Programa (junho de 2026 – …)

10-11.07.26

Às 21.30h

12.07.26

Às 16.00h

CTM (9): Requiem por Isabel. De Raquel Serejo Martins. Encenação de Fernando André.

Sinopse

Esta encenação de Requiem por Isabel, de Raquel Serejo Martins, procura preservar a essência e a integridade do texto original, respeitando a profundidade humana das personagens e a delicadeza com que a autora aborda a velhice, a memória e os laços que se constroem nos momentos mais inesperados.

Através da convivência entre Lucrécia, outrora uma atriz consagrada, e Isabel, professora reformada e viúva, a peça revela o encontro de dois universos aparentemente opostos, unidos pela solidão, pelas recordações e pela necessidade de companhia. É um retrato sensível de um quotidiano que, apesar da sua aparente simplicidade, encerra uma profunda reflexão sobre o tempo, a identidade e a condição humana.

A proposta cénica assenta num espaço único e transformável, onde a sonoplastia desempenha um papel fundamental na criação dos diferentes ambientes e atmosferas da narrativa. Através do desenho sonoro e da alteração pontual de alguns elementos cénicos, o mesmo espaço ganha novas configurações, permitindo que a ação transite de forma fluida entre os vários momentos da história.

Mantendo-se fiel à dramaturgia original, esta versão introduz adaptações de encenação, marcação e construção das personagens, procurando valorizar as relações humanas que sustentam a obra. O resultado é um espetáculo intimista, onde a palavra, a interpretação e a atmosfera se unem para homenagear a sensibilidade e a beleza do texto de Raquel Serejo Martins.

Fernando André é ator, encenador e produtor cultural, com uma forte ligação à criação teatral contemporânea e a projetos de intervenção social. Formado pela ACE – Escola de Artes, no Porto, desenvolveu o seu percurso artístico sob orientação de diversos profissionais de referência. Enquanto ator, participou em múltiplas produções teatrais, interpretando obras de autores como William Shakespeare, Harold Pinter e Federico García Lorca, bem como em criações originais integradas em companhias e projetos culturais como a Seiva Trupe, Teatro Aramá e iniciativas promovidas pelo Município do Porto. Paralelamente à interpretação, tem desenvolvido trabalho como encenador e coencenador, destacando-se projetos como “Cidade do Peito Aberto” e “Neve Derretida”. Assumiu também funções relevantes na área da produção cultural e gestão, tendo sido Diretor Executivo da Seiva Trupe e colaborado em diversos projetos artísticos e comunitários. Atualmente, mantém atividade contínua como ator e criador, sendo também Presidente da Assembleia Geral do Teatro Aramá.

Filipe Silva. Músico, compositor de bandas sonoras para teatro, vídeo e instalação, professor.

É membro do septeto HHY & The Macumbas e trabalha a solo como HOMO. Com ambos os projectos, lançou álbuns em editoras portuguesas, inglesas e norte-americanas, e tocou em 13 países europeus, bem como nos EUA. Trabalhou com o Teatro Aramá, Ensemble, e Teatro do Bolhão, entre outros.

3-4.07.26

Às 21.30h

5.07.26

Às 16.00h

CTM (8): O que diz sim. O que diz não. De Bertolt Brecht. Encenação de Tó Maia.

A peça «O que diz não» foi escrita entre janeiro e outubro de 1931, para formar um díptico com a segunda versão de «O que diz sim». A primeira publicação das duas peças em conjunto fez-se no fim de 1931. «O que diz não» não estreou na Alemanha em vida de Brecht, nem Weill chegou a compor música para o texto. A estreia absoluta das duas peças em conjunto, pelo recém-criado Living Theatre de Nova Iorque, ocorreu em 1951.

Esta peça estreou em Portugal no Teatro António Pedro, no Porto, em maio de 1975, num espetáculo com o título, «Uma tarde com Brecht», pelo Teatro Experimental do Porto.

O que diz sim. O que diz não

“Acima de tudo, o importante é aprender a estar de acordo
Muitos dizem que sim, e no entanto ninguém está de acordo
A muitos nem sequer se pergunta e muitos
Estão de acordo com o erro. Por isso:
Acima de tudo, o importante é aprender a estar de acordo.”

Síntese biográfica de Tó Maia

Formou-se em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 2007.

Inicia a sua atividade como ator em 1990, tendo trabalhado em várias companhias e projetos teatrais na cidade porto:Teatro Art’Imagem, TEP – Teatro Experimental do Porto, Cão Danado, Seiva Trupe, entre outras companhias e projetos independentes.

