3.10.26
Às 21.00h
Zebro: Projecto de Bandino Soares & Luis Beirão
Projecto que pretende mergulhar nas raízes musicais e poéticas da cultura portuguesa, e a partir daí criar algo novo, fundindo poesia dos mais variados autores com músicas originais mas também algumas bem conhecidas em “casamentos” consequentes e coerentes, ainda que por vezes pareçam inesperados e altamente improváveis.
Pretende-se explorar a interdisciplinaridade e complementaridade entre música e poesia, umas vezes tendo como ponto de partida a lógica, a musicalidade e os ritmos das palavras, outras vezes seguindo os caminhos para os quais a melodia, a musicalidade e os ambientes criados por determinadas músicas nos remetem. Na maioria das vezes, fusionando os vários caminhos que se bifurcam e promovendo a interpenetração (que na maioria das vezes não deixa de ser intuitiva) de ambas as dimensões, a fim de criar uma dimensão e um ambiente que se quer converter numa (outra) construção alternativa, capaz de apelar à lógica, mas também à emoção e aos sentidos.
O objectivo é criar uma conversa e uma narrrativa (em forma de música e de poesia que muitas vezes se misturam e sobrepõem), a partir das muitas conversas e temáticas reais e metafóricas para as quais as palavras e as melodias nos remetem.
PORQUÊ ZEBRO ?
O zebro era uma espécie de equídeo selvagem que vivia nas zonas interiores da Península Ibérica, até à sua extinção no século XVI.
As crónicas medievais descrevem o zebro como um animal parecido com o burro doméstico, mas mais alto e forte, muito veloz e com mau temperamento, de cor de tijolo e com o pêlo riscado de cinzento e branco no dorso e nas patas.
Nos locais onde foi abundante, conservam-se vários topónimos relacionados com este animal, como Ribeira do Zebro, Casas da Zebreira, Vale de Zebro, Zebreira , Zebral e Zebraínho, Pedrafita do Cebreiro, Cebrones del Río, Valdencebro, Cebreros, Encebras, etc
Quando os navegadores portugueses começaram a explorar o litoral africano e chegaram ao Cabo da Boa Esperança, nos finais do século XV, encontraram uns equídeos riscados a que deram o nome de zebras, nome por que são conhecidos hoje em dia estes animais em quase todas as línguas do mundo.
Blandino Soares
Músico e compositor. Estuda e explora criativamente a cultura musical tradicional e popular de expressão portuguesa. Fez parte de projectos musicais como Chamaste-m’ó?! convinha tradicional, Le Partisan, entre outros. Fez também música para teatro, e musicou poesia de poetas consagrados e não consagrados, antigos e contemporâneos. É multi-instrumentista e recorre a uma grande variedade de instrumentos, mas para já neste projecto recorrerá essencialmente à guitarra e à concertina.
Luís Beirão
Performer, comunicador, tradutor e poeta. Tem um par de livros publicados e poemas em várias antologias. Partilhou a sua escrita através de vários canais e dos seus projectos performativos. É um andarilho e amante convicto da “poesia viva” e dos mundos e potencialidades que podem ser abertos através performance poética. Foi membro durante décadas em várias iniciativas , projectos e eventos, em nome individual ou colectivo. Foi responsável pelo bar Olimpo, dedicado a eventos culturais.
Poesias e músicas de Miguel Torga, Zeca Afonso, Blandino Soares, tradicionais galegas e portuguesas, João Rios, Eugénio de Andrade, João Habitualmente, Regina Guimarães, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Reinaldo Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Herberto Hélder, Al Berto, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Sebastião da Gama, Mário Cesariny, Augusto Gil, João de Deus, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Lobo Antunes, Ary dos Santos, Sousa Braga, Jorge de Sena, Casais Monteiro, Manuel Alegre, Sá Carneiro, etc, etc.
Duração prevista: 1 h 20/30 m, com 15/20 m de intervalo.

3.10.26
Às 17.00h
Dia Internacional da Não-Violência
O Dia Internacional da Não-Violência celebra-se, anualmente, no dia 2 de outubro, na sequência da Resolução 61/271, de 15.06.2007, da Assembleia Geral da ONU, coincidindo com o aniversário do nascimento do Mahatma Gandhi.
Para assinalar essa data, vários organismos do Movimento Humanista promovem uma conversa sobre a não-violência ativa, a ter lugar no próximo dia 3 de outubro, entre as 17h e as 19.30h, na Macaréu – Associação Cultural, na cidade do Porto.
A conversa terá como mote a partilha de testemunhos sobre ações não-violentas transformadoras e os efeitos para a vida, nomeadamente de quem as pratica, tendo como detonador o relato da experiência de vários coletivos.
Na verdade, muita gente tem experiências de dedicar a sua energia e tempo a atividades com sentido, ações que se registam internamente como muito válidas, mais importantes do que qualquer sentido ilusório proposto pelo sistema socioeconómico em que vivemos, mas que muitas vezes são desvalorizadas. É esse registo interno de fazer algo válido, com a metodologia da não-violência ativa, o tema central da conversa. Nesse sentido, visa-se a troca de ideias e experiências sobre o motor interior de cada um, que não permite aos ativistas manterem-se indiferentes ao que se passa à sua volta, “dedicando-se apenas à sua vida”.
A conversa é aberta a todos os interessados, porque a construção do futuro comum também passa por aqui.

