulbenkian de Braga, sendo responsável pela já muito numerosa geração de compositores e compositoras denominada a Escola de Composição de Braga, onde se destacam nomes como Ana Seara, Osvaldo Fernandes, Sofia Sousa Rocha, Francisco Fontes, Pedro Lima, Jorge Ramos, João Carlos Pinto, entre outros.
Programa:
Flutz (2016) 4’26’’
para eletrónica live
Kind of (a)* [2025] 4’30’’
para trompete
about(va)* [2025] 6’
para flauta e piano
Kind of (b♭)* [2025] 4’
para trompete
Indizível [2015] 2’30’’
para flauta e piano
about CP “Frustration”* [2025] 4’30’’
para trompete e eletrónica live
Flutzcla (2016) 3’24’’
para eletrónica live
Kind of (c)* [2025] 4’
para trompete
Ascent* [2025] 2’30’’
para flauta, trompete e piano * Estreia

18 e 19.07.25
Às 21.30h
Mortos e Vivos – quase um Concerto. Teatro Aramá.
O Teatro Aramá inicia a celebração dos seus 30 anos com a reposição do espetáculo “Mortos e Vivos – Quase um Concerto”, que teve a sua estreia em novembro de 2023.
” Mortos e Vivos” é um projeto musical de afetos ou mesmo de amor. O amor pela música, pela poesia, pelo teatro, a alegria de estarmos juntos em criação.
Assim nasceu e cresceu este concerto, um pouco híbrido com momentos de tonalidade teatral.
Contactos para informações e reservas: teatroarama@gmail.com/aramateatro@gmail.com
Telemóvel: 962 657 894
https://www.instagram.com/aramateatro/
Mais informações:Quem Somos, trailers … www.teatroaramá.com

12.07.25
Às 18.00h
Concerto com Ika e Paulo Barros
A cantora Ika e o pianista Paulo Barros juntam-se para um concerto intimista na Associação Cultural Macaréu, no Porto, onde apresentarão um repertório que cruza a alma do R&B, a subtileza do jazz e a intensidade emocional de temas de Amy Winehouse.
Num ambiente acolhedor e próximo, será uma oportunidade para ouvir interpretações originais e profundamente musicais.
Esperamos por si para um fim de tarde com boa música e partilha.
Francisca Santos
Mais conhecida por Ika é uma jovem cantora de 20 anos.
Estuda música há 11 anos, começando por estudar violino clássico no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian durante nove anos. Ingressou no estudo do canto brevemente aos 15 anos de idade ao trocar de instrumento de violino para canto clássico ainda no Conservatório, no qual permaneceu por quase um ano. Foi só aos 17/18 anos que Ika começou a ter aulas constantes de canto mais específicamente em jazz. Aos 18 antes de entrar na Universidade do Minho onde se encontra a estudar de momento no primeiro ano da licenciatura de Estudos Culturais, fez um ano zero, no qual dedicou-se estritamente ao estudo de jazz, e aprimoramento das suas bases em formação musical e treino auditivo.
Foi auto didática durante os anos em que estudou violino e não tinha aulas de canto. Com dezasseis anos participou no programa “The Voice Portugal “com sucesso, ao virar as quatro cadeiras e permanecer nele até ao Tira-Teimas.
A partir dessa visibilidade, começou a tocar em vários palcos e eventos populares até à “pausa” dos mesmos por questões escolares durante os 17/18 anos (continuou a cantar e a tocar em sítios mas com menos frequência uma vez que havia se focado nos estudos).
Aos dezanove anos ingressou no curso da RTP “Restart” (que ainda decorre) e foi devido ao curso que começou a compor. A sua composição conjuga a fusão de vários géneros musicais: Jazz, RnB, Rock e Indie/Alternativo.
É uma artista que se baseia e valoriza a criatividade e a autenticidade como foco das suas músicas, e pretende através delas, se expressar tanto artisticamente como emocionalmente e espera que as suas músicas sirvam de consolo e que despoletem felicidade em quem as ouve.
Paulo Barros- Piano
Nasceu em Kingston-Upon –Thames, Inglaterra em 1968. Começou a estudar piano clássico com 7 anos de idade. Em 1998 concluiu o Bacharelato de piano da ESMAE com a prof. Madalena Soveral.
Paralelamente à música clássica, interessa-se pelo jazz. Em 1998 ingressa no Conservatório de Música de Amestardão, onde em 2002 conclui a licenciatura em piano jazz.
.Gravou o CD «Slow Emotion» com a cantora Dinamarquesa Mai Seidelin Norby onde teve a participação especial do contrabaixista Jesper Bodilson.
Actualmente faz parte do Quinteto de Adriana Miki com o qual gravou os CDs-“Sashimiki” e ”Mulata de Arroz”, do Quarteto de Carlos Mendes com o qual gravou o CD -“Estórias”, do Quinteto de Manuel Linhares com o qual gravou os CD’s“Traces of Cities”, “Bounderies” e “ Suspenso” ,do quarteto de Richard Okkerse.
Gravou a solo o CD “Um Piano Só” e “Live Piano Solo ”( Casa da Música). Gravou em trio o CD “Colagens”.

6.07.25
Às 19.00h
Terra. Coreografia e interpretação: Matilde Maciel
Música: “Ó Gente da Minha Terra” (Mariza)
Sinopse:
Terra é um solo íntimo que mergulha nas raízes emocionais de quem carrega o seu lugar de origem no corpo e na memória. Através de uma linguagem física intensa e sensível, o movimento evoca o peso e a beleza de pertencer, guiado pela voz pungente de “Ó Gente da Minha Terra”. O fado torna-se paisagem sonora de uma viagem interior onde o chão é mais do que solo — é identidade, é saudade, é casa.
Nascida e criada no Porto, Matilde Maciel é licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança. Prosseguiu os estudos com um mestrado em Comunicação Audiovisual e Multimédia no IADE, onde desenvolveu a tese A Dança como Forma de Ativismo. Atualmente, vive em Lisboa, onde leciona na Associação de Jovens do Casalinho da Ajuda e na escola de dança YouDance. A apresentação de Terra no Porto representa um regresso simbólico às suas origens.

4. 5 e 7 de Julho às 21.30h; 6 de Julho às 16.00h
O Clube de Teatro da Macaréu (CTM), na sua 7ª edição, apresenta: O que é que julgam?…
Uma adaptação do conto de Pirandello “A Senhora Frola e o Senhor Ponza seu genro”, com encenação de Tó Maia
Sinopse
“Onde está a realidade onde está a fantasia?” Esta é a grande questão que está na origem da angústia e do espanto que há três meses vivem os habitantes da cidade X , após a chegada do Senhor Lourenço à cidade para ocupar um cargo público, da sua mulher Tildina, e da mãe desta, a senhora Flora. A grande inquietação começa quando os habitantes percebem que a Senhora Flora não vai habitar na casa da sua filha e do senhor Lourenço, seu genro, mas numa casa à parte, e que esta mãe está impedida de contatar diretamente com a filha.
Com o fim de tranquilizar a população, a senhora Flora e o senhor Lourenço resolvem, em momentos diferentes, explicar a causa daquela situação inédita: em resumo, cada um afirma que o outro é louco. As diferentes versões atiram os moradores para um autêntico desespero, pois não conseguem identificar qual dos dois é realmente louco.
E Tildina? Será mesmo a Tildina? A Senhora Flora, será mesmo a mãe? O senhor Lourenço, será mesmo o genro da senhora Flora?
E porque está a Tildina encerrada na casa? por amor? ciúmes? egoísmo? crueldade?
A verdade esconde-se…ninguém sabe como, ou se é possível encontrá-la.
O espanto, esse sim, escancara-se em cada indivíduo da cidade X.
“O senhor Lourenço, muito mais amiúde, durante as horas livres, vai buscar a senhora Flora a casa… e quando por acaso tropeçam um com o outro na rua, imediatamente, com a maior cordialidade, se juntam; ele dá-lhe a direita, e, se se cansa, oferece-lhe o braço, e vão assim juntos, entre a irritação, a admiração e a consternação das pessoas que os estudam, que os analisam, que os espreitam, e nada!”
Tó Maia
Formou-se em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 2007.
Inicia a sua atividade como ator em 1990, tendo trabalhado em várias companhias e projetos teatrais na cidade do Porto: Teatro Art’Imagem, TEP – Teatro Experimental do Porto, Cão Danado, Seiva Trupe, entre outras companhias e projetos independentes.
É diretor do Teatro Aramá, desde a sua formação em 1995, onde exerce funções de ator, encenador e produtor.
Formação Teatral – Participa em vários Workshops de formação: Butôh orientado por Christine Chu Shinae, Workshop de interpretação “teatro da crueldade” dirigido por Martin Williams, Curso “ Circus Skills and Outdoor Theatre (Teatro Circo), na Escola Nacional de Circo Fool Time, em Bristol, Inglaterra. Curso “Celebrating Arts no“ Welfare State International em Overtones, Inglaterra.
Encenador e ator – Trabalhou, entre outros, autores como: Franz Kafka, Robert Walser, Harold Pinter, Oscar Wilde, Jim Cartwright, Karl Valentin, Copi, F. Garcia Lorca, Javier Tomeo, Ésquilo, Sófocles, Bertholt Brecht, Shakespeare, Molière, Jean-Paul Sartre, Georg Büchner, Fernando Pessoa, Almada Negreiros e António Lobo Antunes, inéditos.
Trabalhou, entre outros, com os encenadores: João Paulo Costa, João Brites, Bim Maison, Roberto Merino, Jacinto Durães, Joclécio Azevedo e Cláudio Lucchesi.
Formador
Desde 1999, orienta vários Workshops de iniciação ao teatro em meios universitários e associativos. Mantendo -se atualmente como formador e encenador do Tic – Tac . Teatro Amador de Ciências, UP.
Entre 2021/23 foi professor de História da Cultura e das Artes no Conservatório An-Dança em Famalicão .
Entre 1994 e 2019 trabalhou a Expressão Dramática/Teatro em escolas do primeiro ciclo e pré-escolar dentro de diferentes projetos e iniciativas de várias entidades públicas e privadas, e ainda em contextos terapêuticos.
Fernando André
Nasceu em 1996. Formou-se em Interpretação na ACE, Escola de Artes no Porto.
Como ator participou nos espetáculos “Sonho de uma noite de Verão” de Shakespeare; “Os Europeus” de Howard Barker;”Comemoração” de Harold Pinter; “Cristo” de Federico Garcia Lorca; “Os Heróis que não aterram na ilha dos Contos” no âmbito do FITEI, 2022; “Porque Não Posso” no âmbito do projeto de capacitação social AIIA, da Câmara Municipal do Porto sob a direção da Pele e a produção da Apuro; “As Três Marias”, produção da Seiva Trupe e encenação de Tó Maia; “Noite de Solidão no Capim”, texto e encenação de Jorge Castro Guedes, produção da Seiva Trupe; “Essa Cadeira Não É Minha”, “Uma Gaiola Saiu à Procura de um Pássaro” com textos de Franz Kafka, entre outras produções do Teatro Aramá.
Para além de ator, tem encenado, co-encenado, assistência de encenação e produzido vários espetáculos de diferentes companhias e projetos:
“Teatro do Vestido”; “É!”, no âmbito do projecto AIIA de capacitação social da Câmara Municipal do Porto sob a direção e a produção da Apuro, Interpretação, produção e assistência de encenação; Em 2022 encenou os espetáculos “Telejornal”, “Sonhos” e co-encenou com Rui Spranger o espetáculo “Cidade do Peito Aberto” no âmbito das oficinas artísticas dos Fenianos do Porto. Assistente de encenação de Jorge Castro Guedes pela Seiva Trupe na produção ” Bairro Noite e Dia”;,Ator/cantor e coencenador com Tó Maia, Sandra Salomé e Iúri dos Santos, do “Quase Concerto: Mortos e Vivos”. Composição de Tó Maia; textos Fernando Pessoa, Rainer Maria Rilke, Oscar Wilde e Arthur Rimbaud. Produção Teatro Aramá; entre outros.
Cinema
Frequentou workshops de cinema com nomes como Afonso Pimentel e Paulo Ferreira, tendo participado em várias curtas-metragens.