É diretor do Teatro Aramá desde a sua formação, em 1995, onde exerce funções de ator, encenador e produtor.

Formação Teatral – Participa em vários Workshops de formação: Butôh orientado por Christine Chu Shinae, Workshop de interpretação “teatro da crueldade” dirigido por Martin Williams, Curso “ Circus Skills and Outdoor Theatre (Teatro circo), na Escola Nacional de Circo Fool Time, em Bristol, Inglaterra. Curso “Celebrating Arts no“ Welfare State International em Overtones, Inglaterra.

Encenador e ator – Trabalhou, entre outros, autores como: Franz Kafka, Robert Walser, Harold Pinter, Oscar Wilde, Jim Cartwright, Karl Valentin, Copi, F. Garcia Lorca, Javier Tomeo, Ésquilo, Sófocles, Bertholt Brecht, Shakespeare, Molière, Jean-Paul Sartre, Georg Büchner, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, António Lobo Antunes, Dostoiévski e textos inéditos.

Trabalhou, entre outros, com os encenadores: João Paulo Costa, João Brites, Bim Maison, Roberto Merino, Jacinto Durães, Joclécio Azevedo e Cláudio Lucchesi.

Formador

Desde1999, orienta vários Workshops de iniciação ao teatro em meios universitários e associativos. Mantendo -se atualmente como formador e encenador do Tic – Tac . Teatro Amador de Ciências, UP. 

28.06.26

Às 21.00h

Conversa à volta da obra O poeta em construção, de Rui Marques

O livro “O poeta em construção” da autoria do poeta e escritor Rui Marques, é uma abordagem poética  da construção como grande metáfora da existência humana. Com efeito, o poeta é um indivíduo que se constrói, desconstrói e reconstrói permanentemente, e essa metamorfose criativa  é a grande constante da sua vida.

Por isso, ele mergulha no dia-a-dia, nas vicissitudes que o inquietam, usando a matéria-prima ao seu dispor, o cimento invisível   que é a palavra, –  um   material raro,  simultaneamente sólido e leve, construindo uma obra, uma casa poética para habitar . Este evento de apresentação de “O poeta em construção”, na Macaréu, no dia 28 de Junho às 21h00, é um convite para ler e ouvir  poesia, mas também  para fazer dela objeto de diálogo e interação coletiva, numa sessão que pretende exaltar os sentidos poéticos do autor, das leitoras e do público presente.

Nascido a 22 de janeiro de 1975 em Vila Nova de Gaia, Rui Marques passou a infância e juventude em Melgaço, onde viveu até à maioridade, na casa de família com os pais. A envolvência natural, aliada a um gosto pela liberdade e pela criação artística, estimularam, desde jovem, os seus primeiros textos em prosa e poesia. Licenciado em Jornalismo, tem uma pós-graduação em Ciências Documentais, vivendo na cidade do Porto, desde a década de 90, trabalhando em áreas como o jornalismo, o setor editorial ou a Biblioteca e Documentação.

É autor de três obras de poesia: “Poemas (Des) confinados”, publicado pela editora Poesia Fã Clube, em 2021, foi o seu primeiro livro de poesia. Nasceu no decurso da pandemia de covid -19, que afetou o mundo durante esse período.

“Porto: um roteiro sentimental”, publicado pelas Edições Esgotadas em 2022, o seu segundo livro,  é uma carta de amor que o autor escreve à cidade que o acolheu na juventude e idade adulta, uma viagem sentimental pelos lugares e personalidades marcantes da cidade do Porto,  e um tributo de gratidão pessoal a todas as experiências que aqui viveu.

“ O poeta em construção”, editado em 2026  pela Poética Edições,  é o seu terceiro livro de poesia e  é um relato, na primeira pessoa, da experiência de construção/reconstrução individual face ao mundo, e do poder que a imaginação poética tem para metamorfosear os materiais da vida,  e para elevar a existência humana a uma dimensão sublime e transcendente. 

Também participou com poemas em várias obras coletivas de poesia  como o grupo “ Poesia às sete” editados  em 2022, 2023 e  2026, e “ Habitar o intervalo”, integrando o  grupo Bozes Boadoras; e no livro de contos   “ O silêncio grita”,  que juntou autores  da Editora Edições Esgotadas . 

28.06.26

Às 17.30h

Encontro musical standards de Jazz, com Anna Lundqvist e Paulo Barros

De um lado, a voz cristalina de Anna Lundqvist, uma das figuras mais carismáticas do jazz sueco; do outro, a sensibilidade ao piano de Paulo Barros. Juntos, este duo propõe uma reinterpretação cúmplice de standards de jazz, onde o diálogo entre o piano e a voz é o protagonista. Preparem-se para uma viagem onde o minimalismo e a emoção se encontram.”