19.09.26
Às 21.00h
Zebro: Projecto de Bandino Soares & Luis Beirão
Projecto que pretende mergulhar nas raízes musicais e poéticas da cultura portuguesa, e a partir daí criar algo novo, fundindo poesia dos mais variados autores com músicas originais mas também algumas bem conhecidas em “casamentos” consequentes e coerentes, ainda que por vezes pareçam inesperados e altamente improváveis.
Pretende-se explorar a interdisciplinaridade e complementaridade entre música e poesia, umas vezes tendo como ponto de partida a lógica, a musicalidade e os ritmos das palavras, outras vezes seguindo os caminhos para os quais a melodia, a musicalidade e os ambientes criados por determinadas músicas nos remetem. Na maioria das vezes, fusionando os vários caminhos que se bifurcam e promovendo a interpenetração (que na maioria das vezes não deixa de ser intuitiva) de ambas as dimensões, a fim de criar uma dimensão e um ambiente que se quer converter numa (outra) construção alternativa, capaz de apelar à lógica, mas também à emoção e aos sentidos.
O objectivo é criar uma conversa e uma narrrativa (em forma de música e de poesia que muitas vezes se misturam e sobrepõem), a partir das muitas conversas e temáticas reais e metafóricas para as quais as palavras e as melodias nos remetem.
PORQUÊ ZEBRO ?
O zebro era uma espécie de equídeo selvagem que vivia nas zonas interiores da Península Ibérica, até à sua extinção no século XVI.
As crónicas medievais descrevem o zebro como um animal parecido com o burro doméstico, mas mais alto e forte, muito veloz e com mau temperamento, de cor de tijolo e com o pêlo riscado de cinzento e branco no dorso e nas patas.
Nos locais onde foi abundante, conservam-se vários topónimos relacionados com este animal, como Ribeira do Zebro, Casas da Zebreira, Vale de Zebro, Zebreira , Zebral e Zebraínho, Pedrafita do Cebreiro, Cebrones del Río, Valdencebro, Cebreros, Encebras, etc
Quando os navegadores portugueses começaram a explorar o litoral africano e chegaram ao Cabo da Boa Esperança, nos finais do século XV, encontraram uns equídeos riscados a que deram o nome de zebras, nome por que são conhecidos hoje em dia estes animais em quase todas as línguas do mundo.
Blandino Soares
Músico e compositor. Estuda e explora criativamente a cultura musical tradicional e popular de expressão portuguesa. Fez parte de projectos musicais como Chamaste-m’ó?! convinha tradicional, Le Partisan, entre outros. Fez também música para teatro, e musicou poesia de poetas consagrados e não consagrados, antigos e contemporâneos. É multi-instrumentista e recorre a uma grande variedade de instrumentos, mas para já neste projecto recorrerá essencialmente à guitarra e à concertina.
Luís Beirão
Performer, comunicador, tradutor e poeta. Tem um par de livros publicados e poemas em várias antologias. Partilhou a sua escrita através de vários canais e dos seus projectos performativos. É um andarilho e amante convicto da “poesia viva” e dos mundos e potencialidades que podem ser abertos através performance poética. Foi membro durante décadas em várias iniciativas , projectos e eventos, em nome individual ou colectivo. Foi responsável pelo bar Olimpo, dedicado a eventos culturais.
Poesias e músicas de Miguel Torga, Zeca Afonso, Blandino Soares, tradicionais galegas e portuguesas, João Rios, Eugénio de Andrade, João Habitualmente, Regina Guimarães, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Reinaldo Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Herberto Hélder, Al Berto, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Sebastião da Gama, Mário Cesariny, Augusto Gil, João de Deus, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Lobo Antunes, Ary dos Santos, Sousa Braga, Jorge de Sena, Casais Monteiro, Manuel Alegre, Sá Carneiro, etc, etc.
Duração prevista: 1 h 20/30 m, com 15/20 m de intervalo.

18.09.26
Às 21.00h
Conversa – debate: O maestro silencioso (Nuestras vidas en el viento solar), de Alfredo Behrens
Sinopse (de Mohua Lahiri)
De vez em quando, alguns livros escapam às masmorras académicas e chegam ao grande público, e descobrimos algo que nos faz ver o mundo de outro modo. “Nuestras vidas en el viento solar”, de Alfredo Behrens, é um desses livros. Reunindo décadas de investigação — mais de cinquenta anos de trabalho acumulado por diversos investigadores, incluindo o próprio autor — Behrens compôs uma obra que examina o impacto das erupções solares e das perturbações geomagnéticas nos seres humanos. O foco não recai sobre as consequências ecológicas — a aurora boreal, as tempestades, as avalanchas, as alterações climáticas — mas sobre o efeito que essas forças exercem sobre as pessoas: a sua saúde mental e, de forma ainda mais surpreendente, os grandes movimentos sociais.
Como escreve Behrens: “Durante quatro mil milhões de anos, a vida na Terra adaptou-se a um fundo electromagnético específico: o campo magnético da Terra, o vento solar, as perturbações rítmicas provocadas pelos ciclos solares. A nossa biologia evoluiu neste ambiente. Os nossos ritmos circadianos, a nossa neuroquímica, a nossa regulação cardiovascular — tudo se desenvolveu em concerto com estas forças invisíveis.” Ainda assim, Behrens não adopta uma posição fatalista. Compara o ser humano ao plâncton que se move numa grande corrente, onde cada organismo continua a exercer escolhas independentes. O livro cita exemplos ao longo de séculos, de civilizações e de latitudes diversas, incluindo regiões onde as tendências parecem inverter-se.
O livro é fascinante. Behrens reúne múltiplos estudos sobre a forma como as ejecções de massa coronal seguem um ciclo de aproximadamente onze anos, alternando entre máximos e mínimos. Quando o ciclo se aproxima do máximo, os casos de perturbação da saúde mental aumentam; diminuem no mínimo. Mas os efeitos não se ficam pelo plano individual. A uma escala mais ampla, os índices económicos também são afectados, e o mesmo parece acontecer com os movimentos políticos. Behrens começou por “comparar a actividade geomagnética actual com o medo futuro nos mercados, procurando ecos ao longo do tempo” — e, para sua surpresa, encontrou uma correlação estatisticamente significativa com um horizonte de noventa dias após as perturbações geomagnéticas. Analistas que examinaram o trabalho assinalaram que, mesmo sendo um sinal de magnitude modesta, a sua relevância cresce com a escala: em gestão de grandes volumes, até uma fración de porcentaje se acumula de forma significativa.
Behrens levanta questões fundamentais sobre o livre-arbítrio e as escolhas colectivas, no contexto dos efeitos dos campos geomagnéticos sobre os seres humanos. Os exemplos que reúne deveriam levar qualquer pessoa a parar e a reflectir sobre o que testemunhou no passado e sobre o que testemunha no presente. O estilo de escrita é acessível ao grande público, sem nunca se tornar pedante. Histórias com rosto humano entrelaçam-se com factos provenientes de investigação bem documentada. Uma leitura obrigatória para a mente curiosa e pensante.
Alfredo Behrens estuda se algo tão vasto como a atividade solar molda algo tão íntimo como a escolha de quem nos lidera. Especialista em liderança intercultural, doutorado por Cambridge, que lecionou em Harvard, Princeton e na London Business School antes de se fixar na FIA Business School, é hoje igualmente conhecido por uma linha de investigação revista por pares que defende que o estilo de liderança — comunitário versus agêntico, orientado para o consenso versus individualista — oscila em sintonia com o ciclo solar de sensivelmente onze anos. O seu trabalho anterior, mais convencional, inclui Culture and Management in the Americas (Stanford University Press) e o premiado Gaucho Dialogues on Leadership and Management (Anthem Press), tendo já aconselhado membros de conselhos de administração nas áreas bancária, farmacêutica, energética e tecnológica, com artigos de opinião publicados regularmente na Harvard Business Review e no Financial Times.