28.06.25
Às 21.00h
Concerto com os Vencidos da Vida, para Angariação de Fundos para o Filme “Sou um pais”
Depois de anos no Luxemburgo, Sofia volta ao Porto para um projeto de arquitetura, um novo centro comercial. Mas a cidade da sua infância desapareceu: as tascas deram lugar a Airbnbs. O filme “Sou um país” fala sobre esta perda e a crise imobiliária em Portugal.
Para apoiar a produção, convidamos os Vencidos da Vida, banda indie de Guimarães, para um concerto especial na Macaréu.
O filme
EU SOU UM PAÍS acompanha Sofia, uma mulher que regressa ao Porto depois de muitos anos fora. Ao voltar, encontra uma cidade irreconhecível: a casa da infância transformada em Airbnb, os bairros desfigurados, as memórias deslocadas. Durante uma noite chuvosa, conhece Daniel, um estrangeiro em luto. Juntos, deambulam pela cidade entre conversas, silêncios e instantes de delicadeza, tentando encontrar — por um instante — um lugar onde ainda possam existir.
Este filme é, acima de tudo, um ato de escuta da cidade e das suas margens invisíveis. Um gesto cinematográfico que mistura intimidade, crítica social e poesia visual.
A realizadora
Chamo-me Hourlier Lola, sou uma artista visual e realizadora francesa a viver atualmente no Porto. Escrevo-vos com muito carinho e admiração pelo trabalho e a energia do Macareu, que considero um espaço precioso da cidade — lugar de encontro, de cuidado e de criação.
Estou a desenvolver o meu novo filme, EU SOU UM PAÍS, um projeto profundamente pessoal e político, que se passa inteiramente no Porto e que mergulha nas feridas abertas da cidade — a gentrificação, a transformação do tecido urbano, o exílio interior, a procura de pertença.gentrificação, a transformação do tecido urbano, o exílio interior, a procura de pertença.

27.06.25
Às 21.30h
Sessão de Poesia: Revolução, Mãe, Verão e Santos populares
Com a participação das Palavras (In)quietas e convidados
Leitura de poemas alusivos a Abril dos cravos, à Mãe, ao Verão e aos Santos populares
Leituras: Palavras (In)quietas, Helena Granja e Mário Ferreira
Música: Manuel Bastosos

21.06.25
Às 21.30h
“FADADOS” – o Jazz vai ao Fado
Com as mãos de Miguel Braga ao piano, numa colaboração já de alguns anos, irão revisitar alguns fados e afins, numa abordagem “jazzística”, pessoal.
Miguel Braga, 60 anos com Música, com músicas do mundo, parcerias com Carlos do Carmo, Paulo de Carvalho, Rão Kyao, Simone de Oliveira, Pedro Abrunhosa, RuinVeloso (Portugal), Ivan Lins, Flora Purim, Airto Moreira, Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Portinho (Brasil), Ernie Watts (USA),Filipe Mukenga (Angola), Tito Paris (Cabo Verde), Jorge Pardo, Carles Benavent (Espanha), Lara Li (Portugal/Moçambique), Fernando Girão (Portugal/Brasil), etc.
Apresentações em todo o tipo de eventos, festivais de Jazz, animação de clubes e
hotéis, eventos privados, etc.
Vasta discografia e concertos, disponíveis nas plataformas digitais.
Próximo’, o mais recente CD, ao dispor presentemente.
Diana Basto é uma cantora portuguesa natural do Porto, conhecida pela sua versatilidade vocal e presença marcante no panorama musical nacional. Desde cedo demonstrou talento para a música, iniciando-se num grupo coral e, posteriormente, integrando bandas de pop e soul que atuavam no circuito de bares da cidade, como a “Small Band Show” e “Just Soul Orchestra”.
Em 1996, destacou-se ao integrar os Bandemónio,. projeto liderado por Pedro Abrunhosa, com quem colaborou em diversas atuações e gravações, tendo participado no álbum “Tempo” e “Paico”. Durante este período, como membro da banda, fez os concertos nacionais e internacionais, trabalhando com artistas de renome internacional, como Lenine, Ricky Peterson e Caetano Veloso, entre outros.
Anos depois, em 1998, lançou o seu primeiro álbum a solo, intitulado “Amanhecer”, com ietras e músicas de Pedro Abrunhosa e editado pela PolyGram. Este trabalho foi gravado por Tom Tucker e misturado e masterizado em Minneapolis, nos estůdios Paisiey de Prince.
Nesse mesmo ano, participou na direção vocal do musical “Rapaz de Paper, que integrou d Festival dos Cem Dias, que antecipou a abertura da Expo 98.
Ao longo da sua carreira, Diana Basto tem explorado diversos géneros musicais, desde o pop e soul até ao rock e folk rock passando pelo registo jazzístico. Entre os seus temas mais populares encontram-se “Grita, Sente”‘, “Liberdade”. “”O Medo”, “O Outro Lado”, “Se Eu Voar”. “Vem Comigo”, “Se Mentir, “”O Mar” e “Super-Herdls”.
Aiguns dos seus temas serviram de genérico a telenovelas do panorama português, tendo gravado uma nova versão do tema “Canção do Mar que serviu de base sonora à novela “lha dos Amores”.
Além da sua carreira a solo, Diana Basto integrou a banda “Trabalhadores do Comércio”. contribuindo com a sua voz distinta para o grupo, onde se mantém até aos dias de hoje. Um dos mais recentes registos com este grupo dá pelo nome de “Morte num momento fugaz”
Em apresentações ao vivo, destaca-se pela sua capacidade de transmitir emoções profundas. seja em concertos intimistas, acompanhada ao piano por músicos como Fabrizio Rinaldi e Miguel Braga . seja em colaborações com outros artistas, como no tema “Coming to You”, em parceria com Vito D’ Santi, ou com a banda suporte que mais recentemente a tem acompanhado nos seus concertos a solo. Diana Basto continua ativa no cenârio musical, partilhando o seu trabalho através de plataformas como o YouTube e o Instagram, onde mantém uma ligação próxima com o seu público.