Anna Lundqvist é uma das vozes mais progressistas e produtvas da cena jazzístca sueca há mais de duas décadas, desde que se formou no programa de música jazz da Skurup Folk High School. A sua missão tem sido mudaros padrões do jazz vocal, tanto na forma, no som e no visual. Trabalhar com música vocal instrumental, ou seja, sem letra, tem sido uma das suas marcas registadas.

Desde 2016, tem trabalhado alternadamente na Suécia e em Portugal, onde lidera e compõe para as suas bandas em Lisboa e é professora convidada. É agora a sua «segunda casa». Lançou sete álbuns em nome próprio. O seu últmo e quinto álbum, ‘MEWE’ (Prophone/NAXOS), foi um grande sucesso em todo o mundo e foi nomeado para o prémio Jazz do Ano 2018 na prestgiada cerimónia Manifestgalan, em Estocolmo. Em Portugal, Anna lidera a banda Anna Lundqvist Lisboa Cinco, sediada em Lisboa. Em setembro de 2023, lançaram o álbum de estreia ‘Sou Anna’ (Prophone/NAXOS). Em 2026, o foco estará na

sua nova banda sueca AHLFA, no trio FLUKE, sediado na Alemanha e em Portugal, e no The Carvalho Lundqvist Project, juntamente com a baterista e estrela em ascensão Maria Cavalho. No fnal do ano, será também lançada uma segunda edição do seu livro ‘The Anna Lundqvist Songbook

Paulo Barros 

Nasceu em Kingston-Upon-Thames, Inglaterra em 1968. Começou a estudar piano clássico com 7 anos de idade. Em 1998 concluiu o Bacharelato de piano da ESMAE com a prof. Madalena Soveral.

Paralelamente à música clássica, interessa-se pelo jazz e em 1998 ingressa no Conservatório de Música de Amestardão, onde conclui em 2002 a licenciatura em piano jazz. Aí frequentou workshops com Danilo Perez, Ralph Irizary, Deborah Brown, Kenny Werner, Gerry Dial e Edie Martinez, tendo tido aulas com estes três últimos.

Tocou, entre outros, com Carles Benavente, Jorge Pardo, Ricardo Fabini, Carlos Carli, Pedro Moreira, José Luis Rêgo, Paula Oliveira, Kiko Pereira, Jorge Reis, Paulo Pinto, Manuel Oliveira etc.

Esteve presente em vários Festivais e salas de concertos em Portugal e noutros países como Alemanha, Cabo Verde, Dinamarca, Espanha, EUA, Holanda, Itália e México.

Gravou o CD “Slow Emotion” em duo com a cantora Dinamarquesa Mai Seidelin Norby que teve a participação especial do contrabaixista Jesper Bodilson.

Tem acompanhado vários músicos em cujos CDs participa como Adriana Miki nos CDs “Sashimiki” e ”Mulata de Arroz”, Quarteto de Carlos Mendes no CD “Estórias”, Quinteto de Manuel Linhares com os CDs “Traces of Cities” e “Bounderies” e o quarteto de Richard Okkerse.

Gravou a solo o CD “um piano só” e o CD “ Live PianoSolo@CDM” (gravado ao vivo na Casa da Música) e outro com o Trio Paulo Barros “Colagens”.

Leccionou em várias escola de música do País, entre as quais a Escola de Jazz JazzAoNorte, a Escola de Jazz de Coimbra, Instituto Piaget de Mirandela, Escola de Jazz do Hot Club de Portugal e Escola de Jazz de Braga onde ainda lecciona. É responsável desde 2013 pela cadeira de Improvisação da licenciatura de Música da Universidade do Minho como assistente convidado.

21.06.26

Às 18.00h

INUTILISTAS: Leitura dramatizada de Vamos comprar um Poeta, de Afonso Cruz


No domingo 21 de de junho, juntamo-nos para o encerramento das aulas da Oficina de Interpretação da Poesia. Desta vez, arregaçamos as mangas para a prosa poética e vamos ser todos INUTILISTAS, a apresentar uma leitura dramatizada de VAMOS COMPRAR UM POETA de Afonso Cruz.

A entrada é livre e a adaptação do texto também!
O espaço é sujeito a lotação, mas o nosso coração, já sabem. Bora lá comprar um poeta, ou dois.

Esperamos por vocês!