12.09.26
Às 21.00h
E se inventássemos o mar de volta?
E se inventássemos o mar de volta” é +/- um concerto. Também é +/- um convite para pensar.
Inspirado num verso do tema FMI, de José Mário Branco, este espetáculo cruza música, palavras e pessoas.
No fundo, é um encontro. E, quem sabe, uma esperança coletiva de inventar o mar de volta.

11.09.26
Às 21.00 h
Apresentação do livro A Galiza de José Afonso, de Paulo Esperança.
A apresentação e música estarão a cargo de José Luís Guimarães Partindo da profunda ligação de José Afonso à Galiza, esta obra percorre os laços de amizade, solidariedade e resistência que uniram o cantor ao povo galego, mostrando como a sua música e o seu pensamento continuam vivos dos dois lados da fronteira. Mais do que recordar um músico, o livro convida-nos a revisitar o seu legado como um espaço de encontro entre culturas, de liberdade e de esperança.

28.08.26
Às 21.00h
Concerto com IL Harmonica Trio
Depois da digressão Europeia de 2025, que contou com presença na televisão portuguesa RTP1 e no Festival de Harmónicas de Calella (Barcelona, Espanha), IL Harmonica Trio está de volta à Europa numa digressão que conta, para já, com várias datas confirmadas em Espanha. Nesta nova digressão apresentará o seu novo lançamento de estúdio – Transatlántico – gravado parcialmente em Roterdão, Países-Baixos, e Buenos Aires, Argentina.
Contando já com mais de dez anos de existência e focado na divulgação e interpretação de clássicos e originais do tango e música tradicional Argentina numa formação incomum de três harmónicas, IL Harmonica Trio é liderado por Crispy Aguirre (voz, harmónica de acordes, harmonetta, harmónica cromática) e Andrés Chorny (harmónica baixo, piano, voz), contando ainda com o Português Ricardo Silva (harmónica cromática), após ter integrado o grupo na digressão anterior.