20.06.25
Às 21.30h
A visita do Snr. Engenheiro. Com António Domingos.
A Visita do Sr. Engenheiro é um espectáculo que António Domingos tem vindo a apresentar desde Outubro de 2015, durante a qual, ao longo de cerca de 50 minutos, sete poemas de Álvaro de Campos integram uma conversa com a audiência em que o performer se funde inteiramente com o poeta, não havendo uma delimitação clara entre a presença de um e do outro…
Neles, o poeta fala-nos da sua náusea e da sua vontade de comer o universo para o despejar na pia, dos versos que escreve a dizer que não tem nada que dizer, confessa que tem sido ridículo, absurdo, e vil, literalmente vil… Assume-se vadio e pedinte a valer, sem a defesa de poder ter opiniões sociais, e fala-nos do tempo em que tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma, quando fazer anos era uma tradição de há
séculos… Por fim, ao longo de um extenso monólogo, tece considerações sobre a vida, a morte, a metafísica e a inutilidade de versos e tabuletas…
António Domingos nasceu no Porto em 1957 e a poesia tem estado presente na sua vida desde então.
Em Julho de 2006 dinamiza pela primeira vez uma sessão de poesia, na Livraria Index, onde são lidos vários poemas de Fernando Pessoa e dos seus mais conhecidos heterónimos. Reserva para si os poemas de Álvaro de Campos.
No início de 2007 apresenta no Clube Literário do Porto a proposta de realização mensal de uma sessão de leitura poética. Dá a esse projeto, que se iniciará em Março com uma sessão dedicada a Miguel Torga, o nome de “Universos Paralelos”. No final desse ano participa na fundação da Associação Cultural “A Cadeira de Van Gogh” em cujas instalações virá a promover, a partir de Junho do ano seguinte, diversos eventos poéticos. É aí que passará a apresentar, a partir do início de 2011, as sessões dos “Universos Paralelos”, embora continue a colaborar, ocasionalmente, com o CLP.
No início de 2012 participa pela primeira vez numa Oficina de “Leituras em Voz Alta” na BPMP, promovida pela Assédio-Teatro e orientada pela actriz Rosa Quiroga, sobre a peça de William Shakespeare “Sonho de uma noite de Verão”, que será lida na BPMP a 20 de Abril . Seguir-se-ão “O cachorro do hortelão”, de Lope de Vega, “Comédia de bastidores”, de Alan Ayckbourn, “Atentados”, de Martin Crimp, “A viagem do Sr. Périchon”, de Eugène Labiche, e “O Tio Vânia”, de Anton Tchekhov, já em 2016.
A partir de Abril de 2013 passa a colaborar regularmente no projecto “Olhares”, de Palmira Troufa e Paula Abrunhosa, uma iniciativa realizada na BPMP, onde é feita a leitura de “textos dramáticos de autores portugueses”, e que irá acontecer de novo em 2014 e 2015.
Colabora regularmente com a Biblioteca Municipal em eventos diversos, dentro e fora de portas…
Atualmente tem levado às escolas o espetáculo “A Visita do Sr. Engenheiro”, uma apresentação concebida para os alunos do 12º ano onde, ao longo de cerca de 50 minutos, sete poemas de Álvaro de Campos integram uma conversa com a audiência, em que o performer se funde inteiramente com o poeta, não havendo uma delimitação clara entre a presença de um e do outro…
(mais informação em www.avisitadosrengenheiro.com)

16.06, às 19h30 (alunos turma segunda-feira)
17.06, às 20h (alunos da turma terça-feira)
A ESPANTOSA REALIDADE DAS COISAS . Apresentação dos alunos da Oficina de Interpretação da Poesia. Formadora: Emilene Lima
Fernando António Nogueira Pessoa completa 125 anos de nascimento em 13 de Junho de 2025. Por essa e outras razões que nos fazem amar a poesia e a ponto de querer dizê-la em voz alta, reunimo-nos nos dias 16 e 17 de junho no Macaréu, à volta de Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Maria José e Fernando, o próprio – vocês sabem, “Ele mesmo”.
Estes dois dias serão marcados pela partilha do nosso processo de estudos durante as Oficinas Interpretação da Poesia, A ESPANTOSA REALIDADE DAS COISAS – Fernando Pessoa e Heterónimos, que decorreram durante os meses de maio/junho.
Atenção porque são dois dias para maratonar o poeta!
E sim, tragam aquele bom poema no bolso, porque ao final, abrimos a cena para vocês soltarem a voz!

15.06.25
Às 18.00h
Cantar Abril, com Paulo Barros (piano) e Catarina Silva (voz)
50 anos após a Revolução dos Cravos, onde a música foi ordem de marcha, ainda há liberdade a conquistar, direitos a defender e muito que cantar.
Cantar Abril, mais do que celebrar a liberdade conquistada em 1974, é não deixar esquecer o passado e lutar por um futuro mais justo, mais igual e mais livre.
Este é um concerto dedicado às cantigas de Abril, homenageando a cultura portuguesa e alguns dos cantautores da resistência ao Estado Novo.
Com duração de cerca de 60 minutos, o espetáculo é apresentado por Paulo Barros (piano) e Catarina Silva (voz).

14.06.25
Às 18.00h
Espectáculo + Tertúlia: DE BARRIGA CHEIA, com Catarina Vaz
Um número de clown bufão sem romantismos, onde uma palhaça enfrenta o espectáculo do parto sozinha mas sempre acompanhada por todas as vozes que habitam o seu corpo.
Num universo grotesco, absurdo e cômico, celebramos o amor materno, a palhaça que desafia o ridículo, o medo e a solidão.
Uma homenagem às mulheres, à gravidez e ao desejo profundo de gerar.
Após o espectáculo: TERTÚLIA ABERTA!
Vamos falar sobre corpo, mente, transformações, escolhas, desafios da gravidez, pressões sociais, partos diferentes e como engravidar sozinha.
Vem rir, partilhar e escutar.
Falar da gravidez também é um acto político.
Reservas: 913734946

13.06.25
Às 21.30h
Apresentação do livro de poesia Nos ritmos da luz, de Carlos Rainha, por Hélder Ramos.
Participação de Aurora Gaia e José Ferreira nas leituras e Mário Ferreira na música.
Carlos Jorge Sobreiro de Andrade Rainha nasceu em Coimbra no dia 16 de Maio de 1960.
Licenciado em Química Analítica pela Universidade de Aveiro, completou na faculdade de Ciências da Universidade do Porto o mestrado em Ensino da Astronomia. atividade a que tem dedicado contínuo interesse e estudo. É professor de Ciências Físico-Químicas do Quadro Docente na Escola Secundária José Macedo Fragateiro, do Agrupamento de Escolas de Ovar.
O autor enceta na procura de uma voz lírica capaz de robustecer os significados possíveis captados na observação das coisas da Natureza (praia – ondas; bosque – árvores; firmamento – estrelas). O encontro destas relações de significação revela um docente, também poeta, capaz de abstrair-se da linguagem que aponta para uma realidade concreta eivada de rigor científico de saber e técnica, para recriar o entendimento das transformações do mundo físico das fórmulas, lógicas e fenómenos misturados com raciocínios de estranha familiarização com um leitor comum.
Em síntese, da palavra semeada entre surpresa e crença, o autor investe na desmaterialização da significação específica da mesma, no uso rigoroso e objetivo da usada em contexto pedagógico. É dessa maneira que estes versos mostram um autor a desafiar-se no processo de criação de um estilo próprio, assente na revelação universal do elemento humano, matéria tão irrepetível nos anseios e fracassos, como uma presença cósmica imutável na busca incessante de inspirações luminosas, ao ritmo das palavras. Pelas palavras.
Hélder Ramos
“A viagem dura até sermos feridos mortalmente pela seta do tempo que inexoravelmente segue para um futuro que já não é o nosso. Neste caminhar tentei que as palavras destes poemas fossem no compasso de tempo dos ritmos da luz captar o espanto dos momentos em que o olhar bailou com o mundo até aos sussurros da criação.”

7.06.25
Às 16.00h e às 19.00h
Workshop e Concerto, com Renato Anesi &. Promovido pelo Clube de Choro do Porto.
Composer, Arranger and Multi-instrumentalist
Renato Anesi was born in 1969 in Rio de Janeiro. His work is the result of intense musical experience as a child. His father, a guitarist and cavaco player, was his first teacher. Renato grew up playing choros and sambas of Noel Rosa, Pixinguinha, Jacob do Bandolim and others.
Renato Anesi belongs to the young rock and jazz generation of contemporary Brazil, however, his musical roots integrate the tradition of many different styles of Brazilian instrumental music – choro, waltz, baião, frevo, maracatu, etc.
With this material he has built a unique style, featuring a music universe committed only with creativity.
Founder and leader of the “Corda Coral” Trio, Anesi became one of the key names in Brazilian Contemporary Instrumental Music , with accolades from the most demanding critics.
His discography began in 1996 with the album “Corda Coral”; In 1999 he recorded “Sin Querer” in Belgium with Spanish guitar player José Luiz Monton. At that time he toured Europe with “Rosa dos Tempos”. He recorded “Dez Anos Depois” (Ten Years Later) in 2006.
In 2001 he received the award “Rumos e Tendências Musicais” from the Itaú Cultural Institute, and in 2004 the Award for Instrumental Music at the Syngenta National Festival. In 2007 he received another awardat the Guarulhos Instrumental Music Festival. In 2009, the 59 Strings Project was launched. His U.S.A. debut was at the 2010 Chicago Guitar Festival.Since then Renato has been performing in several Venues and Festivals in US, such as Old Town School of Folk Music, Chicago Cultural Center, Jazz Showcase, Evanston Ethnic Arts Festival , Mayne Stage, City Winery Chicago and many others.

6.06.25
Às 21.30h
Cantos do Brasil, com Katya Teixeira
Prepare-se para uma noite muito especial onde está convidado a percorrer um caminho sonoro repleto de memórias, encontros e histórias que atravessam o Brasil profundo — aquele que pulsa nos cantos, ritmos e saberes populares.
O concerto faz do palco um espaço de partilha e comunhão – diálogo constante entre o ancestral e o contemporâneo – e celebra a arte como ferramenta de transformação e conexão.
Para quem já conhece, é reencontro e emoção. Para quem ainda não conhece, é convite irresistível a mergulhar num Brasil plural, vivo e cheio de alma. Deixe-se tocar pela música que nasce da terra, das gentes e dos sonhos. Kátya Teixeira
Kátya Teixeira
Cantautora, multi-instrumentista e pesquisadora da cultura popular brasileira há mais de 30 anos. É reconhecida por sua discografia autoral, seu trabalho como intérprete e sua dedicação à valorização dos saberes populares – com trajetória nos palcos o Brasil e em diversas partes do mundo.
Fundadora e coordenadora do premiado Dandô – Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques, atua na criação de redes de intercâmbio artístico e cultural em oito países da América Latina e Europa, conectando artistas, territórios e gerações por meio da música.