Emilene Lima

20.06.26

Às 21.30h

Zebro: Projecto de Bandino Soares & Luis Beirão

Projecto que pretende mergulhar nas raízes musicais e poéticas da cultura portuguesa, e a partir daí criar algo novo, fundindo poesia dos mais variados autores com músicas originais mas também algumas bem conhecidas em “casamentos” consequentes e coerentes, ainda que por vezes pareçam inesperados e altamente improváveis.

Pretende-se explorar a interdisciplinaridade e complementaridade entre música e poesia, umas vezes tendo como ponto de partida a lógica, a musicalidade e os ritmos das palavras, outras vezes seguindo os caminhos para os quais a melodia, a musicalidade e os ambientes criados por determinadas músicas nos remetem. Na maioria das vezes, fusionando os vários caminhos que se bifurcam e promovendo a interpenetração (que na maioria das vezes não deixa de ser intuitiva) de ambas as dimensões, a fim de criar uma dimensão e um ambiente que se quer converter numa (outra) construção alternativa, capaz de apelar à lógica, mas também à emoção e aos sentidos.

O objectivo é criar uma conversa e uma narrrativa (em forma de música e de poesia que muitas vezes se misturam e sobrepõem), a partir das muitas conversas e temáticas reais e metafóricas para as quais as palavras e as melodias nos remetem.

PORQUÊ ZEBRO ?

O zebro era uma espécie de equídeo selvagem que vivia nas zonas interiores da Península Ibérica, até à sua extinção no século XVI.

As crónicas medievais descrevem o zebro como um animal parecido com o burro doméstico, mas mais alto e forte, muito veloz e com mau temperamento, de cor de tijolo e com o pêlo riscado de cinzento e branco no dorso e nas patas.

Nos locais onde foi abundante, conservam-se vários topónimos relacionados com este animal, como Ribeira do Zebro, Casas da Zebreira, Vale de Zebro, Zebreira , Zebral e Zebraínho, Pedrafita do Cebreiro, Cebrones del Río, Valdencebro, Cebreros, Encebras, etc

Quando os navegadores portugueses começaram a explorar o litoral africano e chegaram ao Cabo da Boa Esperança, nos finais do século XV, encontraram uns equídeos riscados a que deram o nome de zebras, nome por que são conhecidos hoje em dia estes animais em quase todas as línguas do mundo.

Blandino Soares
Músico e compositor. Estuda e explora criativamente a cultura musical tradicional e popular de expressão portuguesa. Fez parte de projectos musicais como Chamaste-m’ó?! convinha tradicional, Le Partisan, entre outros. Fez também música para teatro, e musicou poesia de poetas consagrados e não consagrados, antigos e contemporâneos. É multi-instrumentista e recorre a uma grande variedade de instrumentos, mas para já neste projecto recorrerá essencialmente à guitarra e à concertina.

Luís Beirão-
Performer, comunicador, tradutor e poeta. Tem um par de livros publicados e poemas em várias antologias. Partilhou a sua escrita através de vários canais e dos seus projectos performativos. É um andarilho e amante convicto da “poesia viva” e dos mundos e potencialidades que podem ser abertos através performance poética. Foi membro durante décadas em várias iniciativas , projectos e eventos, em nome individual ou colectivo. Foi responsável pelo bar Olimpo, dedicado a eventos culturais.

Poesias e músicas de Miguel Torga, Zeca Afonso, Blandino Soares, tradicionais galegas e portuguesas, João Rios, Eugénio de Andrade, João Habitualmente, Regina Guimarães, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Reinaldo Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Herberto Hélder, Al Berto, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, Sebastião da Gama, Mário Cesariny, Augusto Gil, João de Deus, Viriato da Cruz, António Jacinto, António Lobo Antunes, Ary dos Santos, Sousa Braga, Jorge de Sena, Casais Monteiro, Manuel Alegre, Sá Carneiro, etc, etc.

Duração prevista: 1 h 20/30 m, com 15/20 m de intervalo.

19.06.26

Às 21.00h

Concerto com Daniel Gnatali

Num formato intimista de voz e guitarra, Daniel Gnatali apresenta um concerto de canções originais que cruzam influências da Música Popular Brasileira e do folk contemporâneo. As composições destacam-se pelas melodias delicadas, harmonias elaboradas e letras de carácter poético, abordando temas como as transições, a passagem do tempo e as relações humanas.

Com uma interpretação próxima e envolvente, o artista conduz o público por um repertório que valoriza a canção como espaço de encontro, reflexão e partilha, aproximando diferentes tradições da música popular através de uma linguagem autoral e contemporânea.