6.08.26
Às 20.00h
Filme: Guardiãs do nascimento, de Francisca Marvão
Guardiãs do Nascimento é um filme sobre parto humanizado, empoderado, informado e consciente. Convida à reflexão sobre o nascimento, à partilha de conhecimentos e histórias, e ao diálogo sobre como nascemos em Portugal.
Com: Diana Nogueira, José D’Almeida, Teresa D’Almeida, Amélia Lopes Perdigão, Alexandrina Mendes, Saritta Nápoles, Joana Vitória Martins, Esther de León Rodriguez, João Galante, Ana Borralho, Mário Santos, Raquel Cajão, Sofia Carvalhais, Patrícia Capela, Irina Pires, Enzo Santos, Luísa Condeço, Lurdes Rodeia, Sara do Vale, Susana Costa, Carolina Coimbra, Bárbara Yü Belo, Marta Santos Lima, Ana Catarina Infante, Teresa Silvestre, Laylla Coelho, Cinthia Matos, Nelson Ramos, Teresa Miguel, Carolina Ramos, Ana Lúcia Palminha
Realização: Francisca Marvão
Ideia original e consultoria de conteúdos: Cinthia Matos e Laylla Coelho Direção de produção: Diana Martins
Direção de fotografia: Concha Silveira e Ricardo Mof
Música: Joana Guerra
Montagem: Diana Martins e Francisca Marvão
Correção de cor: Gonçalo Ferreira
Mistura de som: Hugo Leitão
Montagem de som: André Simões
Captação de som: Bruno Silveira e João Amélio
Coprodução: Espaço Nascer
Produção: Uma Ova
Estreia: Porto Femme – Festival Internacional de Cinema 2026
Para mudar o mundo, é preciso mudar a forma de nascer. – Michel Odent
Francisca Marvão
Francisca Marvão é realizadora, formada em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia pela Universidade Lusófona de Lisboa. O seu trabalho em documentário centra-se na memória, na identidade e nas formas de resistência. Em 2017, estreou a curta-metragem “O Descanso na Intensidade das Cores” no Doclisboa e, em 2019, estreou a sua primeira longa-metragem, “Ela é uma Música”, sobre as mulheres e o rock em Portugal, no IndieLisboa. Concluiu recentemente os filmes “Guardiãs do Nascimento”, com estreia no Porto Femme 2026 e “Quem tem medo de Zurita de Oliveira?”, que vai estrear no IndieLisboa 2026. Em 2023, co-fundou a Uma Ova – Associação Cultural com Diana Martins, onde desenvolve projetos transdisciplinares.
Diana Martins
Licenciou-se em Estudos Artísticos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e concluiu o mestrado em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, tendo estagiado no Teatro O Bando, em 2012 e no Teatro delle Albe, em 2016. Complementou a sua formação com vários cursos e workshops de artes performativas, cinema, fotografia e produção cultural. Entre 2017 e 2022 integrou a equipa de produção da Materiais Diversos e, em 2023, a do Teatro O Bando. No mesmo ano, cofundou a Uma Ova – Associação Cultural com Francisca Marvão, com quem está a co-realizar o filme “38 voos por hora”. Colaborou também nos seus filmes “Quem tem medo de Zurita de Oliveira?” (direção de produção e assistência de realização) e “Guardiãs do Nascimento” (direção de produção e montagem), ambos com estreia em 2026, no IndieLisboa e no Porto Femme. Desde 2024, é responsável pela coordenação de produção do PEDRA DURA – Festival de Dança do Algarve, da CAMA a.c. e, desde 2025, das peças do coreógrafo Daniel Matos. A performance, em parceria com o PUF Colectivo, e a fotografia, que desenvolve de forma independente, continuam presentes no seu percurso.
Cinthia Matos
Nascida no Luxemburgo, formou-se como Doula em 2016 com Luísa Condeço. Desde aí, tem acompanhado gestantes no seu percurso de gravidez, parto, pós-parto e interrupção da gravidez. Desde jovem que é apaixonada pelo desenvolvimento comunitário, a educação não-formal e a sociocracia. Acredita que doular é confiar e acreditar na sabedoria do corpo da mulher e na importância da sua preparação para a maternidade. Acredita que a ligação entre mulheres é um factor valioso para se conectarem com as suas heranças ancestrais, preparando-as de forma consciente e informada para o momento de dar à luz.
Laylla Coelho
Nutricionista há 25 anos e doula há 13 anos, com atuação orientada por uma abordagem integrativa do cuidado. É doula mentora na Rede Portuguesa de Doulas e possui uma trajetória de 15 anos como professora universitária, experiência que sustenta uma prática fundamentada, ética e sensível às dimensões humanas do acompanhamento. É fundadora do audiocurso Perimenopausa Integrativa, projeto no qual integra conhecimento técnico, experiência clínica e educação em saúde para apoiar mulheres numa fase de intensas transformações físicas, emocionais e identitárias. Sua atuação como doula baseia-se na presença qualificada e no acompanhamento contínuo de processos de vida, compreendendo o doular como um exercício de escuta, respeito e apoio à autonomia. Para si, este trabalho consiste em caminhar ao lado de cada pessoa, favorecendo a reconexão com a intuição, o fortalecimento do autoconhecimento e a construção de caminhos possíveis de saúde, equilíbrio e bem-estar.
UMA OVA – ASSOCIAÇÃO CULTURAL
Rua Fernando Caldeira 14 rc esq. 1700-189 Lisboa
Telefone: 00351 917777821
Email: diana.umaova@gmail.com / guardiasdonascimento2022@gmail.com

1.08.26
Às 21.00h
Projecto Zebro, com Luís Beirão e Blandino Soares
MAIS UMA NOITE DO ZEBRO!
O projecto Zebro mergulha nas raízes da cultura portuguesa, e a partir daí cria algo novo, fundindo poesia dos mais variados autores com músicas originais mas também algumas bem conhecidas em “casamentos” consequentes e coerentes, ainda que por vezes inesperados e altamente improváveis.
Pretende-se explorar a complementaridade de formatos, umas vezes tendo como ponto de partida a lógica, a musicalidade e os ritmos das palavras, outras vezes seguindo os caminhos para os quais a melodia, a musicalidade e os ambientes criados por determinadas músicas nos remetem. Na maioria das vezes, fusionando ambos os caminhos e promovendo a interpenetração (que na maioria das vezes não deixa de ser intuitiva) de ambas as dimensões, a fim de criar uma dimensão e um ambiente que se quer converter numa (outra) construção alternativa, capaz de apelar à lógica, mas também à emoção e aos sentidos. Projecto de Blandino Soares & Luis Beirão.

31.07.26
Às 21.00h
Concerto dos Lúdica Música – “Summertime” o verão na canção …
O trio brasileiro Lúdica Música!, formado por Rosana Britto (voz, guitarra, percussão),
Isabella Ladeira (voz, percussão) e Gutti Mendes (voz, guitarra, percussão) comemora em 2026 seus 35 anos de trajetória entre Brasil e Portugal.
Os artistas apresentam na Associação Cultural Macaréu no próximo dia 31 de Julho às 21:00
o concerto “Summertime – O Verão na Canção”, com música brasileira, portuguesa e do mundo,
em arranjos cheios de personalidade e balanço e temas passados por seu “ludificador”.A não perder!

25.07.26
Às 21.00h
Apresentação do livro Casulo, de Vitor Hugo Moreira
Vítor Hugo Moreira (Recarei / Paredes, 1983), actualmente a residir na Castanheira, aldeia do concelho da Guarda, ator, performer e autor, com vários livros publicados, entre a poesia e a prosa poética.
Casulo (2026) é o seu livro mais recente, em edição de autor, que se junta a vários outros, como Ventre (2023), Poeira (2022), a triologia Resfeber, Raiz e Corpo (2018–2021), Degrau (2016) ou Devaneios (2012), entre outros. Dinamizou noites de poesia no Porto, como a Poetry Slam Porto ou as sessões da Casa Bô. Integrou o programa Vadiação Poética, na Rádio Manobras, e impulsionou projetos de escrita, como Poesia de Café, Poesia é Para se Comer ou Poemó’Corpo. Integrou o III Festival Alguen que Respira, em Santiago de Compostela, e participou em antologias poéticas entre Portugal e Brasil.
Com prefácio de Caio Di Palma, posfácio de Emmanuelle Guenot, capa e contracapa de Teh Conceiçao Alexandre, Casulo é um livro de viagens nas noites que submergem dos pensamentos e em que a solidão do sal da lágrima é o azul dos dias que clareiam na paz da aceitação da condição humana. Entre o luto da morte e o luto do vivo surgem viagens interiores onde a dor e o sangue circulam entre a poeira do caminho e o abandono da mão.
O livro é apresentado por Eduardo Roseira, mestre e andarilho das Palavras Vivas. O guitarrista, Joel Nachio fará o acompanhamento musical e um pequeno concerto no fim da apresentação do livro.Thomas Bakk sempre foi um amigo, confidente, e colaboramos por diversas vezes em vários trabalhos e chega o momento de lhe fazer a justa homenagem da minha /nossa parte. E nesta noite de encontro e de partilha onde o Thomas sempre mereceu todo o meu respeito,lhe coloco o chapéu em seu nome, não de memória mas de respeito. Como ele me dizia, o poema começa no princípio do era uma vez