31.05.2025
Às 18:30 (início)
Guiné-Bissau > semear uma possibilidade de futuro
Construir uma escola com a comunidade de Sintcham Arafam – Desde 2015, enquanto mediador cultural, estou em contacto direto com o fenómeno migratório em Itália, na região do Alto Adige. Constatei durante estes anos que mais de 90% das pessoas provenientes da África Subsariana chegam analfabetas, condição que dificulta o seu percurso de integração.
Para conhecer de perto este fenômeno, em fevereiro de 2020 percorri durante um mês a Guiné-Bissau em bicicleta. Na aldeia de Sintcham Arafam, situada na proximidade do Parque Nacional Dulombi-Boé, 125 alunos frequentavam uma escola construída com palha. No interior não existiam mesas nem cadeiras. Cada aluno tinha que levar de casa uma cadeira para se sentar. Inclusive o professor Mamadú Mané dizia que, ele próprio, ensinava há 2 anos sem receber salário.
Dois anos depois, com o objectivo de contribuir para que nos países de origem, se promova a instrução básica, nasce uma parceria com o “Centro de Ricerca e Formazione sull’intercultura” (www.centrocultura.net). Procuramos angariar os fundos necessários para a construção de uma escola nesta aldeia. Com a ajuda de muitos amigos desta causa, conseguimos em fevereiro de 2025 concretizar o primeiro passo operativo do projecto.
Renato Brito (arquitecto)
Para mais informações sobre o desenvolvimento deste projeto consulte:
Neste dia, para além da apresentação do projeto, vamos ter na Macaréu um jantar com produtos da Guiné-Bissau. Solicitando uma oferta livre para a campanha de angariação de fundos teremos à vossa disposição fotografias, bilhetes-postais, cd duplo com música da Guiné-Bissau e a mascote da escola.
Também vai ser possível contribuir para a campanha de angariação de fundos, adquirindo produtos africanos do projecto “Africa Sacra” tais como farinha e óleo de baobab, hibisco, caju, mel e moringa.
Para conhecer o catálogo de produtos e o “kit Macaréu” consulte:https://sostegnoguineabissau.weebly.com/prodotti-africa-sacra

24.05.25
Às 21.30h
Portugalego, com Juan Carballo (Galiza)
PORTUgalego é uma história de amor, mas também é uma volta às raízes, um chamamento para olhar para as semelhanças entre galegos e portugueses. Esta é uma actuação fronteiriça tanto na língua como na sessão poética, na qual combina poemas de autores portugueses, autores galegos e poemas próprios.
Portugalego é a nova digressão de Juan Carballo em solitário para continuar o seu idílio com Portugal onde, assim como na Galiza, apresentará o seu novo projecto em distintas vilas e cidades. Entrada – 5 Macaréus
Juan Carballo é um poeta galego que flutua entre o mundo literário e musical. Além de publicar poemários e discos, realiza concertos e recitais. Possui uma voz própria e uma trajetória com oito publicações e doze digressões nos últimos vinte anos. Na actualidade está a terminar de apresentar Portugalego na Galiza e Portugal. É a voz dos projetos como A Banda do Poeta (Coimbra) www.juancarballo.es

17.05.25
Às 19.00h
D1V3R: uma possível partitura para não esquecer de pensar, de Filipa Duarte
Coreografia e Interpretação: Filipa Duarte / Composição Musical: Ricardo Nogueira Fernandes / Vídeo: Manuel Monteiro / Acompanhamento Musical (Guitarra): Rui Ferreira / Acompanhamento científico e apoio à dramaturgia: Diogo Sottomayor / Figurinos: Jordann Santos / Registo Fotográfico: Rui Ferreira e Manuel Monteiro /// Produção e Gestão: Caminho Libertino-Filipa Duarte / Produção Executiva e Comunicação: Caminho Libertino e Manuel Monteiro / Apoio financeiro: Fundação Calouste Gulbenkian e Ballet Contemporâneo do Norte / Apoio à residência: ACTION Performing Arts Center, Espaço T, Macaréu, Imaginarius Centro de Criação e CAMPUS Paulo Cunha e Silva / Apoio à pesquisa e investigação: O Rumo do Fumo ///
SINOPSE
“D1V3R: uma possível partitura para não esquecer de pensar., a nova criação de Filipa Duarte vem-nos propor um espaço liminar onde as repetições e os rituais são forma e conteúdo. Através de questões como: “Que possibilidades?”; “E se precisasses de 15 dias?”; “Ser a referência de si próprio?”; “O que estás disposta a deixar para ir embora?” e “Uma coisa que não fizeste, mas que querias fazer?” deixam um lastro na géstica da intérprete.
Tocar no fantasma, mexer na ferida, falar do que nos é desconfortável. Procurar sentidos e novas formas de conviver. Usar o corpo, usar a palavra, demonstrar, mascarar e fazer. Ter um quotidiano marcado por pequenos rituais que se vão repetindo. Até ao próximo hiperfoco. Até ao próximo interesse. Até uma próxima criação.
Neste espaço de reflexão e repetição procuramos mais perguntas que nos vão alimentando o processo, sem nunca exigir uma resposta, mas sim abrindo possibilidades de novos olhares e novas potencialidades na forma como a neurodivergência é entendida nas artes performativas.”
Diogo Sottomayor.
BIOGRAFIAS
Filipa Duarte. Formada como Intérprete de Dança Contemporânea na Balleteatro Escola Profissional, Porto (2012-2015), participou também na Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica na Companhia Instável, Porto (2016), e frequentou um semestre na Escola Dansarte, Patras, Grécia (2017). Concluiu o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas 3, com curadoria de Vânia Rovisco, no Fórum Dança, Lisboa (2019), e, mais recentemente, ingressou no Curso Profissional de Produção Cultural do Instituto de Produção Cultural e Imagem, Porto (2021-2022).
Estagiou na Companhia de Dança Quorum Ballet (2016) e recebeu bolsas de estudo em diversos eventos e formações, sendo aluna bolseira no Estúdio B (2012-2015), nas duas edições do Symposium de Práticas Artísticas e na Escola Dansarte (2017), na Formação Ecos do Futuro do Balleteatro Contemporâneo do Porto (2018) e na Escola de Verão do Festival Materiais Diversos (2019).
Enquanto bailarina destaca “Mysterium Coninctionis” (2018) de Joana von Mayer Trindade, “O Melhor do Mundo”, “Iniciação” (2021) e “Alba” (2023) para o Ballet Contemporâneo do Norte, “A Viagem do Rei” filme de Roger Mor e João Pedro Moreira, “O meu primeiro Corpo” (2022), uma criação da Estrutura, em coprodução com o Ballet Contemporâneo do Norte. Em 2022 desempenhou o papel de produtora e artista convidada no RE=INICIAR Encontro de Artes Performativas do Ballet Contemporâneo do Norte.
Como intérprete e criadora, destaca “Sahasrara-Lótus de Mil Pétalas” (2016), “Ophelia-Machine” (2019), “Bleak” (2021), e as co-criaçãoes “Não Vamos Mudar Nada (título momentâneo)” (2021), com Guilherme Barroso, e “Ensaio para o Eclipse Emocional” (2022), com Diogo M. Santos. Além de sua carreira artística, Filipa dedica-se à produção cultural desde 2016, colaborando com estruturas como Circular-Festival de Artes Performativas e Ballet Contemporâneo do Norte.
No que toca ao ensino artístico, iniciou o seu percurso no Espaço T no atelier de dança inclusiva, com o qual estreia uma peça anualmente no Corpo Evento – ciclo de espetáculos em teatro e dança. Atualmente, leciona técnica de dança contemporânea, ballet clássico e sessões de improvisação e criação em diversas academias e instituições.
Diogo Sottomayor. O seu trabalho como docente na faculdade de medicina aliada à sua formação em Teatro e Artes Plásticas levou-a lapidar cruzamentos entre Texto e Imagem na sua prática artística assim como, tem um papel muito ativo nas questões de comunicação no âmbito da saúde mental.
Manuel Monteiro (1997), Ator, licenciou-se em comunicação audiovisual na ESMAD o que lhe permite trabalhar de forma multidisciplinar na área do cinema. Tem ainda um especial interesse na área da docência, nomeadamente em projetos de contacto com a comunidade.
Ricardo Nogueira Fernandes, nascido no Porto, a par do trabalho de arquitectura e desenho, desenvolve um percurso musical que procura a relação entre som, espaço e corpo.
Rui Ferreira (1993) é músico e fotógrafo residente em Vila Nova de Gaia. Trabalha em música e fotografia com especial relevo na área da dança. O seu trabalho habita nos interstícios da fotografia e da música e relações que estabelece nestas suas práticas.

16.05.25
Às 19.00h
Cosmosofia, ciclo de palestras, com Daniel Gagliardo (Uksim)
A aceleração da desarmónica transição terrestre é atualmente percebida por milhões de indivíduos. O despertar espiritual destes seres é a principal ferramenta para esta perceção. Estimulados pela energia proveniente do seu próprio cosmos interno, são ferramentas potenciais de um inevitável processo de definição evolutiva. Nestes encontros com Daniel Gagliardo, o aprofundamento de uma vasta temática filosófica e espiritual, com base nas perguntas do público, abre as portas para a manifestação de uma cosmosofia atualizada que este instrutor do novo ciclo nos traz.
Daniel Gagliardo, argentino, nascido em 1957 na cidade de Buenos Aires, é o fundador da linha de Cosmosofia Uksim e do Centro de Serviço Planetário Sierra del Cielo, no Vale de Erks, Córdoba, Argentina. Não se identifica com nenhuma profissão. A sua única atividade há quase 30 anos é o aprofundamento e a difusão da ciência cósmica: a Cosmosofia. Atualmente reside no Vale de Erks, na comunidade que fundou há mais de 28 anos.