Daniel Gnatali é cantor, compositor e artista visual do Rio de Janeiro. A sua obra transita entre a música e as artes visuais, abordando temas como a passagem do tempo e a relação  humana com a incerteza e o mistério. Em formato de voz e guitarra, apresenta canções contemplativas que aproximam influências da Música Popular Brasileira e do folk contemporâneo. Ao longo da sua trajetória, tem sido distinguido em festivais e programas culturais no Brasil. Em 2026, se apresenta em Portugal pela primeira vez.

14.06.26

Às 16.00h

Concerto acústico Leo Poeta

Leo Poeta apresentará no seu concerto, uma proposta cultural que visa criar uma simbiose entre música e poesia, onde irá cantar ao som de guitarra acústica, tocada por David Eusébio.

Serão apresentados inúmeros temas do seu reportório, onde se incluem originais e versões de artistas com que se identifica, tais como Paulo Gonzo, Rui Veloso, Delfins, Pedro Abrunhosa, etc.

Entre músicas, serão recitados poemas que constam dos seus livros de poesia que editou ao longo da sua carreira.

Pretende-se assim o desenrolar de uma tarde agradável, com notas de harmonia e bem estar.

13.06.26

Às 17.00h

Apresentação do livro Contos Manhosos e Outras Histórias de Pedro Albuquerque.

Moderação de  Eduarda Dias – radialista, a viver atualmente em Barcelona

Contos Manhosos e Outras Histórias representa um avanço na escrita de Pedro Albuquerque e a redescoberta do seu amor e ligação a África. Com prefácio de Bonga Kwenda e homenagem a Mia Couto, inclui passagens em Cabo Verde, uma história com Elza Soares e outros apontamentos autobiográficos.

MINIBIO Pedro Albuquerque

Pedro Albuquerque (Aveiro, 1992) revelou, desde cedo, apetência para as artes. Começando pela pintura, sentiu pouco depois a urgência de se comunicar por escrito. O seu amor pela literatura chegou antes mesmo de aprender a escrever, pedindo à família para que pusesse em papel aquilo que lhe vinha na alma. Com a entrada na escola, descobriu o verso e a declamação. Mais tarde, no secundário, criou um blogue mantendo-se ligado a outras formas de escrita. Mestre em Engenharia e Design de Produto pela Universidade de Aveiro, trabalhou vários anos na área até se virar para dentro e não mais largar os livros. Lançou “ExTratos Dramáticos” em 2022 e “Contos Manhosos e Outras Histórias” em 2025. Atualmente, encontra-se publicado em oito países.

CONTACTOS IMPORTANTES

E-Mail: dalbuquerquemvez@gmail.com

Telefone: +351 910223534

Links: https://linktr.ee/pedro_albuquerque_

Instagram: @pedroalbuquerque.lit

6 e 7.06

Às 21.30h e 16h, respectivamente

Teatro: Evangelho segundo São Barrabás, com Raphael Janeiro

Sinopse

Diante de uma narrativa cômica, que relaciona paixões intempestivas, jogos políticos e a busca pela cura de uma doença hereditária, um sujeito realiza pequenas ações de cunho pessoal, que interferem nos destinos do país, do continente, do mundo e de boa parte da Via Láctea. “Evangelho segundo São Barrabás” é uma comédia política sobre um sujeito em busca de tratamento para sua doença, durante um conturbado período de eleições presidenciais, onde um mega empresário disputa o poder contra um sujeito que se diz a reencarnação de São Barrabás. Uma história explosiva de amor, fé e poder.

Histórico da peça
“Evangelho segundo São Barrabás” é uma comédia brasileira, que estreou em 2019 no Rio de Janeiro. Vencedor de prêmios de Melhor Trilha Sonora (Araruama, 2019), Melhor Paisagem Sonora (Viçosa, 2022) e Melhor Texto Original (Passos, 2023), o espetáculo já passou por importantes palcos cariocas (Teatro Ipanema, Sala Baden Powell, Casa de Pedra) e realizou, em 2024, suas primeiras apresentações internacionais em Bolonha, na Itália. Em 2026 segue para apresentações em Barcelona, na Espanha, e no Porto, em Portugal.

Raphael Janeiro
Ator, dramaturgo e diretor brasileiro. Mestre em Artes da Cena pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante 10 anos integrou o grupo de teatro “Os PataPHísicos”, onde escreveu e atuou em espetáculos como “Film Noir”, “Banzai!”, “Isto não é uma Guerra” e “A Grande Obra de Arte da Pós Recessão”. Dentre outros trabalhos, escreveu e dirigiu o curta-metragem Teresa (2017) e criou os projetos digitais Sovina Comédia (2020) e Diálogo Rasgado (2021).