10-11.07.26
Às 21.30h
12.07.26
Às 16.00h
CTM (9): Requiem por Isabel. De Raquel Serejo Martins. Encenação de Fernando André.
Sinopse
Esta encenação de Requiem por Isabel, de Raquel Serejo Martins, procura preservar a essência e a integridade do texto original, respeitando a profundidade humana das personagens e a delicadeza com que a autora aborda a velhice, a memória e os laços que se constroem nos momentos mais inesperados.
Através da convivência entre Lucrécia, outrora uma atriz consagrada, e Isabel, professora reformada e viúva, a peça revela o encontro de dois universos aparentemente opostos, unidos pela solidão, pelas recordações e pela necessidade de companhia. É um retrato sensível de um quotidiano que, apesar da sua aparente simplicidade, encerra uma profunda reflexão sobre o tempo, a identidade e a condição humana.
A proposta cénica assenta num espaço único e transformável, onde a sonoplastia desempenha um papel fundamental na criação dos diferentes ambientes e atmosferas da narrativa. Através do desenho sonoro e da alteração pontual de alguns elementos cénicos, o mesmo espaço ganha novas configurações, permitindo que a ação transite de forma fluida entre os vários momentos da história.
Mantendo-se fiel à dramaturgia original, esta versão introduz adaptações de encenação, marcação e construção das personagens, procurando valorizar as relações humanas que sustentam a obra. O resultado é um espetáculo intimista, onde a palavra, a interpretação e a atmosfera se unem para homenagear a sensibilidade e a beleza do texto de Raquel Serejo Martins.
Fernando André é ator, encenador e produtor cultural, com uma forte ligação à criação teatral contemporânea e a projetos de intervenção social. Formado pela ACE – Escola de Artes, no Porto, desenvolveu o seu percurso artístico sob orientação de diversos profissionais de referência. Enquanto ator, participou em múltiplas produções teatrais, interpretando obras de autores como William Shakespeare, Harold Pinter e Federico García Lorca, bem como em criações originais integradas em companhias e projetos culturais como a Seiva Trupe, Teatro Aramá e iniciativas promovidas pelo Município do Porto. Paralelamente à interpretação, tem desenvolvido trabalho como encenador e coencenador, destacando-se projetos como “Cidade do Peito Aberto” e “Neve Derretida”. Assumiu também funções relevantes na área da produção cultural e gestão, tendo sido Diretor Executivo da Seiva Trupe e colaborado em diversos projetos artísticos e comunitários. Atualmente, mantém atividade contínua como ator e criador, sendo também Presidente da Assembleia Geral do Teatro Aramá.
Filipe Silva. Músico, compositor de bandas sonoras para teatro, vídeo e instalação, professor.
É membro do septeto HHY & The Macumbas e trabalha a solo como HOMO. Com ambos os projectos, lançou álbuns em editoras portuguesas, inglesas e norte-americanas, e tocou em 13 países europeus, bem como nos EUA. Trabalhou com o Teatro Aramá, Ensemble, e Teatro do Bolhão, entre outros.

3-4.07.26
Às 21.30h
5.07.26
Às 16.00h
CTM (8): O que diz sim. O que diz não. De Bertolt Brecht. Encenação de Tó Maia.
A peça «O que diz não» foi escrita entre janeiro e outubro de 1931, para formar um díptico com a segunda versão de «O que diz sim». A primeira publicação das duas peças em conjunto fez-se no fim de 1931. «O que diz não» não estreou na Alemanha em vida de Brecht, nem Weill chegou a compor música para o texto. A estreia absoluta das duas peças em conjunto, pelo recém-criado Living Theatre de Nova Iorque, ocorreu em 1951.
Esta peça estreou em Portugal no Teatro António Pedro, no Porto, em maio de 1975, num espetáculo com o título, «Uma tarde com Brecht», pelo Teatro Experimental do Porto.
O que diz sim. O que diz não
“Acima de tudo, o importante é aprender a estar de acordo
Muitos dizem que sim, e no entanto ninguém está de acordo
A muitos nem sequer se pergunta e muitos
Estão de acordo com o erro. Por isso:
Acima de tudo, o importante é aprender a estar de acordo.”
Síntese biográfica de Tó Maia
Formou-se em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 2007.
Inicia a sua atividade como ator em 1990, tendo trabalhado em várias companhias e projetos teatrais na cidade porto:Teatro Art’Imagem, TEP – Teatro Experimental do Porto, Cão Danado, Seiva Trupe, entre outras companhias e projetos independentes.
É diretor do Teatro Aramá desde a sua formação, em 1995, onde exerce funções de ator, encenador e produtor.
Formação Teatral – Participa em vários Workshops de formação: Butôh orientado por Christine Chu Shinae, Workshop de interpretação “teatro da crueldade” dirigido por Martin Williams, Curso “ Circus Skills and Outdoor Theatre (Teatro circo), na Escola Nacional de Circo Fool Time, em Bristol, Inglaterra. Curso “Celebrating Arts no“ Welfare State International em Overtones, Inglaterra.
Encenador e ator – Trabalhou, entre outros, autores como: Franz Kafka, Robert Walser, Harold Pinter, Oscar Wilde, Jim Cartwright, Karl Valentin, Copi, F. Garcia Lorca, Javier Tomeo, Ésquilo, Sófocles, Bertholt Brecht, Shakespeare, Molière, Jean-Paul Sartre, Georg Büchner, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, António Lobo Antunes, Dostoiévski e textos inéditos.
Trabalhou, entre outros, com os encenadores: João Paulo Costa, João Brites, Bim Maison, Roberto Merino, Jacinto Durães, Joclécio Azevedo e Cláudio Lucchesi.
Formador
Desde1999, orienta vários Workshops de iniciação ao teatro em meios universitários e associativos. Mantendo -se atualmente como formador e encenador do Tic – Tac . Teatro Amador de Ciências, UP.