10.05.25
Às 18.00h
Apresentação do livro Abril – Vivências da Clandestinidade de Domicilia Costa, por Paulo Esperança. Música de José Luís Guimarães.
Domicília Costa nasceu a 25 de Janeiro de 1946, na vila de Alhandra, freguesia de Vila Franca de Xira. Em Fevereiro de 1953, dias após ter completado 7 anos, e meses depois de ter entrado para a escola, o pai despediu-se da fábrica onde trabalhava desde os 17 anos e foram morar
para Lisboa. A família iniciava, assim, a preparação para a clandestinidade, cortando todo e qualquer contacto com os familiares.
Com 13 anos passou a ser considerada membro e funcionária do PCP, ganhando o mesmo salário e pagando a mesma cota dos funcionários.

3.05.25
Às 18.00h
Concerto com O BLOCO SONORO
O BLOCO SONORO é um coletivo de artistas experimentais e improvisadores sonoros e musicais sediado no Porto. Ancorado na THE FREE JAZZ COMPANY, o projeto leva mais de dez anos e tem vindo a considerar performances interdisciplinares de som, palavra e movimento.

26.04.25
Às 21.30h
Concerto E depois do 25 de abril ?…, com Miguel Braga e convidada Isabel Melo
‘E depois do 25 de Abril ?..’
A Isabel surgiu na minha vida através da minha página do Facebook : “Acompanh’Arte”
Uma alternativa aos karaokes, midifiles, automáticos e acompanhamentos estáticos. onde divulgo, sessões em que proporciono acompanhamento ao piano e aconselhamento para cantores/instrumentistas.
Criamos uma excelente relação musical e de amizade, que vamos partilhar convosco, intervindo com algumas canções ditas “de intervenção”, e outras não…
MIGUEL BRAGA
Miguel Braga, 60 anos com Música, com músicas do mundo, parcerias com Carlos do Carmo, Paulo de Carvalho, Rão Kyao, Simone de Oliveira, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso (Portugal), Ivan Lins, Flora Purim, Airto Moreira, Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Portinho (Brasil), Ernie Watts (USA), Filipe Mukenga (Angola), Tito Paris (Cabo Verde), Jorge Pardo, Carles Benavent (Espanha), Lara Li (Portugal/Moçambique),Fernando Girão (Portugal/Brasil), etc.
Apresentações em todo o tipo de eventos festivais de Jazz, animação de clubes e
hotéis, eventos privados, etc.
Vasta discografia e concertos, disponíveis nas plataformas digitais.
Próximo’, o mais recente CD, ao dispor, presentemente
ISABEL MELO
Apaixonada pelo Porto onde nasceu, frequentou o Conservatório de Música do Porto, concluiu a licenciatura em Direito pela Universidade do Porto exerceu a advocacia.
A Arte sempre esteve presente na sua vida, seja através da música da dança ou da palavra
Principiou por escrever crónicas tendo começado a explorar a sua veia poética durante o período de três anos em que viveu no Brasil.
Participou em diversas coletâneas de poesia em Portugal, tendo escrito e publicado o livro de
poesia “Sobre Todas As Coisas Poesia em Três Atos”, através da Chiado Editora, o qual apresentou também em terras tupiniquins.
A MPB (Música Popular Brasileira) desce cedo a fascinou, tendo encontrado nas músicas
interpretadas pela famigerada cantora Elis Regina um porto de abrigo musical, as quais interpretou em festas privadas e nalguns espaços culturais da Invicta.
Começou a (re)explorar recentemente o universo da música portuguesa, contando parao efeito, com a cumplicidade do talentoso e experiente pianista

24.04.25
Às 21.30h
Concerto com o Trio CRUDE (Dulce Moreira, Mariana Santos, Ana Clément)
CRUDE É: três raparigas e alguns objetos que fazem barulho. Crude não é: música folk nem spoken word, mas tem coisas. Crude é: a Mariana, a Dulce e a Ana. Crude não é: o cão da tua vizinha (mas pode ser, se ele quiser vir). Crude é: auto-irónico e presunçoso. Crude não é: mau do fundo do coração. Somos rafeiras, mas verdadeiras.
USAMOS as palavras como armas de arremesso, o som para tornar tudo ainda mais insuportável. abusamos da condição de mulher sem pudor para comer romãs como quem as fode. Rebarbadoras em punho para desafiar as palavras, para que elas possam deixar marca, ferir. Usamos a boca, o corpo e as mãos para dar forma à revolta. Somos três, mas poderíamos ser todas. Somos o que tivermos de ser quando bem nos apetecer. Pintamos os lábios de vermelho, usamos rímel e vestimos de preto. Gostamos de caminhadas, de torradas com muita manteiga e de ruas de sentido proibido. Somos mulheres, é isso. Enchemos a boca de palavras de autores como Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Charles Bukowski. Usurpamos versos de wc e modinhas do cancioneiro tradicional. Resgatamos cantigas de escárnio e maldizer. Somos pop, tropicais e urbanas. Somos reggaeton e sáficas.
ATUAMOS para pessoas, animais de companhia. Levamos o corpo, lavamos as gargantas, manipulamos ferramentas. Abusamos dos sons, exageramos nas palavras. Não temos segredos. Atiramos com as palavras para o ar. Vestimos o chão com os livros. Comemos fruta e ligamos a sirene. Fazemos intervenções técnicas em canções. Distribuímos pacotinhos de açúcar entre o público. Fazemos a festa. Não fechamos a porta. Desde 2015 até agora, atuamos na Póvoa de Varzim, no Porto, n’ “O Meu Mercedes é Maior que o Teu”, em descampados pouco articulados, em espaços culturais e livrarias, no V Encontro Internacional de Palhaços de Vila do Conde, na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto e, mais recentemente, nas Quintas de Leitura, no Porto. somos mulheres, é isso. somos Pholc-panque apocalíptico poético-visceral catártico.
DULCE MOREIRA exploradora e arquiteta de sons desde 1983. Gosta da poética dissonante das vozes cruas, dos lugares e dos objetos e de construir paisagens e pinturas sonoras a partir daí. É fã de John Cage, de Steve Reich, de Corona e do seu Hammer emprestado.
MARIANA SANTOS nasceu em 1983, nunca usou chupeta. É narradora e come três peças de fruta por dia. Estudou jornalismo para aprender a escrever. Faz teatro para ler aquilo que nunca escreveu. Junta poemas e formas de bolo. Cozinha as palavras na panela de pressão que a vida lhe deu. Membro fundador do coletivo O Som do Algodão, performer em cRuDe. ANA CLÉMENT é a mais velha e a mais baixa. Gosta de fazer barulho baixinho em tudo o que vier à mão. Lê muito, dorme muito, come bastante, e fora isso gosta de fazer de conta. Gosta de coisas velhas, sejam de ouvir, de ver ou de tocar.

12.04.25
Às 18.00h
Canto de Amigos, uma iniciativa da AJA-Norte
O fim de tarde de 12 de Abril, sábado, 2025, está reservado para mais uma sessão a não perder, na MACARÉU-ASSOCIAÇÃO CULTURAL! Vamos percorrer em conjunto algumas das canções que fizeram história, não deixando de relembrar as mesmas histórias por trás delas.
Nesse fim de tarde não irão faltar Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, José Mário Branco, Patxi Andión, Luis Eduardo Aute, Fuxan os Ventos, Vitorino e Manuel Freire, entre outros.
Com música a cargo de José Luís Guimarães e dinamização/participação de Ana Ribeiro, Judite Almeida e Pedro Baranita.
Contamos convosco.

5.04.25
Às 21.30h
Recital de violoncelo e piano, com Lauro Lira e Pedro Lopes.
Os músicos Lauro Lira (violoncelo) e Pedro Lopes (piano) trarão para o público obras de três dos maiores compositores de seu tempo.
No programa, A Suíte Típica, do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos. Villa- Lobos foi um dos compositores mais importantes da música clássica brasileira e uma figura central na música do século XX. Nascido em 5 de março de 1887, no Rio de Janeiro, ele foi um inovador que incorporou elementos da música folclórica brasileira em suas obras, criando um estilo único que refletia a diversidade cultural do país. A Suíte Típica, originalmente escrita para violoncelo e piano entre 1930-1931, ficaram mundialmente famosas em 1938, na estreia da versão orquestral dentro das Bachianas Brasileiras No2, em Veneza.
Luiz Freitas Branco foi um destacado compositor e maestro português, nascido em 1890 e falecido em 1955. A sua obra é marcada pela fusão de influências tradicionais portuguesas com correntes da música europeia contemporânea, refletindo um profundo amor pela cultura do seu país. A sua sonata para violoncelo e piano Composta em 1930, a sonata reflete a maturidade estilística do compositor, caracterizada por uma linguagem harmônica rica e melodias expressivas. A obra é composta por 4 movimentos. O primeiro apresenta temas contrastantes e desenvolvimento elaborado, mostrando a habilidade do compositor em criar tensão e drama. O segundo movimento traz uma energia renovada à sonata, com passagens virtuosísticas para ambos instrumentos. Geralmente é marcado por ritmos rápidos e motivos dinâmicos, criando uma sensação de impulso e movimento constante. O terceiro é frequentemente caracterizado por uma atmosfera mais lírica e contemplativa. Aqui, os temas melódicos são explorados com delicadeza, proporcionando momentos de reflexão e expressão emocional. O quarto movimento, quando presente, tende a trazer uma conclusão enérgica e emocionante para a sonata. É caracterizado por passagens virtuosísticas e tempestuosas, com momentos de destaque para ambos os instrumentos antes de chegar a uma conclusão poderosa.
André Mehmari é um renomado compositor e pianista brasileiro, conhecido por sua versatilidade e inovação na música contemporânea. Nascido em 1977, Mehmari se destacou por sua habilidade em transitar entre diversos estilos musicais, como o erudito, o popular e o jazz. Ele é aclamado por suas composições que muitas vezes incorporam elementos da música brasileira, criando uma sonoridade única e envolvente. A Suíte Brasileira para Violoncelo e Piano foi dedicada ao grande violoncelista brasileiro, Antonio Meneses, e gravada no CD-ROM “AM60AM40” , que celebra os 60 anos de idade do violoncelista
pernambucano e 40 do pianista carioca. Composta por cinco andamentos, a Suíte Brasileira reflete a diversidade musical do Brasil.
PROGRAMA
Heitor Villa-Lobos (1887-1959) Suíte Típica (estreia em Portugal) I – O canto do capadócio
II- O canto da nossa terra
III- O trenzinho do caipira
Luiz Freitas Branco (1890-1955) Sonata para Violoncelo e Piano I- Moderado
II- Muito vivo
III- Muito moderado IV- Muito vivo
André Mehmari (1977-)
Suíte Brasileira para Violoncelo e Piano I- Prelúdio – Seresta
II- Choro canção
III- Antônio no frevo
IV- Valsa brasileira
V- Baião
Lauro Lira iniciou seus estudos musicais no projeto Aprendiz – música nas escolas de Niterói, com o professor Ronildo Cândido. Realizou seu bacharelado em música com habilitação em violoncelo na UNIRIO, na classe de Hugo Pilger. Em 2020, concluiu o mestrado em interpretação artística na
Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, sob as orientações de Jed Barahal. Dentre os festivais nacionais e internacionais que participou, destacam-se o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, Oficina de música de Curitiba, Festival de Violoncelos de Ouro Branco, Rio Internacional Cello, Festival Valdres Sommersymfoni, na Noruega e Estágio Gulbenkian, em Portugal. Atuou como solista a frente da Orquestra Sinfônica Nacional – UFF, Orquestra Sinfônica da Unirio, Orquestra Barroca da Unirio, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e Orquestra Sinfónica da ESMAE. Como camerista, foi membro fundador do Quarteto Atlântico, é violoncelista no Quarteto Contratempus e fundador do Lira trio, composto por violoncelo, sanfona e percussão. Foi premiado em várias competições como primeiro prêmio na categoria B no Concurso de Cordas Paulo Bosisio em 2011, em 2016 foi contemplado com menção honrosa no 17o concurso internacional da cidade do Fundão, em Portugal, em 2017 foi premiado no Concurso Jovens Talentos, da Orquestra Sinfônica Nacional, em 2018 foi primeiro colocado no Concurso Helena Sá e Costa. Como músico de orquestra, Lauro Lira foi primeiro violoncelo na Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem, Orquestra Jovem de Paquetá, Orquestra Sinfônica da CESGRANRIO, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Atuou como músico convidado com a Orquestra Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Orquestra Filarmonia das Beiras, entre outros. Em sua trajetória, pôde dividir o palco com importantes maestros como Giancarlo Guerrero, Marin Alsop, Neil Thompson, Eiji Owe, Alexander Liebreich, Cláudio Cruz, Isaac Karabtchevsky, entre outros, e teve masterclasses com grandes violoncelistas como Márcio Carneiro, Antonio Meneses, Ole Eirik Ree, Matias de Oliveira Pinto, Martti Rousi, entre outros. Atualmente é primeiro violoncelo na Orquestra Clássica do Centro, violoncelista no Quarteto Contratempus, fundador do Lira Trio e professor na Academia de Método Suzuki – A Pauta.
Licenciado na ESMAE, na classe de Pedro Burmester, Pedro Lopes frequentou o Mestrado em Piano – Música de Câmara sob a orientação de Peter Orth e do Quarteto Auryn na Hochschule für Musik Detmold – Alemanha. Tem ganho vários prémios em Concursos Nacionais. Em 2013 ganhou o Prémio de Melhor Pianista Acompanhador do 7o Concurso de Canto da Fundação Rotária Portuguesa, bem como o Prémio Helena Sá e Costa, edição especial comemorativa dos 100 anos do nascimento da artista. Foi vencedor do Concurso Auryn (Detmold – Alemanha) nas edições de 2017 e 2018, na categoria de Música de Câmara com
piano. Já se apresentou a solo e em ensemble pelas principais salas do país, tais como a Sala Suggia e Sala 2 (Casa da Música), Grande e Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, Grande Auditório e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, Coliseu do Porto, Teatro José Lúcio da Silva (Leiria), entre outras. Integrou, como cantor (barítono), o Coro Casa da Música e o Ensemble Cupertinos, tendo já sido dirigido por maestros como Paul Hillier, James Wood, Laurence Cummings, Gregory Rose, Baldur Brönniman, Olari Elts, Kaspars Putnins, Christoph König, Peter Rundel, entre outros. Actualmente é desempenha funções de professor de piano na Escola de Música EMARA, pianista acompanhador na Academia de Método Suzuki A Pauta e professor de piano e prática de teclado na Escola Profissional de Música de Espinho. Paralelamente, faz trabalho de vocal coaching com cantores.
Reservas: 936309672

4.04.25
Às 21.30h
Concerto dos IntrospeSom
IntrospeSom é um projeto musical que une introspeção e improvisação numa experiência sonora única. Mais do que um concerto, trata-se de uma performance envolvente, onde a música se constrói de forma orgânica, explorando atmosferas densas e emotivas.
Nuno Santos (Trompete)
Tiago Peixoto (Percussões)

15.03.25
A partir das 16h
Roda de Choro, com o Clube do Choro-Porto e convidados
O Clube do Choro-Porto reúne-se neste sábado para uma roda muito especial no Macaréu. No elenco de convidados contamos com o violonista peruano Sergio Valdeos e o bandolinista Pedro Aragão, músicos que se encontram neste momento em residência artística com o Clube do Choro da qual resultará o concerto “Choro Latino”, e ainda com a premiada Maria Teresa Madeira, pianista que gravou a integral de Ernesto Nazareth.
A roda começa às 16:00, juntem-se a nós!
Bilhete antecipado: 7€; Bilhete à porta: 10€
Faça a sua reserva através do número +351 917352571. Os lugares são limitados!

14.03.25
Às 21.30h
Concerto de Tânia OP
Tânia OP é uma artista multidisciplinar e investigadora portuguesa. O seu trabalho artístico e investigação incidem sobre práticas artísticas contemplativas para o desenvolvimento de paz interior.
Seguindo a serendipidade como filosofia, cria sons e narrativas etéreas através da voz e de vários instrumentos musicais. Os seus concertos são momentos contemplativos que refletem o seu universo mais profundo, criando paisagens sonoras que pretendem criar no espectador espaço interior livre e de descoberta. Cruza a música com a performance art, envolvendo o público.
Traz para os seus concertos momentos e elementos que vivenciou e recolheu em diferentes mosteiros pelo mundo, contribuindo para o seu apelo ao silêncio, à contemplação e à reconstrução do ser a favor da humanização.

13.03.25
Às 21.30h
Sarau Brasileiro, com a pianista Maria Teresa Madeira
Recital comentado que contempla obras de importantes compositores brasileiros que contribuíram historicamente na literatura pianística.
O Rio de Janeiro foi cenário de importantes acontecimentos musicais nos século XIX e XX. O piano participou de grande parte das importantes transformações na história da música brasileira e com isso criou-se um repertório diversificado e muito rico, abraçando em especial as culturas indígena, africana e européia.
Programa:
Henrique Alves de Mesquita (1830-1906)
– Laura
– Batuque
Ernesto Nazareth (1863-1934) – Eponina
– Improviso (Estudo de Concerto)
– Turuna
Chiquinha Gonzaga (1847-1935)
– Pehô – Pekim
– Bionne Bionne
Carolina Cardoso de Menezes (1913-2000)
– Preludiando
– Rosas Amarelas para uma Pianista
– Ping Pong
Pixinguinha (1897- 1973)
– Carinhoso (arranjo MTMadeira)
– Pixinguinha-
– Choro de Gafieira (arranjo MTMadeira)

9.03.25
Às 16.00h
O Princípio Feminino, com a participação de Luís Guerra, Alice Ribeiro e Carmem Colim
O PRINCÍPIO FEMININO
Diversos achados arqueológicos têm vindo a dar força à intuição de que, no passado remoto, as sociedades humanas eram mais paritárias, podendo mesmo falar-se da existência de matriarcados. Nesse contexto, o papel das mulheres, mas especialmente da energia feminina, era mais valorizado e potenciado na vida comunitária. Na verdade, “desde a antiguidade associou-se o feminino com a energia difundida, ampla e envolvente, que acolhe e alberga. O masculino, pelo contrário, associou-se ao concentrado, penetrante, forte”[1].
Depois, o processo histórico acabou por tomar outra direção, vindo a dar lugar a sociedades patriarcais, regidas maioritariamente por padrões masculinos, que desprezaram e confinaram as expressões femininas em todos os seres humanos.
Porém, hoje, “quando se fala de horizontalidade, de cooperação, da inclusão da diversidade, de nós, do cuidado com o meio ambiente, da proteção dos seres vivos, da solidariedade com os mais vulneráveis, é o «eterno feminino» que emerge como inspiração em cada um de nós. Ela, imemorial e eterna, que ampara, protege, une e integra, para poder conquistar novos mundos e novos horizontes”[2].
Neste dia, propomo-nos refletir e conversar sobre estes modelos profundos, a partir da exibição de cinco curtas-metragens alusivas ao “princípio feminino”, bem como sobre a influência que os mesmos podem ter na nossa vida pessoal e social, terminando com uma meditação guiada sobre “A Protetora da Vida”.