28.06.26
Às 21.00h
Conversa à volta da obra O poeta em construção, de Rui Marques
O livro “O poeta em construção” da autoria do poeta e escritor Rui Marques, é uma abordagem poética da construção como grande metáfora da existência humana. Com efeito, o poeta é um indivíduo que se constrói, desconstrói e reconstrói permanentemente, e essa metamorfose criativa é a grande constante da sua vida.
Por isso, ele mergulha no dia-a-dia, nas vicissitudes que o inquietam, usando a matéria-prima ao seu dispor, o cimento invisível que é a palavra, – um material raro, simultaneamente sólido e leve, construindo uma obra, uma casa poética para habitar . Este evento de apresentação de “O poeta em construção”, na Macaréu, no dia 28 de Junho às 21h00, é um convite para ler e ouvir poesia, mas também para fazer dela objeto de diálogo e interação coletiva, numa sessão que pretende exaltar os sentidos poéticos do autor, das leitoras e do público presente.
Nascido a 22 de janeiro de 1975 em Vila Nova de Gaia, Rui Marques passou a infância e juventude em Melgaço, onde viveu até à maioridade, na casa de família com os pais. A envolvência natural, aliada a um gosto pela liberdade e pela criação artística, estimularam, desde jovem, os seus primeiros textos em prosa e poesia. Licenciado em Jornalismo, tem uma pós-graduação em Ciências Documentais, vivendo na cidade do Porto, desde a década de 90, trabalhando em áreas como o jornalismo, o setor editorial ou a Biblioteca e Documentação.
É autor de três obras de poesia: “Poemas (Des) confinados”, publicado pela editora Poesia Fã Clube, em 2021, foi o seu primeiro livro de poesia. Nasceu no decurso da pandemia de covid -19, que afetou o mundo durante esse período.
“Porto: um roteiro sentimental”, publicado pelas Edições Esgotadas em 2022, o seu segundo livro, é uma carta de amor que o autor escreve à cidade que o acolheu na juventude e idade adulta, uma viagem sentimental pelos lugares e personalidades marcantes da cidade do Porto, e um tributo de gratidão pessoal a todas as experiências que aqui viveu.
“ O poeta em construção”, editado em 2026 pela Poética Edições, é o seu terceiro livro de poesia e é um relato, na primeira pessoa, da experiência de construção/reconstrução individual face ao mundo, e do poder que a imaginação poética tem para metamorfosear os materiais da vida, e para elevar a existência humana a uma dimensão sublime e transcendente.
Também participou com poemas em várias obras coletivas de poesia como o grupo “ Poesia às sete” editados em 2022, 2023 e 2026, e “ Habitar o intervalo”, integrando o grupo Bozes Boadoras; e no livro de contos “ O silêncio grita”, que juntou autores da Editora Edições Esgotadas .

28.06.26
Às 17.30h
Encontro musical standards de Jazz, com Anna Lundqvist e Paulo Barros
De um lado, a voz cristalina de Anna Lundqvist, uma das figuras mais carismáticas do jazz sueco; do outro, a sensibilidade ao piano de Paulo Barros. Juntos, este duo propõe uma reinterpretação cúmplice de standards de jazz, onde o diálogo entre o piano e a voz é o protagonista. Preparem-se para uma viagem onde o minimalismo e a emoção se encontram.”
Anna Lundqvist é uma das vozes mais progressistas e produtvas da cena jazzístca sueca há mais de duas décadas, desde que se formou no programa de música jazz da Skurup Folk High School. A sua missão tem sido mudaros padrões do jazz vocal, tanto na forma, no som e no visual. Trabalhar com música vocal instrumental, ou seja, sem letra, tem sido uma das suas marcas registadas.
Desde 2016, tem trabalhado alternadamente na Suécia e em Portugal, onde lidera e compõe para as suas bandas em Lisboa e é professora convidada. É agora a sua «segunda casa». Lançou sete álbuns em nome próprio. O seu últmo e quinto álbum, ‘MEWE’ (Prophone/NAXOS), foi um grande sucesso em todo o mundo e foi nomeado para o prémio Jazz do Ano 2018 na prestgiada cerimónia Manifestgalan, em Estocolmo. Em Portugal, Anna lidera a banda Anna Lundqvist Lisboa Cinco, sediada em Lisboa. Em setembro de 2023, lançaram o álbum de estreia ‘Sou Anna’ (Prophone/NAXOS). Em 2026, o foco estará na
sua nova banda sueca AHLFA, no trio FLUKE, sediado na Alemanha e em Portugal, e no The Carvalho Lundqvist Project, juntamente com a baterista e estrela em ascensão Maria Cavalho. No fnal do ano, será também lançada uma segunda edição do seu livro ‘The Anna Lundqvist Songbook
Paulo Barros
Nasceu em Kingston-Upon-Thames, Inglaterra em 1968. Começou a estudar piano clássico com 7 anos de idade. Em 1998 concluiu o Bacharelato de piano da ESMAE com a prof. Madalena Soveral.
Paralelamente à música clássica, interessa-se pelo jazz e em 1998 ingressa no Conservatório de Música de Amestardão, onde conclui em 2002 a licenciatura em piano jazz. Aí frequentou workshops com Danilo Perez, Ralph Irizary, Deborah Brown, Kenny Werner, Gerry Dial e Edie Martinez, tendo tido aulas com estes três últimos.
Tocou, entre outros, com Carles Benavente, Jorge Pardo, Ricardo Fabini, Carlos Carli, Pedro Moreira, José Luis Rêgo, Paula Oliveira, Kiko Pereira, Jorge Reis, Paulo Pinto, Manuel Oliveira etc.
Esteve presente em vários Festivais e salas de concertos em Portugal e noutros países como Alemanha, Cabo Verde, Dinamarca, Espanha, EUA, Holanda, Itália e México.
Gravou o CD “Slow Emotion” em duo com a cantora Dinamarquesa Mai Seidelin Norby que teve a participação especial do contrabaixista Jesper Bodilson.
Tem acompanhado vários músicos em cujos CDs participa como Adriana Miki nos CDs “Sashimiki” e ”Mulata de Arroz”, Quarteto de Carlos Mendes no CD “Estórias”, Quinteto de Manuel Linhares com os CDs “Traces of Cities” e “Bounderies” e o quarteto de Richard Okkerse.
Gravou a solo o CD “um piano só” e o CD “ Live PianoSolo@CDM” (gravado ao vivo na Casa da Música) e outro com o Trio Paulo Barros “Colagens”.
Leccionou em várias escola de música do País, entre as quais a Escola de Jazz JazzAoNorte, a Escola de Jazz de Coimbra, Instituto Piaget de Mirandela, Escola de Jazz do Hot Club de Portugal e Escola de Jazz de Braga onde ainda lecciona. É responsável desde 2013 pela cadeira de Improvisação da licenciatura de Música da Universidade do Minho como assistente convidado.

21.06.26
Às 18.00h
INUTILISTAS: Leitura dramatizada de Vamos comprar um Poeta, de Afonso Cruz
No domingo 21 de de junho, juntamo-nos para o encerramento das aulas da Oficina de Interpretação da Poesia. Desta vez, arregaçamos as mangas para a prosa poética e vamos ser todos INUTILISTAS, a apresentar uma leitura dramatizada de VAMOS COMPRAR UM POETA de Afonso Cruz.
A entrada é livre e a adaptação do texto também!
O espaço é sujeito a lotação, mas o nosso coração, já sabem. Bora lá comprar um poeta, ou dois.
Esperamos por vocês!
Emilene Lima


20.06.26
Às 21.30h
Zebro: Projecto de Bandino Soares & Luis Beirão
Projecto que pretende mergulhar nas raízes musicais e poéticas da cultura portuguesa, e a partir daí criar algo novo, fundindo poesia dos mais variados autores com músicas originais mas também algumas bem conhecidas em “casamentos” consequentes e coerentes, ainda que por vezes pareçam inesperados e altamente improváveis.
Pretende-se explorar a interdisciplinaridade e complementaridade entre música e poesia, umas vezes tendo como ponto de partida a lógica, a musicalidade e os ritmos das palavras, outras vezes seguindo os caminhos para os quais a melodia, a musicalidade e os ambientes criados por determinadas músicas nos remetem. Na maioria das vezes, fusionando os vários caminhos que se bifurcam e promovendo a interpenetração (que na maioria das vezes não deixa de ser intuitiva) de ambas as dimensões, a fim de criar uma dimensão e um ambiente que se quer converter numa (outra) construção alternativa, capaz de apelar à lógica, mas também à emoção e aos sentidos.
O objectivo é criar uma conversa e uma narrrativa (em forma de música e de poesia que muitas vezes se misturam e sobrepõem), a partir das muitas conversas e temáticas reais e metafóricas para as quais as palavras e as melodias nos remetem.
PORQUÊ ZEBRO ?
O zebro era uma espécie de equídeo selvagem que vivia nas zonas interiores da Península Ibérica, até à sua extinção no século XVI.
As crónicas medievais descrevem o zebro como um animal parecido com o burro doméstico, mas mais alto e forte, muito veloz e com mau temperamento, de cor de tijolo e com o pêlo riscado de cinzento e branco no dorso e nas patas.
Nos locais onde foi abundante, conservam-se vários topónimos relacionados com este animal, como Ribeira do Zebro, Casas da Zebreira, Vale de Zebro, Zebreira , Zebral e Zebraínho, Pedrafita do Cebreiro, Cebrones del Río, Valdencebro, Cebreros, Encebras, etc
Quando os navegadores portugueses começaram a explorar o litoral africano e chegaram ao Cabo da Boa Esperança, nos finais do século XV, encontraram uns equídeos riscados a que deram o nome de zebras, nome por que são conhecidos hoje em dia estes animais em quase todas as línguas do mundo.
Blandino Soares
Músico e compositor. Estuda e explora criativamente a cultura musical tradicional e popular de expressão portuguesa. Fez parte de projectos musicais como Chamaste-m’ó?! convinha tradicional, Le Partisan, entre outros. Fez também música para teatro, e musicou poesia de poetas consagrados e não consagrados, antigos e contemporâneos. É multi-instrumentista e recorre a uma grande variedade de instrumentos, mas para já neste projecto recorrerá essencialmente à guitarra e à concertina.
Luís Beirão-
Performer, comunicador, tradutor e poeta. Tem um par de livros publicados e poemas em várias antologias. Partilhou a sua escrita através de vários canais e dos seus projectos performativos. É um andarilho e amante convicto da “poesia viva” e dos mundos e potencialidades que podem ser abertos através performance poética. Foi membro durante décadas em várias iniciativas , projectos e eventos, em nome individual ou colectivo. Foi responsável pelo bar Olimpo, dedicado a eventos culturais.
Poesias e músicas de Miguel Torga, Zeca Afonso, Blandino Soares, tradicionais galegas e portuguesas, João Rios, Eugénio de Andrade, João Habitualmente, Regina Guimarães, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Reinaldo Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Herberto Hélder, Al Berto, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Sebastião da Gama, Mário Cesariny, Augusto Gil, João de Deus, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Lobo Antunes, Ary dos Santos, Sousa Braga, Jorge de Sena, Casais Monteiro, Manuel Alegre, Sá Carneiro, etc, etc.
Duração prevista: 1 h 20/30 m, com 15/20 m de intervalo.