[1] John, Madeleine. Apuntes sobre lo feminino. Centro de Estudos do Parque Punta de Vacas, 2017 (tradução livre). http://www.parquepuntadevacas.net/aportes.php
[2] Idem.
7.03.25
Às 21.30h
Concerto do quarteto Le Skleton Band (França)
Le Skeleton Band procura luzes no fundo do poço. É um quarteto que toca música urgente e ardente, onde os momentos de contemplação são suspensões, antes de voltarem às batidas mais raivosas e aos refrões selvagens que pairam sobre a música elétrica. Algures entre o folk hipnótico, o post-rock e o blues selvagem, utilizam uma vasta gama de instrumentos: violino, banjo, vibrafone, contrabaixo, bateria, melódica, guitarra e polifonias.

4.03.25
Às 15.00h
Carnaval Taí na Macaréu! Concerto falado e Oficina de Carnaval
Carnaval Taí no Macaréu!
Na terça-feira de Carnaval, dia 4, a Macaréu vai virar um verdadeiro bloco da cultura e da alegria! Um evento pensado para adultos, pais, mães e educadores com ou sem crianças, porque folia boa é aquela em que todo mundo se diverte.
Enquanto os adultos embarcam num concerto falado com Rodrigo Alzuguir, mergulhando na história de uma das figuras mais carnavalescas da música brasileira, Carmen Miranda, os pequenos soltam a criatividade na oficina de adereços carnavalescos com Carol Miranda e Susana Leite. E como Carnaval sem marchinha não existe, a festa termina com um bailinho animado, reunindo pais e filhos ao som de preciosas marchinhas brasileiras!
Ao piano, Rodrigo Alzuguir apresenta Carmen e seus três baianos de cabeceira – Assis Valente, Dorival Caymmi e Josué de Barros – em um formato que tem encantado o Porto: música ao vivo (piano de cauda e voz), contação de histórias e projeção de imagens raras. Uma verdadeira imersão na era dourada do rádio e no legado da Pequena Notável, que em 2025 completa 70 anos de saudades.
E para arrematar, o nome do evento não poderia ser outro: “Carnaval Taí”, como o samba de Pixinguinha que Carmen imortalizou!
Dúvidas ou informações? Fale com a Carol Miranda pelo WhatsApp: 914426728.
Rodrigo e Carol são cariocas, e pais da Maró e do Tiê. Moram há um ano no Porto. Ele ganhou o Jabuti, maior prêmio literário brasileiro, com sua biografia do Wilson Baptista, e é considerado um dos grandes pesquisadores do samba; ela é formada em dança, MBA em produção cultural e já realizou espetáculos teatrais, shows, circulações, livros e discos. Susana nascida no Porto é licenciada em Design pela ESAD e Pós graduada em Design de Produto pela FBAUP. Para além da paixão pelo design e pela arte, é mãe do Henrique, um menino de 10 anos que a inspira e motiva em busca de novas formas de integrar o design e a arte na educação. Ao longo da trajetória profissional desenvolveu uma ampla experiência no desenvolvimento de oficinas dirigidas ao público infantil com o objetivo de estimular a criatividade.

15.02.25
Às 21.30h
Concerto: O Reino da Ilusão, EP de Carlos Raposo (viola campaniça e electrónica)
| Carlos Raposo [viola campaniça e electrónica] |
| Depois de um ano de 2024, em que percorreu Portugal com concertos de norte a sul do País com o EP “Trip to Innerlight”, Carlos Raposo inicia 2025, a apresentar o seu segundo EP, “O Reino da Ilusão”. |
| Nesta nova viagem, entre o rufar dos bombos e caixas tradicionais portuguesas e o tom doce da viola campaniça, avistam-se também pela tripulação, paisagens sonoras de uma electrónica hipnotizante, serena, bela e melancólica, que fazem deste “reino da Ilusão” um destino inevitável em 2025. |
| https://open.spotify.com/intl-pt/album/3PBgB66AmTXBkuVTKBYDvY |
| http://www.instagram.com/carlos____raposo/ “Atégina” live at Input Sessions | http://www.youtube.com/watch?v=v5L_ABAqMHA |
| “Road to Ophiussa” live at Input Sessions | http://www.youtube.com/watch?v=S8- QDDwdhvk http://www.youtube.com/watch?v=GAwkNzNcTKE |
| http://www.youtube.com/watch?v=8yk_zHAU6bE |

14.02.25
Às 21.30h
Queres namorar, comigo ao piano?, com Miguel Braga
” No dia de S. Valentim, em ambiente intimista, algumas canções…”
MIGUEL BRAGA, 60 anos com Música, com músicas do mundo, parcerias com Carlos do Carmo, Paulo de Carvalho, Rão Kyao, Simone de Oliveira, Pedro Abrunhosa, RuinVeloso (Portugal), Ivan Lins, Flora Purim, Airto Moreira, Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Portinho (Brasil), Ernie Watts (USA),Filipe Mukenga (Angola), Tito Paris (Cabo Verde), Jorge Pardo, Carles Benavent (Espanha), Lara Li (Portugal/Moçambique), Fernando Girão (Portugal/Brasil), etc.
Apresentações em todo o tipo de eventos, festivais de Jazz, animação de clubes e
hotéis, eventos privados, etc.
Vasta discografia e concertos, disponíveis nas plataformas digitais.
Próximo’, o mais recente CD, ao dispor presentemente.

9.02.25
Às 21.30h
Concerto de homenagem a Carlos Paredes, com Mafalda Lemos e Gonçalo Rodrigues
Mafalda Lemos e Gonçalo Rodrigues apresentam um concerto de homenagem ao grande guitarrista e compositor Carlos Paredes que celebraria 100 anos no dia 16 de fevereiro de 2025. Obras de Carlos Paredes, Octávio Sérgio, Pedro Caldeira Cabral, entre outros.
Mafalda Lemos nasceu em 2002, no Porto, e iniciou os estudos de guitarra portuguesa aos 9 anos. Atualmente, privilegia a criação própria, sendo finalista no curso de composição da Escola Superior de Música de Lisboa. O seu fascínio é o repertório instrumental da guitarra, para o qual ela gostaria de contribuir com o seu cunho artístico.
Gonçalo Rodrigues nasceu em 2002, em Leiria e começou os seus estudos de guitarra clássica aos 16 anos. Atualmente é finalista no curso de execução em guitarra clássica na Escola Superior de Música de Lisboa.

9.02.25
Às 17.00h
Apresentação do livro Força e poder (autobiografia) de Terezinha Lima
“Força e Poder” de Terezinha Lima é uma emocionante jornada através de duas gerações. A autora nos transporta para um passado onde as mulheres, desde tenra idade, eram moldadas por tradições rígidas e casamentos arranjados. Em contraponto, a geração de Terezinha revela a luta por liberdade e a busca por uma vida mais autêntica. Através de suas experiências, a autora demonstra que a força feminina é capaz de superar obstáculos e construir um futuro mais justo, mesmo diante de adversidades. Uma história inspiradora que celebra a resiliência e a capacidade de adaptação da mulher ao longo dos tempos.

8.02.25
Às 21.00h
Negritude (concerto de guitarra clássica), com João Durão Machado
“NEGRITUDE” é um concerto que explora a música para guitarra clássica das Áfricas e das Antilhas, com foco nas culturas e nas tradições musicais afrodescendentes. O guitarrista João Durão Machado apresenta um programa inédito, inspirado no movimento literário e cultural da Négritude, que procurava exaltar os valores e as expressões culturais das populações negras, especialmente após o colonialismo.
O recital junta peças originais, transcrições e música composta especificamente para este programa, com destaque para obras de compositores de várias origens africanas e caribenhas. O concerto explora também o conceito de “sentir negro” na música, estimulando o público a refletir sobre a unidade e as idiossincrasias das sonoridades desses contextos culturais.
Programa
1a Parte – Lá Longe
Frantz Casséus (Haiti, 1915-1993) – Haitian Suite
I. Petro
II. Yanvalloux
III. Mascaron
IV. Coumbite
Héctor Angulo (Cuba, 1932-2018) – Cantos Yoruba de Cuba
I. Asokere I
II. Suayo
III. Iyá Mí Ilé
IV. Borotití
V. Asokere II
VI. Iyá Mo Dupé
VII. Yeye Bi Obi Tosuo
VIII. E Iekua
IX. Asokere III
2a Parte – Do Lado de Cá do Mar
Toumani Diabaté (Mali, 1965) – Jarabi
Airton Fortes (Cabo Verde, 1977) – Fantasia Criola
I. Maré Tardio
II. Kel d’Meio
III. Morna Verde
IV. Rob (Cauda em Criolo)
João Durão Machado (Portugal, 1974) – Cantos da Lunda
I. Txicué-
II. Sacaua
III. Murileno
IV. Calumbo
V. Muafeio
Taiwo Adegoke (Nigéria, 1992) – Two Nigerian Folk Songs
I. Akwukwo Na To Uto
II. Orin Ibeji
João Durão Machado (1974) nasceu no Porto e começou a estudar guitarra na sua cidade natal com Cristina Bacelar, Artur Caldeira e José Pina. Em 1996, obteve um segundo prémio ex-aequo no Concurso Interno de Interpretação do Conservatório de Música do Porto. Na edição de 1999 do Concurso Legato de Guitarra Clássica, obteve novo segundo prémio. Em 2005, licenciou-se pela Universidade de Aveiro, sob a orientação de Josef Zsapka e Paulo Vaz de Carvalho, tendo sido distinguido com uma bolsa de mérito em 2002. Durante os seus estudos, frequentou também masterclasses com Leo Brouwer, José Pina e Ken Murray. Como solista, estreou Halmahera (para guitarra e electrónica) de Ana Moura em 2001, e Duas Canções Populares Transmontanas de Fernando C. Lapa em 2005. Em 2007, estreou em Portugal Retrats Catalans de Leo Brouwer com a Orquestra Clássica do Centro (Coimbra). Também tocou em vários concertos como músico de câmara com o trio de guitarras Trissonância, e recentemente em duo com a violinista Malgorzata Markowska, tendo escrito diversas transcrições para ambas as formações. Como académico, João Durão Machado tem grande interesse em criar materiais pedagógicos inovadores. Após a prestação de provas práticas em 2013, passou a exercer as funções de professor de guitarra no Conservatório de Música do Porto, na qualidade de quadro de nomeação definitiva.

1.02.25
Às 21.00h
Palestra O Barroso – um Paraíso em risco, por Ernestino Maravalhas
A região do Barroso, constituída pelos concelhos de Boticas e de Montalegre, é uma área onde a agricultura tradicional, a pastorícia e a vida rural se desenrolam em harmonia com as paisagens, a biodiversidade e a tranquilidade. O modo de vida sustentável das populações e a integração das atividades económicas com as paisagens bem conservadas, valeram à região o galardão de Património Agrícola Mundial em 2018, atribuído pela Unesco, e é o único em Portugal.
Nas belíssimas paisagens do Barroso encontra-se uma flora e fauna muito ricas, com relevo para espécies de montanha e alguns endemismos com distribuição restrita. Para dar uma ideia da diversidade, bastará dizer que aqui se encontram mais de 200 espécies de aves e 107 espécies de borboletas diurnas (cerca de 80% das espécies presentes em Portugal), num território que representa apenas 1,2 da área de Portugal continental.
Contudo, este paraíso encontra-se em risco, devido a fatores tão diversos como o abandono do interior, as alterações climáticas e as atividades extrativas. Esta é uma das áreas privilegiadas do nosso país para a preservação da água, das paisagens e da Biodiversidade. Cabe-nos a nós visitá-la, compreendê-la, divulgá-la e protegê-la, deixando-a como legado às gerações vindouras.

31.01.25
Às 21.30h
Apresentação do livro Minas Gerais – contos e confidências, organizado e apresentado por Luísa Coelho
A Coletânea Minas Gerais: contos e confidências pretende levar o leitor português a desvendar o rico e complexo universo de Minas Gerais, um Estado brasileiro onde a História, a cultura e a natureza se entrelaçam de forma única. Organizada e apresentada por Luísa Coelho, a obra procura despertar o desejo de vislumbrar as riquezas da terra mineira e compreender as suas nuances, transformando-se numa verdadeira imersão nas interações entre o espaço histórico do estado brasileiro e o imaginário contemporâneo dos seus autores. Dividida em duas partes, a obra apresenta contos de vinte e três escritores mineiros consagrados, além de novas vozes da literatura, com a presença de contos escritos por cinco alunos da Universidade Federal de Minas Gerais. O contraste oferecido tem por objetivo ressaltar a importância de incentivar o talento jovem ao lado de autores mais experientes, enriquecendo a coletânea com perspetivas diversas.
Luísa Coelho é doutorada em Literatura Portuguesa, ensinou língua e literatura portuguesas em várias universidades de países europeus, no Brasil e em Angola. Tem publicadas obras de ficção em Portugal, no Brasil, em Angola, nos EUA, na Bélgica e na Alemanha. É autora de várias antologias e de artigos de análise e crítica literária.

18 01.25, às 21.00h
19.01.25, às 19.00h
Teatro: A boca do inferno, de Tiago Sines (Má Companhia), com Carlota Estrela, João Coles e Tiago Sines.
Lisboa, 1930
O que começa por ser uma correspondência comercial transforma-se num dos casos mais intrigantes, curiosos e improváveis da cultura portuguesa do século XX. Nas ruas estreitas e nos cafés agitados, um poeta, um ocultista e uma pintora protagonizam um episódio onde filosofia, ocultismo e relações humanas se cruzam de forma inesperada.
A Boca do Inferno mergulha no universo de Fernando Pessoa e Aleister Crowley, onde o mundano e o eterno colidem, expondo a fragilidade das vontades que moldam o destino. Através de uma encenação minimalista e simbólica, o espetáculo desconstrói camadas de mito que a História atribuiu a estas figuras, trazendo á luz os seus desejos e conflitos mais humanos.
Texto & Encenação | Tiago Sines
Interpretação | Carlota Estrela, João Coles e Tiago Sines
Cartaz | Tiago Sines
Fotografia | Diogo Pessanha Madureira
Duração aproximada 1hr40

17.01.25
Às 20.30h
Lançamento do livro Os Cruz Abrantes, uma família de violeiros de Vila Nova de Tazem, de Paulo Abrantes
OS CRUZ ABRANTES,
UMA FAMÍLIA DE VIOLEIROS DE VILA NOVA DE TAZEM
Paulo Abrantes
(Sinopse)
Este livro resgata o trabalho de uma família de artesãos do Concelho de Gouveia (Beira Alta) que se dedicou, entre outras atividades, à construção de cordofones no final do séc. XIX e nas primeiras décadas do séc. XX. Este trabalho foi bastante reconhecido, como atestam os prêmios conquistados pelos Cruz Abrantes em Exposições nacionais e internacionais, bem como as menções feitas a eles em vários livros especializados na arte da violaria.
O resgate aqui empreendido foi realizado não somente a partir das memórias do autor e de outros familiares, mas também através de ampla pesquisa documental, acompanhada da localização e registo fotográfico de vários instrumentos fabricados pelos Cruz Abrantes que estão conservados em coleções particulares e em museus.
O livro contextualiza social e historicamente a arte desses violeiros numa tentativa de responder à questão de como uma pequena Vila, ao sopé da Serra da Estrela, pode ter abrigado violeiros reconhecidos internacionalmente.
Uma vez que um jovem membro dessa família emigrou para o Rio de Janeiro, e lá continuou a trabalhar como violeiro, o livro também aborda o tópico da emigração de violeiros portugueses para o Brasil, no contexto da grande emigração que ocorreu de Portugal para diversos países nesse período.
O livro também reconstitui o lugar ocupado na vida musical da então capital brasileira por várias pequenas fábricas de proprietários portugueses dedicadas à construção de instrumentos musicais, e pelas lojas a elas associadas, que comercializavam estes e outros produtos que atendiam aos músicos dessa cidade, e do Brasil como um todo. Numa dessas lojas trabalhou, ao longo de toda a sua vida, o jovem Cruz Abrantes acima referido, e sua vida no Brasil é reconstituída a partir de documentos e fotos de família.
Autobiografia de Paulo Abrantes
O autor nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro, onde viveu a sua infância. Quando da inauguração de Brasília, o seu pai, que era servidor da administração federal, foi obrigado a ir trabalhar na nova capital, e com ele mudou-se a família. A experiência de viver numa cidade em construção marcou profundamente o autor, que tinha 9 anos quando pisou pela primeira vez no Planalto Central do Brasil. Esta foi uma experiência constitutiva, mas o afastou dos seus outros familiares, em especial dos seus avós. Passou muitas das suas férias escolares no Rio de Janeiro e manteve, desta forma, algum contato com a família alargada. Por influência do pai, quando adolescente estudou violino por alguns anos na Escola de Música de Brasília. Fez também estudos informais de violão e dedicou-se, amadoristicamente, à percussão. Embora o gosto pela música sempre tenha estado presente na vida do autor, seus interesses profissionais o inclinaram a realizar estudos universitários em física. Após formar-se pela Universidade de Brasília, o autor lecionou física e matemática em várias escolas de ensino médio. Sentiu necessidade, a partir de um certo momento, de refletir sobre esta experiência docente e postulou uma bolsa para o governo francês, o que lhe permitiu iniciar seus estudos de pós-graduação nas áreas de História e Filosofia da Ciência. Desenvolveu a maior parte da sua carreira acadêmica no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília.

17.01.25
Às 21.30h
Recital lírico com o Tenor Mário Ferreira, acompanhado ao piano por Isabel Lebreiro
Serão apresentadas árias de Oratória de:
Haendel: Comfort ye; evry valley
Bach: Deposuit
Gounod: Ave Maria
(entre outros)

11.01.25
Às 17.00h
Ciclo de conversas por via das palavras com Rodrigo Costa
Conversa 11: falemos de Poesia?…
Ciclo de conversas mensais com Rodrigo Costa. Estas conversas, embora partindo de aspectos ligados à Arte, pretendem-se abrangentes e multidisciplinares, focando-se em questões humanas intemporais, sempre em diálogo com o público.
falemos de Poesia?…
… Resolvemos sair da realidade e entrar na realidade de realidades alternativas, percebendo que a porta mais lógica, tanto quanto acessível, é a POESIA: o mundo em que é possível libertar o imaginário e sonhar mundos que, ainda que virtuais, existem…
O acesso é, como de costume, livre. E quem aparecer, e quiser trazer alguns dos seus poemas, poderá fazê-lo, porque poderá historiá-los e dizê-los… Se o mundo não ficar melhor, não piorará, seguramente, porque a POESIA, sendo, em quaisquer circunstâncias, interventiva, é, letalmente, inócua…
Rodrigo Vieira da Costa
4 de Setembro de 1952 | Curso Geral de Artes Visuais, da Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis.
Representado em colecções particulares, em Portugal, Espanha, França, Irlanda, Inglaterra e Índia; e em instituições públicas e privadas, tais como a Câmara Municipal de Gaia, casa-Museu João Mário; Millennium bcp e Banco Português de Investimento.
Múltiplas exposições de carácter individual, e participação em inúmeras exposições de carácter colectivo, de entre as quais, no estrangeiro, Jorgensen Fine Art, Dublin; Royal Academy of Arts, Summer Exhibition 2012, Londres | ROI – Royal Intitute of Oil Painters, London, 2013.
Autor de três ensaios, no âmbito da Arte: Arte: que investimento?…; Inspiração com suor . suor sem Inspiração; e, o mais recente, Em Nome da Paixão –este, de mais ampla abordagem temática.