19.06.26
Às 21.00h
Concerto com Daniel Gnatali
Num formato intimista de voz e guitarra, Daniel Gnatali apresenta um concerto de canções originais que cruzam influências da Música Popular Brasileira e do folk contemporâneo. As composições destacam-se pelas melodias delicadas, harmonias elaboradas e letras de carácter poético, abordando temas como as transições, a passagem do tempo e as relações humanas.
Com uma interpretação próxima e envolvente, o artista conduz o público por um repertório que valoriza a canção como espaço de encontro, reflexão e partilha, aproximando diferentes tradições da música popular através de uma linguagem autoral e contemporânea.
Daniel Gnatali é cantor, compositor e artista visual do Rio de Janeiro. A sua obra transita entre a música e as artes visuais, abordando temas como a passagem do tempo e a relação humana com a incerteza e o mistério. Em formato de voz e guitarra, apresenta canções contemplativas que aproximam influências da Música Popular Brasileira e do folk contemporâneo. Ao longo da sua trajetória, tem sido distinguido em festivais e programas culturais no Brasil. Em 2026, se apresenta em Portugal pela primeira vez.

14.06.26
Às 16.00h
Concerto acústico Leo Poeta
Leo Poeta apresentará no seu concerto, uma proposta cultural que visa criar uma simbiose entre música e poesia, onde irá cantar ao som de guitarra acústica, tocada por David Eusébio.
Serão apresentados inúmeros temas do seu reportório, onde se incluem originais e versões de artistas com que se identifica, tais como Paulo Gonzo, Rui Veloso, Delfins, Pedro Abrunhosa, etc.
Entre músicas, serão recitados poemas que constam dos seus livros de poesia que editou ao longo da sua carreira.
Pretende-se assim o desenrolar de uma tarde agradável, com notas de harmonia e bem estar.

13.06.26
Às 17.00h
Apresentação do livro Contos Manhosos e Outras Histórias de Pedro Albuquerque.
Moderação de Eduarda Dias – radialista, a viver atualmente em Barcelona
Contos Manhosos e Outras Histórias representa um avanço na escrita de Pedro Albuquerque e a redescoberta do seu amor e ligação a África. Com prefácio de Bonga Kwenda e homenagem a Mia Couto, inclui passagens em Cabo Verde, uma história com Elza Soares e outros apontamentos autobiográficos.
MINIBIO Pedro Albuquerque
Pedro Albuquerque (Aveiro, 1992) revelou, desde cedo, apetência para as artes. Começando pela pintura, sentiu pouco depois a urgência de se comunicar por escrito. O seu amor pela literatura chegou antes mesmo de aprender a escrever, pedindo à família para que pusesse em papel aquilo que lhe vinha na alma. Com a entrada na escola, descobriu o verso e a declamação. Mais tarde, no secundário, criou um blogue mantendo-se ligado a outras formas de escrita. Mestre em Engenharia e Design de Produto pela Universidade de Aveiro, trabalhou vários anos na área até se virar para dentro e não mais largar os livros. Lançou “ExTratos Dramáticos” em 2022 e “Contos Manhosos e Outras Histórias” em 2025. Atualmente, encontra-se publicado em oito países.
CONTACTOS IMPORTANTES
E-Mail: dalbuquerquemvez@gmail.com
Telefone: +351 910223534
Links: https://linktr.ee/pedro_albuquerque_
Instagram: @pedroalbuquerque.lit

6 e 7.06
Às 21.30h e 16h, respectivamente
Teatro: Evangelho segundo São Barrabás, com Raphael Janeiro
Sinopse
Diante de uma narrativa cômica, que relaciona paixões intempestivas, jogos políticos e a busca pela cura de uma doença hereditária, um sujeito realiza pequenas ações de cunho pessoal, que interferem nos destinos do país, do continente, do mundo e de boa parte da Via Láctea. “Evangelho segundo São Barrabás” é uma comédia política sobre um sujeito em busca de tratamento para sua doença, durante um conturbado período de eleições presidenciais, onde um mega empresário disputa o poder contra um sujeito que se diz a reencarnação de São Barrabás. Uma história explosiva de amor, fé e poder.
Histórico da peça
“Evangelho segundo São Barrabás” é uma comédia brasileira, que estreou em 2019 no Rio de Janeiro. Vencedor de prêmios de Melhor Trilha Sonora (Araruama, 2019), Melhor Paisagem Sonora (Viçosa, 2022) e Melhor Texto Original (Passos, 2023), o espetáculo já passou por importantes palcos cariocas (Teatro Ipanema, Sala Baden Powell, Casa de Pedra) e realizou, em 2024, suas primeiras apresentações internacionais em Bolonha, na Itália. Em 2026 segue para apresentações em Barcelona, na Espanha, e no Porto, em Portugal.
Raphael Janeiro
Ator, dramaturgo e diretor brasileiro. Mestre em Artes da Cena pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante 10 anos integrou o grupo de teatro “Os PataPHísicos”, onde escreveu e atuou em espetáculos como “Film Noir”, “Banzai!”, “Isto não é uma Guerra” e “A Grande Obra de Arte da Pós Recessão”. Dentre outros trabalhos, escreveu e dirigiu o curta-metragem Teresa (2017) e criou os projetos digitais Sovina Comédia (2020) e Diálogo Rasgado (2021).
